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    Só mesmo um poderoso instrumental de análise, a dialética, hegeliana e marxista, é capaz de explicar tantos descaminhos na rota do ensino superior em Santiago. Existem razões e contrarrazões em tudo, discursos sinceros construídos sob fundamentos falsos, discursos falsos em cima de fundamentos sinceros. A influência aristotélica é bucha e nossas construções de raciocínios, via de regra, são eivadas desses pressupostos teóricos. Como grassa o mecanicismo, sou quase incompreendido, mas gosto dos poucos que me compreendem. Toda unanimidade é burra mesmo.

    Ninguém pode pensar a URI descontextualizada da realidade macro das concepções políticas e ideológicas do governo federal que pautam os rumos do ensino superior no Brasil. Quem ousa fazer esse tipo de raciocínio, ou é burro, ou faz por má fé ou nem devia estar metido em discussão sobre ensino superior, meritocracia, essas coisas.

    Quem fala em voltar na URI de dez anos atrás, não sabe o que diz. A história anda para frente.

    Que bom que esses estudantes resolveram abrir esse debate, de novo, em Santiago. Entende-se, a crise bateu no FIES.... Pena que outros sejam tão cordeirinhos e não sigam seus exemplos. Estudante existe é para incomodar, e quem não for, ao menos, espiritualmente, um revolucionário aos 20 anos, provavelmente será um canalha aos 40.

    Diversas vezes, pessoas da sociedade me cobram uma opinião contundente sobre a URI, especialmente porque, em outras épocas, adotei uma posição crítica sobre dois assuntos específicos que envolviam nossa universidade. Primeiro, mesmo tendo sido crítico, nunca abdiquei das minhas posições mais amplas sobre o papel de uma universidade; segundo, ninguém ignora que fui um crítico sincero, minhas posições foram abertas e minhas divergências claras; terceiro, a URI não precisa apenas de adesões subservientes, até porque é na interação crítica que brotam os grande frutos; quarto, seria uma ingenuidade sem precedentes achar que tudo dentro da URI é perfeito, não se trata disso, a universidade está em vias de consolidação e muita coisa ainda precisa ser feito e muita coisa precisa ser transparente: a começar com os convênios com o Município, que ninguém sabe onde começam e nem onde terminam, passando pelo material da EMBRAPA trazido do centro tecnológico do Chapadão.  Tudo são recursos públicos e tudo precisa ser claro.

    Compreender o papel de uma universidade, muitas vezes, não é tarefa simples. O senso comum, em seus juízos primários, entende a universidade como uma mera fábrica de diplomas. Nada mais errôneo. A universidade propicia a socialização dos conhecimentos acumulados e, em seus desdobramentos, interage com a sociedade, gerando saberes distintos, ciência, tecnologia e ideologia. ( Friso, de antemão, que uso a expressão ideologia no sentido gramsciano, como visão integral de mundo, como ideia).


    Aqui em Santiago, a produção de saberes acumulados tem propiciado um rico debate no seio da sociedade, até porque a universidade reflete, em seu bojo, uma pluralidade de ideias, embora sejam ideias todas medíocres dentro de uma mesma lógica, mas mesmo assim: quem não tem cão caça com gato. No debate sobre a transgenia ficou evidenciado este posicionamento e a despeito de posições divergentes, uns favoráveis e outros contra, brotou um consistente debate, visto que ambos os lados enriquecem o debate com posições teóricas bem fundamentadas. Outro debate que está surgindo com muita força dentro da universidade é o sobre a manipulação genética e pesquisas com células tronco; aqui, mais uma vez, um forte e apaixonante discussão está emergindo, com teses e argumentos enriquecedores. O recente pleito municipal também está começando um acalorado confronto do ideias dentro da universidade, com o ingrediente científico da ciência política, tão necessário para a politização, pois ninguém mais aceita a URI ser uma aparelho disfarçado do PP. E agora tem gente de peso no outro lado, se a URI local não se manifestar, vai respingar na URI na Reitoria, que começou pregando transparência e hoje virou uma espécie de governo PUTIN.


