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Telefones: 99901.0414 / 98123.5945E-mail: oab.rs.advogadoprates@gmail.comBarão do Ladário 1836 - Santiago -RS

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    Nem todos os homens têm a mesma sorte com as mulheres. Quando integrei o gabinete do senador Bisol, admirava a ex-nora dele, 2 anos mais velha que eu. Deus sabe da minha inocência. Eu queria arrumar uma mulher mais velha, mais séria. Nunca me passou pela cabeça namorar gurias mais novas. Mal entendia que eu era um lobo, (não sem razão autor do BOCA DE LOBO).

    Era o inverno de 1984 e houve um debate entre o Tarso Genro e o Pilla Vares. Naquela época Tarso era apenas um advogado trabalhista. O debate era no sindicato dos bancários. 

    Fui lá. Tarso estava lançando o livro LENIN, CORAÇÃO E MENTE. Mas Pilla Vares era mais trosko e Tarso, meio estalinista.

    Lá pelas tantas me meti no debate, que era aberto. 

    Depois do debate, Tarso veio falar comigo. Contei-lhe que era de Santiago, que era amigo do Adelminho (seu irmão falecido) e do seu pai, seu Adelmo, esse eu conhecia desde os 15 anos, nas reuniões do PCB na casa do seu Aparício.

    Tornei-me amigo de Tarso, passei a frequentar sua casa e cada vez que ele ligava para o gabinete falar comigo, quem atendia o telefone era Juarez Pinheiro, que odiava-o e hoje é seu subsecretário de Justiça.

    Mas minha sina não vem de hoje.

    Dias depois, liguei para a casa do Tarso, queria falar com ele. Atendeu-me uma vozinha: “ele não tá, pera aí, mas quem está falando, eu conheço essa voz”. Era a Luciana  na outra ponta da linha. Conversa vai, conversa vem. ela tinha ente 15 e 16 anos. 

    Marcamos, então, um encontro na entrada da Assembléia Legislativa. Eu trabalhava no nono andar e combinei pegá-la no hall de entrada. Nunca vou me esquecer da cena e nem a Luciana imaginou que seria deputada ali. Desço, olho e vejo-a sentada, com um blusão de lã e um chapeuzinho branco. Sentada nas escadarias, ao lado daquela frase famosa: povo sem parlamento é povo escravo.

    Ficamos amigos e praticamente fechamos o gabinete do Bisol. Todas as tardes íamos para as pizzarias da região e ela adorava sorvetes de chocolate em pleno inverno. Quando não estávamos nas pizzarias, estávamos nas sessões matinais do cinema vitória. Esse cinema me marcou por que foi numa sessão da tarde que aconteceu o primeiro beijo, todo estranho.

    Luciana, nessa época, já era por demais estudiosa, dava aulas de inglês nas casas e já vivia de birra com o Tarso. Aliás, que família bacana, gente amável, a Sandra, que é médica, é um doce de pessoa e vivia se implicando com os hábitos alimentares da Luciana, que batia na geladeira, de noite, comer feijão preto gelado. Ela sempre teve gostos meio exóticos, não é de hoje. 

    Quando o PSOL lançou-a candidata a presidência da república, eu imaginei o show que viria. Luciana é a mais preparada de todos, sem freios na língua, fala direto, conhecimento fora do convencional, formada no trotskismo, não poderia dar outra: virou o espetáculo dos debates. Recentemente formou-se em Direito, é nossa colega, passou na prova da OAB, e agora iniciou o curso de filosofia na USP.

    Meu amigo Pierre Leal me disse que voltou nela. 

    Luciana é uma grande mulher, tem garra, inteligente aos extremos, tem ética e uma fibra incrível. Talvez fui o santiagense que a conheci antes de todos. Fomos amigos, ficamos amigos. Um dia, na Assembléia Legislativa, a única vez que entrei em sei gabinete, envergonhada, ela me disse:" aquela vez que nós tinha aquele"...Assim foi. 

    Já ensinei minha filha e disse o mesmo para uma outra amiga, a Larissa, os escritores pegam um fato verdadeiro, misturam com a mentira e vão criando suas histórias.

    Minha filha vai ler as reminiscências do papai, um dia. Mas essa história é tal e qual, não tem mentiras e nem mentirinhas, embora tenha muita omissão. Mas isso ela saberá entender as razões.

    Era dezembro de 1984. Eu sai do Hotel para vir a Santiago. Luciana me acompanhou um trecho a pé, ali na cidade baixa. Chegando em Santiago, juntamente com os, hoje,  sociólogos César Moura e Luiz Antônio Moura, fomos para MAÇAMBARÁ. Lembro-me bem, era dia 03 de dezembro. 

    Estávamos atrás do artista plástico Gutierez; Sofri um acidente e envenenei-me com agrotóxicos, quase morri. No outro dia, 04 de dezembro de 1984, Eliziane Mello nascia, enquanto eu era socorrido para não morrer. No mesmo hospital, em Alegrete. Essa coincidência é demais, mas é verdadeira.

    Mulheres com esses cabelos tem cruza com o diabo, mas são especiais, isso é segredo dos lobos.
    Foto de Julio César DE Lima Prates.

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  • 01/30/16--10:21: LINCHAMENTO MORAL
  • Há muitos anos atrás, lendo Gaston Bachelard, entendi alguma coisa do breve empirismo que eu tinha acerca dos juízos e instâncias morais. Enfrentei problemas por defender os interesses dos negros e das prostitutas, os homossexuais na mesma proporção. Sempre coloquei-me contra qualquer tipo de discriminação e segregação. Entretanto, carrego uma dor muito forte dentro de mim, porque se uma pessoa decide ser minha amiga, logo ela cai em desgraça, ora por um motivo, ora por outro. Que patético o que está acontecendo. E a liberdade de escolha, por que o linchamento moral acaba sempre nos meus ombros?

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  • 01/30/16--11:05: Um recado
  • Não adianta apagar matérias, o crime já foi cometido e a matéria originária foi salva. Eu sei como ligar com psicopatas.

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  • 01/30/16--18:30: Article 0


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     Minha filhinha pediu0-me um piquenique na Tapera, onde paramos para conversar. Fizemos nosso lanche como muito amor, afeto e raro momento de beleza e plasticidade.
    As ligações de Unistalda estão confusas. Parece que o lançamento da candidatura de Moisés, pelos relatos que recebo, se voltaram para atacar a Dra.Maristela e não o atual executivo. O quadro tá  incompreensível. Duvido que alguém entenda o que está acontecendo.