    Os exemplos aqui citados, transgenia, células tronco, pleitos municipais, biotecnologia,... servem apenas para ilustrar a força ideológica que emerge de um centro de excelência, visto que ele cataliza tendências e serve perfeitamente para a produção de uma síntese, que, embora não seja de um todo superadora, o é, entretanto, das contradições que existem em toda a sociedade.


    Nesse particular é notável a contribuição da universidade para a nossa sociedade, eis que ela enriquece sobremaneira na formação intelectual da cidade e da região, na medida em que acrescenta elementos críticos nos mais diferentes debates que emergem. Mas, é claro, ninguém entende as portas fechadas para o IFET e para a UNIPAMPA. Agora, com Temer, tchau.


    Por outro lado, a inter-relação que se estabelece entre os saberes acadêmicos e os diferentes nichos sociais, resulta num saldo extremamente positivo para a sociedade como um todo. É claro que a universidade precisa ser aberta, democrática, aglutinadora de tendências e não autoritária em sua gestão, como é atualmente.


    Mas isso tudo são considerações interna corporis, muito particulares, conquanto a universidade tem - sim - a ver com as decisões políticas do governo federal e também é necessário uma interação com os processos tecnológicos, tipo as aulas via satélite e toda essa gama de novas ferramentas que a telemática forneceu à sociedade pós-moderna.


    A questão da política do governo federal


    A URI foi concebida dentro de uma conjuntura política que mudou toda. Mudou a conjuntura, mas não a URI. Nos governos Collor, Itamar e FFHH, predominou a máxima do ensino privado e particular pari passu com o sucateamento do ensino público federal superior. Orientados por teses de Estado mínimo, não intervenção, o ensino superior público federal viveu o maior sucateamento de sua história. E a URI, gostem ou não, foi concebida nesse momento, sob os auspícios dessas ideologias. E assim foi projetada para um futuro brilhante, grandioso. A URI inseria-se nesse contexto de propagação do ensino privado/comunitário.


    Entretanto, mudou o governo federal. )Agora, com Temer e o tucanato, pode ser que tudo mude de novo). Logo, mudaram-se as diretrizes, os enfoques, as linhas ideológicas. Agora, voltou a pauta os grandes incentivos públicos ao ensino superior gratuito. Não é difícil olhar ao redor de Santiago e ver que estamos cercados pela UNIPAMPA. Temos campi em São Borja, Alegrete, Itaqui, Uruguaiana, Quaraí, Rosário, São Gabriel, Bagé, Caçapava.


    O que isso indica? Indica que o ensino superior público e gratuito está (por hora) na ordem do dia como orientação política do governo federal. E nem estou falando na UFFS aberta em Erechim, no coração da URI, e nem estou falando na universidade latinoamericana que vem aí estourando.


    Paralelo a isso, surge com força, essa extraordinária concepção de ensino técnico e tecnológica representada pelos IFETs, com igual oferta de ensino superior normal, sequencial e tecnológico.


    Mais uma vez os IFETs cercaram Santiago; o de São Vicente foi modernizado e reformulado, veio o Centro Chapadão, veio o de São Borja. E está surgindo a escola técnica federal em Santiago, com atraso.


    Com essa oferta abundante de vagas na rede pública federal, mais os incentivos tipo PROUNI, somados aos IFETs, fica fácil compreender que essa explosão de vagas públicas afetou em cheio a URI e a sua concepção inicial de universidade, concebida nos idos de 91/92/93, quando todo o patrimônio de Santiago foi entregue de mão beijada para a FURI de Erechim.


    Por outro lado, a modernidade tecnológica, expressa na telemática, engendrou o ensino superior a distância, os EADs, aulas via satélites, que abocanharam uma fatia expressiva do mercado de ensino superior. Nisso, o atraso da URI foi secular e a burrice asnal do seu staff abaixo de qualquer crítica.


    Tudo isso afetou os planos de expansão da URI e a própria essência da concepção de ensino superior na qual ela foi gestada.


    Ademais, mesmo o investimento na qualidade, que tantas vezes eu próprio defendi, como diferencial, acabou desmanchado pela forte crise que afetou as universidades particulares gaúchas. É só olhar os índices de aprovação nos exames de ordem da Católica de Pelotas, PUC, Unisinos, ULBRA, URI, UNIJUÍ ... e cotejar com a UFRGS e UFSM, que fica evidente a ausência de qualidade. Senão, como explicar que 71% dos alunos da UFSM são aprovados e apenas 13% da ULBRA conseguem tal aprovação? O que explica tamanha contradição? Os exames de Ordem só demonstram que o curso de Direito é mais um caça-níqueis do que qualquer outra coisa. Eu teria vergonha de chegar em Porto Alegre dizer que era professor da URI. Professor tem que ter vergonha e não fazer de conta que o problema não é dele, transferir a culpa para os alunos, para o bar do Brauner....Isso é tomar a sociedade por boba, em qualquer lugar que tem faculdade, também têm os relapsos, os bares ... Não venham com desculpas esfarrapadas. Isso é conversa com aluninhos bobos que não sabem diferenciar uma tomada elétrica de focinho de porco.

    É lástima que o debate sucessório na URI tenha sido tão pobre. Eu queria ver troca de ideias, teses, propostas.

    Uma sacudida é necessária, protestos estudantis, gente cricri, isso é muito bom. Santiago precisa disso. E também precisa de promotores e juízes independentes, pois um juiz e promotor que dá aulas na universidade não tem isenção alguma para julgar ou emitir um parecer que envolva esses conflitos que estão surgindo. Não estou falando de ninguém particularmente, estou genericamente dando minha opinião e não escrevo para agradar a ninguém. É claro, o exercício do magistério por parte desses agentes políticos tem factibilidade constitucional. Mas - então - que se declarem impedidos de julgarem matérias que envolvam a universidade que lhes paga. Do contrário, fica ridículo.

    ANOTEM: 

    O furo bala é muuuuuiiiiittto mais embaixo; recebi uma farta documentação, não sei se verdadeira ou apócrifa, de alguns convênios.  Como tudo me veio enviado - anonimamente - vou entregar no Ministério Público e pedir para conferir com a documentação original ... ou o Município e a URI que tornem tudo público e transparente. 

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  • 05/08/16--15:24: PÃE
  • Embora atravessando o pior momento de minha vida de todos os tempos, fui levar meu abraço e meu reconhecimento ao amigo Éden de Paula, autor do livro SIMPLESMENTE PÃE. Feliz é ele que conseguiu essa façanha maravilhosa com sua filha Dudinha. Parabéns a ele, sua filha e ao Márcio Brasil pelo evento maravilhoso que proporcionou a todos na tarde desse sábado.

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    Está aniversariando no dia de hoje nosso estimado amigo Miguel Bianchini, pelo que desejo a ele, em meu nome e de minha filha, Nina, toda a felicidade do mundo, vida longo e sucesso cada vez mais. 

    Tenho certeza que o Bianchini é um grande e honrado homem. Um marido leal, um pai exemplar, e tem uma conduta ilibada na vida em sociedade. Hoje, com todos os êxitos de sua vitoriosa existência, colhe os frutos do que semeou. 

    Não cabe, hoje, aqui, nesse espaço falar em política. Portanto, apenas me limito a fazer esse registro por ser Justo, e por entender que o reconhecimento à grandeza e à altura do que Bianchini desfruta de minha parte. Ele sabe o que eu quero dizer com isso. 

    FELICIDADES. 

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    Justino ReisUm feliz dia das mães ao amigo que muito cuida e zela por essa joia que lhes faz companhia! Abçs meu amigo Julio César DE Lima Prates

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    Maranhão anula sessão que aprovou impeachment

    : Presidente em exercício da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) anulou nesta segunda-feira 9 a sessão que admitiu o processo de impeachment na Casa, no dia 17 de abril; deputado atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), apresentado pelo ministro José Eduardo Cardozo, e convocou uma nova sessão, a acontecer daqui a cinco sessões; "Presidente em exercício acolheu pedido da AGU, q aguardava respostas há dias. Cunha podia ter resolvido. Não o fez. Coube a ele", postou no Twitter o deputado Rubens Pereira Jr., vice-líder do PCdoB; entre os pontos alegados pela AGU estão o de que na votação de impeachment não cabe antecipar votos e nem orientação de bancadas; confira a íntegra da decisão, que já foi informada ao Senado

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    CONJUR

    Quando pai e mãe divorciados trabalham e os gastos com a filha não são extraordinários, ambos devem arcar com as despesas. Por isso, a 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de pensão alimentícia provisória, no valor de R$ 2,5 mil, feito pela mãe de uma criança cuja guarda é compartilhada com o pai.