    Minha filhinha roubou à cena ...

    Tiraram a nossa casa, mas não tiraram nosso amor e nossa paixão pela aventura e a curtição afetiva e amorosa.

    Adicionar legenda
     De Maçambará, da velha Tapera, viemos direto para a piscina, que nossos patrocinadores reservaram para a Nina curtir intensamente.
    AMOR, ALEGRIA, PAZ E FELICIDADE AO LADO DO PAPAI.

    NO TOBOGAN, BRINCADEIRAS, INFÂNCIA, MOMENTOS INESQUECÍVEIS AO LADO DO PAPAI.

    Amor além da vida

    Minha linda, minha eterna linda filhinha.


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  • 02/03/16--09:07: Polícia Civil
  • Como advogado, raramente aceito algum caso na área criminal. Não é meu chão. São os pendores de cada um: o meu, afora o direito constitucional é o direito do trabalho.

    Entretanto, nessa semana, fui procurado pela família de um jovem santiaguense que teve seu carro furtado. O nome do jovem é Fernando Coimbra Martins. 

    Ouvi-os e fui até a Delegacia de Polícia. 

    Primeiro, vale ressaltar a fineza e a cordialidade com que os cidadãos são tratados. Algo raro e digno de elogios.

    Agora, quando tive acesso ao Inquérito que foi remetido ao FORUM, já processo, li tudo atentamente, observei tudo nos mínimos detalhes e confesso-me impressionado com a qualidade do serviço, com a eficácia e a eficiência. Tudo pinçado nos mínimos detalhes, tudo rigorosamente observado, diria até que é trabalho raro, valorativo para o jornalismo e digno de registro, pois nossa cidade de Santiago está super-bem servida por uma Polícia civil talentosa, competente, eficaz e que responde com presteza e seriedade as demandas da sociedade. 

    Meus cumprimentos sinceros a todos, sem exceções, todos vocês são um orgulho para à cidadania brasileira, pois o serviço público raro e eficaz como esse, merece ser valorado jornalisticamente, especialmente quando os meios de imprensa só buscam aspectos negativos para atingir os policiais civis e também militares. 

     

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                                                                                                                                                                  Foto Blog de Felipe Domingos



    Fui procurado na tarde de hoje pelo Tarólogo, Mago e Vidente, Mestre José, que estava profundamente preocupado com uma clarevidência que teve, logo após ao meio-dia, em seu programa de Rádio (Rádio Nova 99), de que uma grande falange espiritual estava entrando sob os céus do pacato município de Jaguari.

    Mestre José, segundo relatou-me, concentrou-se, invocou o auxílio de entidades e espíritos evoluídos e deu-se início a uma grande batalha espiritual. 

    Segundo o Mestre, essa foi uma batalha das luzes contras as trevas, pois se desenhava no horizonte uma catástrofe, que possivelmente ocorreria no carnaval de Jaguari e traria grande luto e pesar na região.

    Mestre José deslocou-se até o município, trabalhou espiritualmente as 4 entradas e assegurou-me, com segurança, que colocou guerreiros de luz para proteger essa festividade.

    Disse o Mestre: "eu asseguro que as trevas foram afastadas de Jaguari, por hora, haverá paz no carnaval, fiz um trabalho voluntário, com meus próprios recursos, pensando no bem comum, quero deixar bem claro que não tenho vínculo político com o município, porém, é um local que eu amo, pois tenho muitos amigos e não poderia ficar omisso diante dessa clarevidência que tive nesse começo de tarde". 

    "Eu tenho uma clarevidente, colega minha, que previu com 6 meses de antecedência que via pilhas, centenas de corpos jovens mortos, ninguém levou a sério. Ela se referia a boate Kiss".

    E prosseguiu: " eu tenho esse dom de prever tragédias, mortes, inclusive em Santiago, eu fiz previsões de mortes (uma delas os familiares não me levarem a sério e hoje chora uma cliente), isso é clarevidência, eu vejo os acidentes antes de acontecerem, por isso faço a intervenção cósmico-espiritual, seja para governantes, pessoas físicas, doentes, idosos, crianças".

    Quem quiser outras informações pode contatar com a assessoria do Mestre José (55) 9728.3700 e 8418.4258 ou Centro Espiritual Ama www.centroespiritualama.com




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    Fiz uma longa entrevista, agora a tarde, com o Deputado Miguel Bianchini. 

    Bianchini já decidiu, embora não revele nada, mas deverá mesmo concorrer a prefeito de Santiago, pelo seu partido, ao seu estilo "eu sou sozinho, só tenho o povo comigo, não dependo e não sou refém dos esquemas tradicionais do coronelismo. Em política nada é definitivo, tudo é relativo, é claro que existe uma pressão muito grande para que eu concorra, por onde eu ando as pessoas me falam isso, a própria Manoela, minha colega e amiga (deputada Manoela) diz que eu devo concorrer, ela quer vir a Santiago lançar meu nome,  o Pozzobom também, te asseguro que a pressão é grande, e a pressão é a legítima manifestação das pessoas, é a expressão da cidadania". 

    "Eu fui eleito para ser deputado estadual e pretendo cumprir meu mandato. Vou te passar uma Pesquisa que está em meu poder, feita por um Instituto sério, de Ijuí. É uma pesquisa reservada, não foi feita a meu pedido".

    "Mas vamos conversar melhor ao longo da semana. Estou chegando em Santiago, quero descansar junto aos meus familiares, rever amigos, consultar algumas opiniões abalizadas".

    "Um forte abraço aos leitores do teu blog, um beijão na Nina, vi as fotos dela na piscina do Tênis, tá linda, parabéns pela filhinha que tens. Um forte abraço".


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    Sexta-feira para sábado, noite de zoeira total em Santiago, a cidade onde vivo recluso no interior do Rio Grande do Sul. Desde cedo perambulei sozinho pelas ruas em busca de razão, compreensão, pavor pela solidão e medo deitar-me tão cedo. No andar, nas trajetórias existenciais que conduziam o nada a lugar nenhum, apenas tateava um universo em chamas, a razão perdida, o sentido ilógico de continuar vivendo sem uma vida.

    Conversei brevemente ao telefone com minha filhinha amada. Ela é tão pura, tão doce. Pede-me organize um piquenique (de novo) para curtir com ela as poucas frações de horas de que dispomos juntos aos domingos. E pede-me um miojo, uma banana, um sanduíche e um bom-bom. Conta-me que está com a sacolinha arrumada, com o seu biquine. Ela sabe da terrível condição existencial e do prolongado crime de tortura psíquica que lhe impuseram ao arrancá-la do convívio paterno e ao forçar-lhe ao assumir uma identidade que não é a sua, que não são suas raízes antropológicas, existenciais e afetivas. Vive de fragmentos e alimenta-se de esperança,  de sonhos e acalenta, como eu, a expectativa da superação. O mistério do vir-a-ser. 