    Após o divórcio, o Juizado Regional da Infância e Juventude da Comarca de Santa Cruz do Sul determinou em caráter provisório a guarda compartilhada da criança de dois anos de idade. Ficou estabelecido, portanto, que ela deveria passar 15 dias do mês com a mãe e outros 15 dias com o pai. O pedido de pagamento de pensão pelo pai foi negado.


    A mãe recorreu ao TJ-RS, argumentando que seu salário não possibilita arcar com todos os gastos e que a guarda é, na verdade, por ela exercida. Ela também sustentou que a decisão em caráter provisório da guarda compartilhada não exonera o pai do cumprimento da obrigação alimentar.


    Relatora do recurso, a desembargadora Liselena Schifino Robles Ribeiro apontou que a guarda compartilhada não é motivo suficiente, por si só, para impedir a fixação de pensão alimentícia provisória. Porém, no caso em questão, ela levou em conta que os dois pais trabalham e os gastos com a filha não são extraordinários, cabendo aos dois arcar com as despesas no período em que a menina se encontra sob seus cuidados. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RS


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    Em decisão unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou decisão de tribunal estadual que negara a ex-cônjuge o direito de exercer a guarda compartilhada dos filhos, por não existir uma convivência harmoniosa entre os genitores.

    A guarda foi concedida à mãe, fato que ensejou o recurso do pai ao STJ. Ele alegou divergência jurisprudencial, além de violação ao artigo 1.584, parágrafo 2º, do Código Civil, sob o argumento de que teria sido desrespeitado seu direito ao compartilhamento da guarda.

    O relator, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, acolheu o pedido. Segundo ele, a guarda compartilhada passou a ser a regra no direito brasileiro, uma vez que ambos os genitores têm direito de exercer a proteção dos filhos menores. Sanseverino acrescentou também que já está ultrapassada a ideia de que o papel de criação e educação dos filhos estaria reservado à mulher.

    Motivos graves

    Apesar de o acórdão ter destacado a dificuldade de diálogo entre os ex-conviventes, o relator entendeu que os fundamentos elencados pelo tribunal não apresentaram nenhum motivo grave que recomendasse a guarda unilateral.

    “Efetivamente, a dificuldade de diálogo entre os cônjuges separados, em regra, é consequência natural dos desentendimentos que levaram ao rompimento do vínculo matrimonial. Esse fato, por si só, não justifica a supressão do direito de guarda de um dos genitores, até porque, se assim fosse, a regra seria guarda unilateral, não a compartilhada”, disse o ministro.

    O relator citou exemplos de motivos aptos a justificar a supressão da guarda, como ameaça de morte, agressão física, assédio sexual, uso de drogas por um dos genitores. Situações que, segundo Sanseverino, inviabilizam o convívio saudável com os filhos.

    A turma determinou o retorno do processo ao Tribunal para novo julgamento do pedido de guarda, com a devida apreciação de provas e análise das demais questões alegadas na apelação do pai.
    O número do processo não será divulgado por estar em segredo de justiça.

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    Vivo uma tripla condição. Jornalista, mantenho meu registro e não paro com o meu blog e nem com os meus livros. Contista, narrador, analista ...sei lá bem que...como sociólogo, estou com pesquisas em onze bairros de Santiago ... monitorando; como advogado, tenho audiência cedo na JT e logo a seguir me mando para São Francisco e Manoel Viana. 

    Estou amando esse deputado do PP, o Maranhão, sempre disse que o PP é um partido de esquerda e ele justificou para que veio. Sei que a repercussão aqui em Santiago é enorme. A ala dilmista do PP comemorou mais que o Marionzinho. É tudo farinha do mesmo saco. E que carinha lindinha e preparadinha tem este deputado do PP?

     

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    Está em nossa região, Jaguari e Santiago, o secretário estadual de saúde do Estado do Rio Grande do Sul.

    Participa de atos afins a saúde, juntamente com o Diretor do HCS, Doutor Ruderson Mesquita e logo, ao meio dia, será recepcionado com um churrasco na Chácara de Ruderson Mesquita. Um churrasco com carne de selo de qualidade SOBREIRA. 

    Será um grande evento para Santiago, vem como grandes anúncios para o nosso Hospital, grandes novidades para a saúde santiaguense e regional.

    Fui distinguido com o convite pela alta direção do Hospital para participar do almoço com o Secretário Doutor João Gabardo. 

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    A presença do secretário estadual da Saúde João Gabbardo dos Reis na manhã de hoje, dia 10, em Jaguari será um avanço nas tratativas que a administração municipal através do prefeito João Mário Cristofari (PMDB), vem tendo com a SES, no sentido da contratualização dos serviços do Hospital de Caridade de Jaguari com o SUS. Inicia-se, também, com a implantação do Centro de Diagnóstico por Imagem do hospital, a proposta da administração de transformar a instituição hospitalar em uma referência microrregional, numa grande parceria da prefeitura, administração do hospital, comunidade e o governo estadual.— com João Mário Cristofari.

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    Fato amplamente divulgado no país e no exterior, o batismo evangélico do Deputado Bolsonaro, PSC, nas águas do Rio Jordão, enseja uma preocupação que nossos analistas políticos nacionais sequer tocam. 

    Primeiro, é claro e evidente que Bolsonaro prega o ódio, o incitamento entre classes sociais, não pactua de ideias do campo do bem-estar social, que é o que mais se aproxima do cristianismo, faz uma política odiosa, discriminatória e seus atos e gestos são sempre em defesa da truculência e do barbarismo. Defende o terror abertamente e não tem nenhum pudor ao defender a tortura. 

    Isso é apenas um lado da questão, perceptível a olhos nus até mesmo ao raciocínio mais imbecil. Afinal, como um homem que pactua e defende os ideais que defende, pode aceitar a doutrina cristã-evengélica, que prega a paz, o amor, a conciliação, a fraternidade, a solidariedade, o afeto e o perdão?

    Por outro lado, essa é a questão mais imperceptível em nossas leituras, é que o ato de Bolsonaro insere-se num contexto de avanço claro de um fundamentalismo religioso ultra-direitista que avança no país a passos largos. A junção do ingrediente político-partidário com religião é explosiva. 

    Mesmo sem ser candidato e antes mesmo de qualquer debate presidencial, Bolsonaro já aparece com 8% nas pesquisas de intenções de votos em nível nacional. Catalizando evangélicos, direitistas militares e católicos mais ortodoxos e moralistas, estaremos com nossa família LE PEN numa versão tupiniquim. Avanços no campo dos direitos sociais e humanos tendem a retroceder. Avanço no campo dos direitos civis, da mesma forma. As políticas afirmativas de discriminação contra pardos, negros e índios serão objeto de revisão. Não sem razão, o Pastor da Igreja de Bolsonaro, Marcos Feliciano, tem pregado abertamente que a África é um continente amaldiçoado, negando toda a espoliação que os países ricos e industrializados fizeram no continente pobre e humilde ... e nisso - somos próceres - pois sequer nos preocupamos com transferência de empresas sujas, fomos protagonistas diretos do tráfico de seres humanos como mão-de-obra barata e desqualificada para nossas lavouras. 

    Por outro lado, haverá o aumento do preconceito contra as religiões afros e consideravelmente contra o Islamismo. O que não for evangélico, será coisa do diabo ou satânica. Essa é a essência do fundamentalismo.

    Avanços no campo do direitos civis, como a união de pessoas de mesmo sexo, serão barbaramente afrontados, questionado e - certamente - objetos de grande retrocesso. É claro que mudanças legislativas serão propostas e ousadas dentro da perspectiva de direita. 

    Bolsa família, minha casa, universidades para pobres, políticas de escolas técnicas, podem anotar, entram em retrocesso e vem a ordem do dia a valorização do ensino privado e comunitário.

    A força evangélica também mudará a moda. E quem acha que a questão dos biquines e sungas  nas praias é bobagem, certamente não ouviu o Pastor Silas Malafaia e o ato extremo de Jânio Quadros, paradigma dessa discussão não é tão recente em termos históricos. 