    Deitei-me então, sem sentido, atordoado pelo turbilhão de sons estridentes, alegorias de um carnaval que aposta na transgressão, no sentido oco das coisas, no desamor, na alegria forçada embalada pela produção musical que fere a sensibilidade.

    Meu corpo estava morto, havia apenas uma alma dentro de mim. Não sei exatamente se caminhava ou gravitava. Não sei onde terminou o caos e onde comecei a pisar nos céus, pois a sensação que me veio, de repente, em meio ao absurdo estrangeiro de mim dentro de mim mesmo, era de que saí da condição humana, de um corpo com lógica cartesiana e razão em seu funcionamento. Já não era mais mais eu. E não havia tomado santo dame, nem cerveja, em coca, nem cola, nada, exceto um copo de água.

    Talvez essa água fosse benta, talvez  fosse uma poção divina, misteriosa.

    De repente, com os fonezinhos nos ouvidos, noto que adormeço e começo a sonhar uma longa vida, um longo sonho, colorido, radiante.

    Vi na síntese do pedido de minha filha, a extensão de uma vida. E vi-me vivo, sendo que uma velha carreta me conduzia. Não havia bois a puxarem-na, pela menos claramente, apenas observava – o tempo todo – o movimento de suas rodas. 

    Elas liberavam mel pelo caminho, mas era apenas a roda da direita que semeava mel, a roda esquerda, parecia também ter mel em suas engrenagens, mas semeava fragmentos de chocolate em pó. E assim eu ia naquela longa viagem. Longa, longa, longa.

    Nessa viagem, diversas pessoas viajavam comigo, mas veio-me bem claro o Ruy e a Maristela, meus cósmicos lindos amigos que compartilham sempre minhas dores e estão sempre presente em minha vida, com um incentivo, uma palavra de fé, uma sugestão, uma amizade que transcendeu aos anos e cujo fato da queda material de um homem não afetou os valores maiores que estavam presentes na essência do vínculo que nos unia, a identidade humana, apenas humana.

    Mas a carreta seguia andando, não sei para onde eu era conduzido, apenas sentia, olhava e observava o mel e o chocolate. Uma mansidão incrível tomava contava de minha alma, nunca vivi momentos tão felizes, tão doces, tão maravilhosos. Agora que acordei, que racionalizei que tudo foi um sonho, imagino que se esse seja o caminho que leve nossas almas para aquele lugar que não sabemos definir com certeza: céu, inferno, breu, nada, além, absurdo, esse caminho será maravilhoso para todos, se fosse assim.

    Não réquiem, pois não era um cortejo fúnebre. Era um sonho, eu estava numa carreta, apenas enxergava suas rodas, o mel e o chocolate que eram liberados pelos caminhos.

    A viagem era longa, era sexta-feira, havia folia nas ruas. E duas figuras passam a andar comigo na mesma. Cada uma em dimensão temporal diversa. Imagino que seja Deus ou meu inconsciente dando-me luzes, apassentando meu abismo ou tentando-me dar a compreensão racional do significado da ação das pessoas em nossas vidas. E foi exatamente assim.

    Uma, veio com uma força impiedosa, fuçando nas feridas do meu passado, pisando inescrupulosamente em minhas pisaduras abertas e não cicatrizadas. Para ela, a síntese de tudo era somente coisas ruins, desconstruiu com uma verborragia elitista o amor semeado em meu coração, a aposta que fiz na confiança e na edificação, pisou na esperança, pisou na ilusão, desconstruiu-me como ser humano, o amor que vivi foi reduzido a palavras pesadas: otário, babaca, corno imbecil... Até a minha filha, a inocência de uma criança de 5 anos, foi reduzida a nadificação existencial, como se o amor que ainda nos mantém seguro por  tênue fio, não passasse de um melodrama mexicano. Mas eu ouvia e aceitava tudo. Ao mesmo tempo, meu espírito a compreendia e fazia a seleção natural espiritual da avaliação de quem é quem.

    Mas a carreta seguia, pelo caminho sempre o mesmo liberado por suas rodas: mel e chocolate em fragmentos. E eis que no meio do abismo, quando estou prestes a desistir de tudo, pois não suporto mais ver a dor de minha filha, não suporto nem mais eu a minhas próprias dores, surge uma figura iluminada na minha frente, toda de branco, noto colares, adereços,ela me fala em esperança, na busca da razão, diz que eu posso, que tudo é possível, que o sonho está em pé, que eu existo, que estou vivo, que minha filha me ama, que eu não devo desistir de minha filha, que a situação imposta é absurda ... ela representou a mansidão, a paz, a reificação, e reedificação, a reconstrução. 

    Com ela eu chorava lágrimas de alegria, de contentamento em meu coração, ela foi a luz, ela veio da luz, ela trouxe luz. Eu não queria olhar nos seus olhos, queria apenas a silueta, eu não buscava os olhos, eu buscava luzes e ela falou-me que a luz que eu encontrarei estava nas palavras. Foi mágica, fitei naquela globo óvulo branco de luz e foi ali que senti que estava renascendo, despertando para o possível, afinal minha vida e meu corpo, possivelmente minha alma e meu espírito, estão ainda junto ao meu corpo. 

    A carreta se foi. Entendi a simbologia, significados e significâncias. Cabalista, não poderia ser diferente. As razões e os sentimentos que movem as pessoas, os juízos que emitimos e os valores que carregamos dentro de nós mesmos, quem nos faz bem e quem nos faz o diverso desse. 

    Hoje é sábado. Sou um escritor, sou um advogado, sou um ser humano, um jornalista, tenho uma vida, uma identidade, cacos de fragmentos para serem juntados. Uma vida para ser reconstruída e acordo pensando no sanduíche que minha filha pediu-me para um piquepique nas taperas das estradas por onde andamos, lembrei-me do chocolate, do miojo e da banana. 