    A mulher será glamourizada como ética e estética da esposa que fica em casa, amamentando, fazendo comida para o esposo, cuidando da faxina de casa, bela e recatada. Nelson Rodrigues será iconizado por suas máximas: as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. E essa outra é cruel: não é toda a mulher que gosta de apanhar, só as normais.

    Com esse pensamento, haverá um endurecimento nas leis penais, sem a menor sombra de dúvidas. Mais presídios, colônias de presos e até nas cláusulas pétreas constitucionais serão revistas. Menor infrator, na cadeia. É claro, a redução da maioridade penal caiará em questão de meses. Até porque tudo é fomentado pela grande mídia, sabidamente anti-social e privatista. A PETROBRAX não é mais um sonho. 

    As ciências e as pesquisas mais avançadas, genoma, por exemplo, sofrerão um atraso como nunca visto. 


    Entrará em moda os velhotes com as guriazinhas, Veja já cantou a pedra.Bela, recatada e do lar, será a máxima do novo Brazil. Com z. 

    Volta o estudo de moral e civismo e o ensino religioso será obrigatório, dentro da visão cristã, com tendência luterana. País laico, será coisa do passado.

    A CLT vai ser derrogada para atender os interesses do empresariado e a todos os recursos que serviam de base cristã do Estado de bem-estar-social que iniciávamos - com certeza - será carreado para infraestrutura e escoamento da produção. 

    Bolsonaro, Feliciano, Malafaia e outros perceberam que havia espaço para o avanço de um pensamento de direita ultra conservador no país. Apenas colocaram-se na condição de agentes políticos catalizadores desse pensamento, captando os sentimentos dispersos e dando forma e roupagem a um pensamento que já existia, sempre existiu, mas que ninguém dele tinha se apoderado. 

    O Brasil está entrando na era do fundamentalismo político e religioso e o batismo de Bolsonaro representou esse símbolo. 

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    Com o Ministro Osmar Terra

    Com o secretário de Saúde Gabardo

    Com o Ministro José Serra
    Sem entrar no mérito político-ideológico, como santiaguense, constato que RUDERSON MESQUITA é disparadamente o nosso agente político mais influente de todos os tempos. Sua credibilidade é tamanha que sequer conseguimos analisar seu peso político para Santiago e região. 

    Com trânsito aberto junto a secretários de Estados e Ministros de Estado, Ruderson é - hoje - um nome nacional pela forma com que transformou o Hospital de Santiago em grande pólo de referência nacional e internacional de qualidade. Conduta ilibada, honradez no trato dos recursos públicos, Ruderson mostra ao país como se faz uma gestão eficiente, não roubando e não deixando roubar. 

    Não sem razão, o HCS se transformou em debate nacional pela gestão eficiente, pela correta aplicação dos recursos e pela atipicidade da transcendência, afinal emerge do interior do Rio Grande do Sul um exemplo que vai fazendo escola Brasil afora. Com o exemplo, surge também o nome de Ruderson e de Santiago, exemplo e orgulho para todos nós. 

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    Essa cena foi captada da própria câmera, na camionete, hoje cedo, quando fui buscar minha filhinha para o dia comigo.

    Temporal horrível.

    Mas Nina veio correndo no meio do temporal. Estava radiante e gritou: "que benção que tu veio papai, eu tava orando para que tu viesse, quase chorei quando começou o temporal ... a vó tava certa, ela disse que tu vinha...que bom papai, que benção ...".

    Na lamaçenta estrada, temporal (o maior que já peguei com ela ao meu lado), vivíamos duas situações adversas. Por mim, sequer seguiria viagem naquelas circunstâncias, as estradas de chão de Maçambará são horríveis. Por outro lado, Nina estava eufórica, vibrante, radiante, ela queria chegar o quanto antes em Santiago. 

    Minha filha é meu amor, é minha vidinha, é o que restou de minha família e preciso me contentar em vê-la apenas no domingo. 

    Mas, enfim, tenho certeza do amor nos une, da fraternidade e do afeto que existe entre nós. Nunca tinha visto minha filhinha tão feliz quanto hoje. 

    Ela adora chegar em Santiago. Talvez mal entenda a privação estúpida do convívio comigo. 