    Deus mostrou-me que pisa e quem acalenta. Quem aposta na destruição e quem mostra o caminho da edificação. Viajei com vários personagens nesse sonho, nessa carreta, nessa semeadura de mel e fel, nessa emissão de juízos e valores, uma saiu para sempre, outra entrou para todos os sempre, pois conquistou o que havia de mais precioso em mim: fez-me reencontrar-me com a esperança, acalentou a ilusão e mostrou-me, na hora da dor e do desespero, que uma palavra de fé, de amor e da construção, pode fazer reviver uma alma, mesmo uma alma como a minha, que já estava separada com corpo, andando sozinha na frente, ávida por deixar a terra, apenas em descompasso com lentidão de um corpo, que precisava ser reificado, apenas isso. E isso ela soube fazer com apenas um toque de sua magia. Foram apenas palavras, mas foram esperanças ressemeadas.

    É tão simples estender a mão e semear a esperança para uma pessoa que está perdida. Como é tão simples destruir, desconstruir, assassinar e terminar de matar uma pessoa que está perdida. É tudo uma questão de atitude diante da vida. De opção, de escolha, de caminho.Somos. Como somos. Cromossomos.

    Deus iluminou-me tanto essa noite. Louvo a Deus pelo sonho com essa carreta que semeava mel e chocolate, louvo a Deus por me fazer entender, mesmo em sonho, que agora é tudo uma questão de escolha. Ou acreditar na destruição e que o caminho que vivo não tem volta ou acreditar no sonho e na esperança. Já sei onde está a luz que procuro. São nas palavras, foi assim que a luz de branco transmitiu-me – com a singeleza de Cristo e a simplicidade de sua vida – que é possível ser feliz, que cair é da vida e que o caminho da fé, da esperança e do bem é sempre um caminho que exala perfumes e traça rotas que semeiam méis, chocolates, doces e se expressam na revelação pura do andar de duas rodas de uma carreta.

    Essa luz não criticou minhas unhas sujas, minhas camisetas encardidas, minhas roupas e nem o fato de eu não ter mais nada. Ela apenas disse-me que nada disso era importante, o relevante era o amor,  o vínculo afetivo. Ela se referia a mim e a minha filha.

    Bendita luz. Bendito sonho. Semeaduras de mel e semeaduras de fel.

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    Um dia com minha filhinha e o começo do piquenique.

    Escrevendo nas taperas

    Pelas estradas, salvando um coelhinho

    Em casa, reencontro com o amável cão

    Na Piscina Tênis Clube, ensaio de jogo de com um amiginho

    Curtindo a piscina com uma amigunha

    Depois de deixar Nina em casa, já noite, uma reflexão


    Domingo, fim de tarde. Depois de um dia maravilhoso, extremamente marcado pelo amor e pelo afeto, ao lado de minha filhinha, busquei a paz dos cemitérios para refletir sobre minha dor e a dor de Nina.

    Estávamos na piscina, eram quase dezoito horas, e eu digo que temos que seguir viagem, sou obrigado a devolvê-la até as 21 horas. Nina transfigura-se. Ela sonha em viver mais tempo ao meu lado, não que ela não ame a mãe, os avós, não se trata disso. Ela que sempre viveu comigo, desde que nasceu, sente-se terrivelmente do pouquíssimo tempo de convívio comigo.

    Na piscina, ela me surpreende, Diz que quer ficar um pouquinho mais comigo. E pede para ir até meu quarto, pois quer colar uns desenhos na parede, onde tenho várias fotinhos suas. Deixo fluir. Vou com ela até meu quarto. Ela cola tudo com rigorismo e inventa sempre de brincar de Dora e Botas, certamente as lembranças marcantes do tempo em que vivíamos juntos. Por outro lado, ela está fascinada com o reencontro com seus desenhos, desde os primeiros, até o último, passando pelos seus cadernos da URI, artes, enfim, todo o acervo de dois anos na Escola da URI.

    Ela revê tudo atentamente. A conspiração do tempo é cruel. Ela não quer ir embora, deita-se na cama e pede para eu ficar “mais um pouquinho”.

    No natal de 2013, quando ainda éramos uma família, tiramos uma foto eu, ela e a mãe dela. Ela tirou uma foto sorrindo, mágica, linda e encantada com a vida. Para essa foto, comprei um lindo quadro branco, com uma moldura maravilhosa, cheia de detalhes. Um dia, quando Eliziane resolveu mudar-se de casa, já tinha montado um apartamento para si em Santa Maria, corta a foto, deixa apenas eu e Nina no quadro e exclui-se. Quando Nina entra na casa, já sem móveis e defronta-se com aquela foto cortada, pergunta-me com um ar de espanto inocente: por que minha mãe fez isso, pai?

    Creio que ali foi sua primeira grande dor e foi onde ela percebeu o peso de ter perdido a casa e sua família. Creio que ela não tinha como assimilar tudo naquele momento.

    Mas essa foto continuaria assombrando seus dias.

    Tempos depois, alguns meses mais tarde, no meu escritório, no Sindicato, ela vasculhava velhas fotos no computador. De repente, ouço seu choro ao longo. Corro até ela, não sabia o que tinha acontecido. Ela estava diante da foto e chorava, ao me ver, murmurando, exclamou: isso nunca mais vai acontecer. Ali a foto não estava cortada.

    Sugeri que ela deixasse as fotos. Mas notei ali que o trauma estava criado para todos os tempos, transcenderia sua vidinha e marcaria seu destino pelo resto dos seus dias.

    Quando ela foi afastada de mim, quando fui proibido de visitá-la, dado as armações e mentiras, colei num papel, na parede, várias fotinhos e, dentre elas, essa foto minha com a Nina, onde a mãe dela excluiu-se, cortando a si e a própria da imagem do quadro.

    O ato de Eliziane foi muito forte e não levou em consideração os sentimentos da criança, embora a idéia fosse atingir a mim.

    Ontem, domingo, quase perto das 19 horas, Nina olhava a foto e conversava comigo. Ela é uma criança dividida e cada conversa comigo, sempre surge uma revelação bombástica.

    A juíza de Itaqui, do JIJ, pediu exames de avaliações psicológicos em Nina, na mãe dela e em mim. Fiz os meus com uma profissional local, uma pessoa que me era totalmente estranha, o que não me impediu de julgá-la altamente séria, altamente profissional, mas  que me disse que era imprescindível ela  também ouvir Nina e formulou um pedido judicial nesse sentido. Aí eu explicava para minha filha que a psicóloga precisaria ouvi-la e ainda recomendei: filha, diz tudo o que o tu sente, te abre à vontade, fala rigorosamente a verdade. Nina me ouve atentamente, e largou essa: mas ela vai me ouvir sozinha?

    Respondo que sim, digo: claro, ela tem que te ouvir sozinha”.E pergunto: não é assim que as psicólogas te ouvem? Ao que ela me responde: é, não sei pai, mas quando a minha mãe me leva ela fica junto e aí eu fico brincando ou tenho que dizer o que ela manda.

    Daí eu fiquei pensando: como o Conselho Regional de Psicologia explica essa postura de suas credenciadas, se uma criança de 5 anos, não se sente a vontade de falar a verdade, pressionada pela presença e pela coação materna, que entra para dentro do consultório junto com a criança que é objeto da análise¿ Sinceramente, eu não vejo ética nenhuma nisso e a partir de agora, coloco em dúvida, sim, mais uma vez, a seriedade e a validade dessas consultas. Isso é um assunto muito sério para o poder judiciário e para o conselho regional de psicologia.

    Se já existe a coação prévia, isso é notório, o que dirá da presença da mãe e da avó, que fazem de tudo para afastar da criança, presentes dentro de um consultório de psicologia, patrulhando o que a infante vai falar ou deixar de falar. Perdoem-me: mas isso é uma piada, um anti-profissionalismo sem precedentes, esse conselho regional de psicologia devia aplicar um teste de proficiência em seus filiados e filiadas, tal como a OAB faz com os bacharéis em Direito, porque – pelo jeito – a coisa no interior do Estado, está uma zorra e esses laudos são sérios demais, muitas vezes pautam a decisão de um magistrado. Eu mesmo fui vítima terrível de um desses.

    Ainda ontem, na Piscina Tênis Clube, conversava com um conceituado criminalista e contava-lhe tudo isso, em resumo, ao que ele, sério, foi taxativo: “recém que tu viu isso, essa história desses laudos há muito tempo virou uma palhaçada”. Eu fiquei olhando para o meu colega, fitei sério em seus olhos e me senti um otário mesmo por nunca ter percebido isso. Aliás, como eu sempre tive um foco em minha vida, ignorava tanta coisa relativamente à vida em família, ao amor, a traições e agora – tardiamente – começo a despertar para esse lado absurdo da vida.

    Quantos pais não sofrem uma dor irrecuperável e os filhos adquirem seqüelas incuráveis, fruto de um laudo psicológico malversado, manipulado, embustivo e de caráter claramente indutivo. Afinal, muitos juízes, seguem tais laudos e pautam suas decisões em cima do que afirmam tais profissionais de psicologia e psiquiatria.

    Mas, enfim, enfrentando a conspiração do tempo, convenci minha filha de que precisamos pegar a estrada, Maçambará é longe e ainda tenho um trecho infernal de pedregulho.

    Nina passou um dia maravilhoso ao meu lado, fiz o piquenique que ela me pediu, almoçamos em paz e passamos a tarde na PTC, onde ela brincou na pracinha, ensaiou um jogo de tênis, nadou um monte, brincou comigo de esconde-esconde e revela-se em cada conversa, uma criança madura, porém...

    ...Fomos almoçar numa churrascaria local, tarde, já perto das catorze horas. Mas ela é bem conhecida do pessoal. Todos conversam com ela, admiram-se como ela cresceu. Na hora de pagar a conta, fui até o caixa e Nina ficou em roda. A senhora do caixa, diz que a conhece da Igreja do Pastor Cláudio. Elas conversam. Lá pelas tantas, Nina conta-lhe que tem namorado, que namora o Marcos Paulo. Mas, faz questão de contar: “só não me dou com minha sogra”. Foi uma risada geral. Ela fala alto, é cativante, sempre tem gente ao seu redor e adivinhem quem é a sogra a quem ela se referia: a pobre da Karine. Tive que rir da história, o namoro é uma ficção, e ela já tá brigada com a sogra.

    O Paulo Assis Gomes, que a tudo assistia, me sai com essa preciosidade: imagina se essas crianças se encontram daqui uns tempos, a Eliziane e a Karine terem que se aturar, eu não duvido mais de nada. Mas ia ser uma graça

    Mas, enfim, tive meu dia de prazer, satisfação e alegria. Triste é à volta.

    Quando entramos na estrada de chão, Nina sabe são seus últimos momentos ao meu lado. Ela segura minha mão o tempo todo, fala baixinho, nós choramos o tempo todo, embora eu não deixe cair as lágrimas, ela sabe que eu estou chorando por dentro. Ela passa a mão em minha cabeça, acaricia meus parcos cabelos, diz que vai orar todas as noites por mim.

    Finalmente, o carro está na frente da casa. Como sempre, quem a recebe é a avó. Eu desço, pego-a no colo, abraçamo-nos, ficamos com os rostos colados, ela me beija, atravessa a porteira, existe um trecho de campo que separa a porteira da casa, e a partir do momento em que ela cruza a porteira, ela não olha mais para trás, está rígida, não sei o que se passa em sua cabecinha, ela parece aceitar o peso cruel do destino, sente-se tão impotente quanto eu.

    Deus certamente vê tudo isso. Por alguma razão esse hecatombe assolou nossas vidas. Ademais, tenho permanentemente que enfrentar novas denúncias e novas situações. A cada dia, um fato novo. Existe algo diabólico em tudo isso. Alguém quer me matar, mas não pensam que estão matando a criança junto. Eu, ainda não é nada, o problema é o crime que está fazendo com a cabecinha de uma criança de apenas 5 anos de idade.

    Para refletir, para poder dar vazão ao choro, as minhas lágrimas, no caminho de volta, paro no velho cemitério, onde era nossa paragem para as histórias de Flaubert e Gabriel Garcia Marques. Já é noite. O silêncio é sepulcral. Encontro uma mansidão incrível. Penso, penso, choro, mas sei que preciso voltar.

    Ao voltar, sou o Estrangeiro de Albert Camus dentro de Santiago, de mim em mim mesmo. Descarrego o carro, não tenho com quem falar, não tenho família, consolo-me em olhar os desenhos colados por Nina na parede. Tomo um breve banho, o quarto está gelado, cubro-me com a manta de minha filhinha, quero apenas adormecer, esquecer da vida por instantes, penso que bom seria um sono eterno. Mas Deus, como me disse certa vez o amado Pastor Cláudio Cardoso, tem seus mistérios. Deixo tudo nas mãos de Deus. Talvez um dia eu acorde diferente, num mundo diferente, talvez eu encontre um mundo diferente, talvez um dia eu possa viver para criar e educar minha filhinha, sem essas despedidas torturantes, talvez um dia Deus me dê uma família, talvez não, talvez meu destino seja mesmo esse até que minha alma encontre seu sossego final.

    Esperemos, pois, e que o esperar não seja eterno. Que Eterno seja a mansidão, em vida ou em morte.


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    P.S.: Lindíssimo esse vídeo. “Quando se perde um grande amor”. Acabei de receber da sogra da Nina.


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    Em Jaguari, com o ex-prefeito Ivo Patias, fora do pleito, João Mario passa a navegar em céu de brigadeiro. O grande problema, que na verdade não é problema, será a escolha do nome, afinal o PMDB têm tantos e bons nomes. 

    Agnes Patias deverá ser o nome dos trabalhistas. Vai sozinha, em chapa própria.

    O PP de Jaguari também vai em faixa própria. 

    Se os blogueiros soubessem o que eu sei!!!

    Não vivo da publicidade, mas escrever na primeira pessoa é uma arte que atrai um público leitor além do nosso racionalismo jornalístico.

    Essa matéria acerca da semeadura de fel e mel, teve um condão eletrizante da interação ... agradeço seriamente tanta manifestação e até fico preocupado com a extensão das ilações, viagens na imaginações ...

    Olhos os céus e as nuvens escuras que cobrem tudo, prelúdio de temporal. Já choveu muito.


    Hoje estou estranho. Sempre sinto sensações e vibrações. Não tenho os dons clarevidenciais, mas estranhamente sei quando as coisas vão acontecer. Sei quando estão me mentindo, sei sentir a traição, sei quando a morte está bem ao meu lado, sinto a presença dos demônios, sinto quando minha filha está triste. Hoje, curiosamente, não sinto nada. Ou já evaporei e não percebi ou virei nefelibata de vez, não sem razão. Sei lá, a verdade é que não sei mais nada. 

    Contudo, duas noites atrás, alta madrugada, fui surpreendido por alguns telefonemas. Eu tenho um amado amigo, o Roque Sturza, servidor público federal da Justiça do Trabalho, que, às vezes, lembra-se de mim e nossa amizade e afeto é tão puro que ele não se importa em me ligar perto das 5 horas da manhã. Sturza é uma pessoa fabulosa, homem polímata, o maior conhecedor regional do judaísmo e da língua judaica, dentre outras línguas raras, sânscrito, judeu antigo,  conhece Cabala, em suma, Sturza é um erudito; ficamos amigos, somos amigos; conhecio-o conversando com um outro sábio Mago, Paulo Stekel, autor de obras consagradas  como Aloê Israel em dentre outros, Um diálogo entre esses dois foi fabuloso para mim.

    Meu outro telefone foi da amiga Kamila, de São José dos Campos, em São Paulo. Grande figura humana, sempre disposta a ajudar, a doar-se pelo amor ao próximo. Gente rara, gente muito rara. 

    Hoje, mais uma vez, tristemente, conheci a face mais cruel de um monstro. Pessoas que convivem ao lado da gente, que querem usar a gente, mas estão sempre prontas para apunhalar, destruir com a vida da pessoa. Aos monstros, os infernos, Deus promoveu mesmo a seleção natural em minha vida. Triste, porque é tudo muito triste, mas alegre, porque o fardo era pesado demais.


    Ontem, conversei longamente ao telefone com minha filhinha. Ela fez uma viagem, até me dizer que queria me contar uma notícia ruim. Deu voltas e contou-me que as veias dos braços da mãe dela estavam saltitando (pulsando) e que ela estava assustada. Não tinha como explicar para a Nina que poderia ser pressão, sistema nervoso, arritmia, hipertensão ou até hipertiroidismo. Nessa guerra jurídica que estamos, a tendência maior é que seja sistema nervoso. Eu também sinto tais impactos. 

    Finalmente, dia 13 a convenção de todos os partidos políticos de oposição de Santiago. Sairá uma definição em torno do nome a ser escolhido, que deverá ser Guilherme Bonotto. O PMDB já decidiu que indicará o professor Oilton. O PDT sonha com Rosado. Mas Guilherme me disse que não se meterá na escolha do vice. 

    Surge dentro do PP uma tese inacreditável. Júlio Ruivo poderá ser vice de Tiago Gorski. 

    E, finalmente, que bomba foi essa entrevista de Bianchini. Nessas alturas todos já acreditam mesmo que ele vá, pois não precisa renunciar, fará uma pré-campanha e corre o risco até de se eleger. Em outras palavras: não perde em nenhuma hipótese. Corre nos bastidores que o PC do B seria o maior doador de sua campanha.

    Com devido respeito ao legislador, mas que palhaçada essa de limitar os gastos do candidato a prefeito e vereador. Isso é piada. O cara manda imprimir 100 mil santinhos e tira uma nota de 5 mil. Paga por fora. O mesmo raciocínio vale para adesivos, botons, placas, gasolina, cabos eleitorais, matérias pagas na imprensa ... só alguém muito tonto para imaginar que limitar os gastos com caneta limitará o festival de dinheiro que já corre solto. 

    Em Unistalda, com o passar dos dias, nota-se que existe uma retração na candidatura Moisés. Nenhuma liderança expressiva, nenhum Prefeito, nem Afonso da Motta, existe algo errado no ar. Ademais, os ataques a Dra. Maristela, candidata de oposição, pegaram muito mal, pois quem deveria ser atacado, pela lógica da ciência política, é o atual prefeito Ribeiro, do PP. Aqui em Santiago, já tem muita gente vendo essa candidatura como uma linha auxiliar de Ribeiro.


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    Sabe aquele sonho que você teve um dia, de um futuro infinito com a pessoa que você ama? Da casa que iam ter, com os filhos bajulando vocês, das viagens que planejavam fazer. E de repente, por um simples erro, um pequeno espaço que parecia enorme, por aquela discussão boba, que parecia ter solução no dia seguinte, quando vocês já estivessem mais calmos, sem perceber o sonho se acaba. 

    Um sempre acaba dando um passo a frente, deixando o passado para trás, pelo menos um pouco dele, então você perde o chão. O medo aparece dentro dessa pessoa valente que você pensava que era, e seu estômago parece dar infinitas voltas dentro de você, causando um inconforto nunca antes sentido, fazendo sua coragem voltar, e seu enorme orgulho sumir, e ir atrás da pessoa que sempre te confortava. 

    Você fez tudo para trazer ela de volta, pelo menos, te parecia o suficiente, mas não o bastante para juntar os pedaços, e retomarem seus caminhos juntos. E é ai, que o seu coração foi partido, você fica arrasado, procurando um só motivo entre tantos que houveram. 

    Conforme você pensa, o tempo passa, e junto cria-se um distanciamento irreconhecível para os dois. Sem saber a saída, você espera o tempo resolver tudo… no seu canto, só esperando algo mudar. Mas nada muda além dos dias que acabam a cada hora que você olha no relógio. Já é meia noite, mais um dia se foi. Mas amanhã, é um outro e novo dia, tudo parece acontecer, mesmo sabendo que se nenhuma mudança ocorrer, o outro dia quem sabe, algo vai acontecer. E é alimentando essa esperança por dias, que os dois lados da história, vão se tornando completamente estranhos. 

    A sua barba começa a crescer, e ela fica mais linda a cada dia que passa. Você começa a procurar novos hábitos, e ela, procurando sempre uma distração. Cada um sai pro seu lado, vivendo suas respectivas vidas, conhecendo novas pessoas. Até que um dia, você descobre que a tal pessoa que você queria ter um futuro junto, que era o amor da sua vida, acabou neste tempo conhecendo outra pessoa. E é ai, que o seu coração se parte de novo. 

    O estômago se embrulha, a raiva se acumula, o sangue ferve, as esperanças se acabam, e você percebe que saudade demais atrapalha. Enquanto foi só saudade, era tempo. Mas saudade demais, não traz ninguém de volta, apenas significa um espaço entre duas pessoas que se amam, e acham que nada mais tem solução, a não ser que pareça que você era bem sem ela, se divertia mais, ria mais, saia mais, vivia mais. No meio de toda essa competição, um levou medalha de bronze, e o outro de prata, porque mesmo estando com a outra pessoa, dando grandes passos em frente, o seu maior inimigo, sempre vai ser a memória, aquela na qual não se apaga nem depois da décima dose de vodka, e nem depois de acordar pela primeira vez, sem pensar nela ao levantar da cama. 

    E você vai compreender, que mesmo daqui 50 anos, alguém vai falar o nome dela, e você ainda vai saber quem é. O amor é que nem um elástico, o primeiro a soltar, sempre machuca o outro. E mesmo que essa pessoa faça parte do seu passado, de alguma maneira, você sempre vai sentir falta dela. Agora aprenda a conviver com isso. Ninguém morre de amor. Levanta o corpo da cama, enterra a preguiça, esquece a solidão, vai viver a vida. 

    Dias melhores estão por vir, e você ainda precisa conseguir sua medalha de ouro.

    Fonte:

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    Nota do blog - Eu não sou nada original. Recebi esse vídeo, achei-o lindo demais. Apenas isso. É para você mesma.  

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    Guilherme Bonotto, pai e político
    No próximo dia 13 os partidos sérios do espectro oposicionista de Santiago reúnem suas bases, em atitude inédita, para definirem o nome do candidato a prefeito majoritário que liderará o frentão das oposições.

    Pelo PSD, concorre Guilherme Bonotto, e pelo PDT, Paulo Rosado. 

    Em busca de maiores informações, fui conversar, nessa manhã, com o pré-candidato Guilherme Bonotto. 

    Conversar com Guilherme é sempre muito agradável. Conversamos sobre tudo, menos sobre política. Guilherme é um ser curioso demais e com a esposa psicóloga, agora ele está fazendo incursões sobre a alma humana. Falamos muito sobre a importância da família, da união conjugal, do amor aos nossos filhos e filhas. Fantástico. Enquanto conversávamos, me liga o Procurador Eduardo Diefembach, potencial candidato a prefeito, PMDB, de Jaguari. Guilherme pede para Duda (como é carinhosamente conhecido) ir até onde estamos. Duda chega e já passa do meio-dia. Luciana está sem companhia para o almoço. Se fosse combinado não daria tão certo. O Desembargador Ruy Gessinger fala comigo ao telefone. Aí passo o Guilherme, após, Ruy apresenta-se, tudo por telefone, com o Duda Diefembach. Terminamos com um churrasco marcado para dia 19, possivelmente, na Cabanha Gessinger. 

    É claro, Ruy é esposo da candidata do PMDB a prefeita de Unistalda, Dra. Maristela Genro Gessinger. Na verdade, nosso churrasco reunirá 3 potenciais candidatos a prefeitos da região. Vai ser uma bela oportunidade para todos nós conhecermos a qualidade das estradas municipais que levam até a Cabanha Gessinger. 

    Bem, para não perder o fio da meada, esperemos todos pelo dia 13. São dois nomes altamente qualificados, embora eu ache que Paulo Rosado é um senhor orador, tinha que estar na Assembléia Legislativa. Para o Executivo, Guilherme leva mais jeito, por isso me atrevo a dizer que essa é opinião que sinto dominante dentro de todos os partidos. 


    O curioso é que Duda Diefembach é um bem sucedido advogado, uma pessoa inteligente, prestativo, amado pela comunidade, mas o segredo do seu sucesso, como ele sempre me diz, está na família bem estruturada que tem. Com Ruy e Maristela, é latente o exemplo, é uma união linda, abençoada, se completam, se ajudam, um entra para dentro do sonho do outro e sonham juntos, são construtores de sonhos, são divinos, encantadores. Com o Guilherme e a Luciana não é diferente, Luciana é uma esposa maravilhosa, compreensiva, leal companheira, dá o suporte necessário que Guilherme ir a luta, trabalhar, sonhar, desbravar horizontes. Anos atrás, estive no casamento do Guilherme com a Lu, desde lá os acompanho, são raros, abençoados, unidos, tem um ideal, um sonho, um propósito, se ajudam ... achei lindo demais - hoje - ver a Luciana ligando ao esposo, a mesa estava posta. Isso é lindo, lindo, lindo.


    Nina, minha vidinha, meu pedacinho de família
    Eu não tenho família, mas dou graças a Deus pela filhinha que tenho e pelas horas que ainda consigo passar por ela. Deus conhece meus sentimentos e meu coração. Deus sabe o quanto eu reconheço e valorizo a família na vida das pessoas. Aceito meu destino, faz parte do karma de cada um de nós, por isso cada vez mais conscientizo-me da relevância e da importância do amor e da família, como o epicentro de tudo.

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  • 02/11/16--04:45: ABSURDO
  • Aqui na terra dos que se dizem poetas, todas as atenções estão voltadas para as convenções partidárias do próximo dia 13, quando os partidos do espectro oposicionista se voltam para a escolha do nome do seu candidato a prefeito, que unirá amplas forças. O nome escolhido, ao meu ver, será o de Guilherme Bonotto e já manifestei isso. 

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    A campanha eleitoral está nas ruas. Sei de churrascos para grande massa em vários locais, risotos, carreteiros ... 

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    Por outro lado, essa limitação de gastos, em Santiago, um candidato a prefeito só pode gastar, legalmente, 70 mil reais, soa piada, isso se gasta numa semana de campanha, com muito aperto. É a instituição oficial do cinismo. É claro que ninguém ficará adstrito a esse parco limite. 

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    Estava na hora de os partidos políticos contratarem o Escritório Décio Itiberê e derrubarem essa resolução enquanto é cedo, enquanto da tempo. 

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    A se manter essa resolução estará instituída a malandragem e o espírito do texto é porco. Os candidatos gastam 100 mil reais em gasolina, pagam o dono do posto, pois o que importa é receber. Tira-se uma nota de 10 mil reais e presta-se a conta. O mesmo acontecerá com as impressões, contratação de cabos eleitorais. Aliás, aqui a burla é mais fácil. Se paga por fora, e os contratados se dizem voluntários. E quem vai provar o contrário? A pessoa que está recebendo, nessa crise, mente qualquer coisa por uns trocos. 

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    Sou cientista político por formação, antes de ser advogado e autor de livro nessa área. Por isso insurjo-me contra essa resolução, pois a intenção, o espírito da lei, é moralizar, limitar, só que não se moraliza e limita gastos criando absurdos. O que era para ser uma coisa saudável, virou um grande festival de bandalheiras. Imaginem uma cidade como Santiago, um candidato a prefeito gastando 70 mil reais. Isso é um absurdo. Os caras, antes dessa resolução, gastam entre 800 mil e 1 milhão e declaravam cento e poucos mil. A coisa é simples: manda-se fazer 100 banners, tira-se a nota de 5 ou 6. Quem da justiça eleitoral vai ser controlando banners? Existe estrutura de fiscalização? 

    (escrito direto e sem revisão)

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    Casos da maratona Escreva por Direitos 2015 2Caro Dr. Júlio Prates,

    Mais de 28.800 ações no Brasil - e você faz parte disso!

    A Maratona de Cartas Escreva por Direitos de 2015 teve quase 10 mil ações a mais do que o ano passado no país. Isso mostra que mais brasileiras e brasileiros como você estão se posicionando em defesa dos direitos humanos!

    Já passamos das 2,5 milhões de ações na contagem ao redor do mundo,mas ainda estamos somando as ações tomadas nos mais de 150 países e territórios onde a Maratona mobilizou pessoas como você.

    Ativistas de várias regiões de todo o país, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, se engajaram com rapidez e animação, divulgando histórias de vida afetadas por violações de direitos.

    Agradecemos de coração a você e todas as pessoas que se posicionaram conosco por justiça no maior evento de direitos humanos no mundo! Temos orgulho de ter você ao nosso lado nesse grande movimento global.


     - E o trabalho continua! 

    Neste momento, estamos planejando a entrega das cartas e assinaturas para as autoridades responsáveis de forma a pressioná-las a responder com políticas efetivas para a justiça. Queremos um novo desfecho para as histórias de Pedro Ivo, Andreu, Teodora, Albert, Rania e para as meninas de Burkina Faso.

    É graças a esta mobilização que seremos capazes de crescer ainda mais como um movimento de pessoas, fortalecer a luta em defesa dos direitos humanos e ganhar força para pressionar os responsáveis pelas violações. Muito obrigada! 


    2016 vai ser maior!



    Abraços,

    Jandira Queiroz
    Jandira Queiroz
    Assessora de ativismo e mobilização
    Anistia Internacional Brasil
    Escreva Por Direitos 2015

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    Quero ver se ligo, hoje a noite, ao deputado Bianchini. Vou mandar ele não concorrer a prefeito e apoiar o Guilherme. Acho que o Bianchini é muito gente, muito gente boa, mas está com um problema de rumo, pois era notoriamente Sartori, depois seguiu o corporativismo do funcionalismo público e reviu conceitos acerca do governo.

    O rumo dele é se aliar com o Guilherme e pronto.Eu não vou mandar coisa nenhuma, vou apenas dizer o que ele deve fazer. Ele sabe que se meu blog não apoiá-lo,  tá ferrado, mesmo com Manoela e tudo. Aliás, a Manoela precisa parar de se fresquear e de se meter na política santiaguense. A beleza dela tá desbotada, e aqui temos cada beleza que dão de dez nela. É claro, as nossas não são tão inteligentes, mas - afinal - ninguém come inteligência. Agora, têm loucos que se a Manoela pedir se jogam na ponte do Guaíba.

    O problema é que o Bianchini mora no apartamento dela e pelo jeito pegou algumas vibrações, sei lá, é o cheiro de mulher que fica nas paredes, no vaso, no banheiro, os lobos sabem sentir isso e o Bianchini, embora não seja um lobo propriamente dito, mas cheiro é cheiro. 


    Numa mulher, o problema é o perfume, que anula aquele cheiro que vem da alma. Aí a gente trava uma luta para discernir o artificial do fogo real do cio. Isso é problema muito sério e se reflete diretamente na política. 

    Também não culpo o Bianchini. 


    A gente brinca, mas esse alimento espiritual, que emana diretamente da alma da mulher, é algo muito estranho. Devia ser melhor compreendido. As relações se dão muito além do sexo em si, embora tudo seja sexual. Vou morrer freudiano, quero envelhecer freudiano, até morto quero sentir os aromas no meu velório, não de flores, mas de mulheres. O aroma de flores e vela é horrível. Também odeio incenso. Mas, aquele cheiro, aquela percepção que te leva a mergulhar na alma dela, permite tudo, você a possui com o olhar, com a fala, e, finalmente, com a penetração espiritual em sua alma, sem que ela perceba. 

    Quando ela perceber, aí já era. 



    P.S.:

    Que venham os protestos. Sou um democrata. 




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    Nesse link abaixo, todas as informações mais relevantes sobre meu livro A ARTE DE ENGANAR O POVO, cujo lançamento ocorreu em 2009. Agora, é incrível a procura, como o assunto tem ganho destaque. Mas para quem procura maiores informações, tenho nesse link detalhes sobre a obra.
     http://artedeenganar.blogspot.com.br/

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    NESSA SEXTA-FEIRA VC E SUA FAMILIA SÃO NOSSOS CONVIDADOS PARA PARTICIPAREM DO CULTO DE ADORAÇÃO A DEUS.LOCAL: PRONTO SOCORRO ESPIRITUAL (EM FRENTE AO INSS)..HORÁRIO: 20:00 HORAS.

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