    Em Santiago, ela me pede mamá, chocolate com nescau. Vira criança, pede para deitar-se ao meu lado. Abraça-se ao meu braço. E vive momentos intensos de um inexplicável afeto. 

    Hoje é o Dia Internacional da Família. Todos, de uma forma ou de outra, têm suas famílias. Todos devem usar a data de hoje para uma reflexão acerca do amor, do lar, do carinho, do afeto e da importância do convívio familiar e do significado de ter uma família. 

    É certo que muitas pessoas vivem sozinhas, não têm famílias, é o meu caso. Mas, domingo, Deus proporciona-me esse Direito e essa alegria incrível e fantástica. Então penso que tenho uma família e peço que Deus eternize esses raros momentos que desfruto ao lado de minha filha: MINHA FAMÍLIA. 

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    Apaixonada por carros, aprendendo a engatar a ré

    Fazendo cafezinho


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    Com a candidatura a postos de Guilherme Bonotto, arrastando consigo parcela do PP e unindo um amplo espectro da oposição, pela primeira vez o PP vê-se num brete.


     1 - Ninguém sabe ao certo como desatar o imbróglio Toninho e Tiago Lacerda. O vice almeja o cargo e tem o respaldo de ala expressiva do partido, menos do staff mais próximo de Ruivo e do Grupo dos Pintos. Tiago, é bancado pela aliança branca URI-Município e ainda tem a unção do grupo dos Pintos e do Prefeito e Presidente do Partido, Júlio Ruivo. É uma grande traição o que estão fazendo com Toninho.

    2 - O grupo dominante, URI-Município já sondou Toninho, oferecendo-lhe uma secretaria. O que ele rechaçou.

    3 - O staff do PP, altamente eficaz, sabe que uma dissidência de Toninho seria mortal nesse momento, pois - mesmo que não abrissem o jogo - todos se atirariam no colo de Guilherme Bonotto.

    4 - Ninguém mais no PP sabe como controlar a debandada do setor do futebol, antigo grupo de CHICÃO, que já se bandeou todo para o lado de Guilherme Bonotto.

    5 - O PP não sabe como administrar o grupo dos Peixotos, fortíssimo e poderoso. O grupo dos Pintos e o staff de Ruivo não querem dar a vice para Marquinhos Peixoto. Estudam nomes alternativos como David, Cleusa e Pelé, embora esse último tenha dito que não vai. Cláudio Cardoso já disse que não aceita a indicação. Rejeitando Marquinhos, a tendência natural é que os Peixotos todos marchem com Guilherme, mesmo que não assumam publicamente isso.

    6 - Bianchini é o maior estadista local e regional, cortejado até o último fio de cabelo pelo PP. Só que ele mesmo me disse que não vai de Tiago porque será uma extensão do governo Ruivo e comandando pelos Pintos. Bianchini desequilibra qualquer eleição. Só acho que a oposição tinha que estender um tapete vermelho e cada um beijar a mão do Bianchini. É claro, afora a metáfora, Bianchini elegeu-se em cima de uma crítica ao coronelismo e a velhas práticas cultuadas dentro de Santiago. É nosso maior líder político na atualidade.Nunca será um cabo eleitoral de Tiago, embora - nessas alturas - se Bianchini quisesse sairia até de candidato a prefeito pelo próprio PP. Eu sei bem o que estou dizendo. O PP baixa tudo para Bianchini ante o pavor da derrota pela Guilherme. Só que Bianchini é muito crítico. E estou sabendo de coisas ...

    7 - O fator Ruderson Mesquita é outro que desequilibra qualquer pleito. Eu tenho bem claro que Ruderson, o nome mais forte local em nível nacional, já está posicionado há tempo nesse debate. Isso é óbvio e até as pedras de Santiago já sabem.

    8 - A imprensa, tradicionalmente, comprada pelo PP, direta ou indiretamente, por fora ou por dentro, dessa vez vive uma nova realidade. Tornou-se cara demais, altamente sofisticada, independente, crítica, rica, poderosa e hoje dá as cartas, foi-se o tempo que em cedia a investimentos baixíssimos. Hoje, o jogo tá pesado, corre dinheiro grosso e a blogosfera, salvo duas ou três exceções, de pouquíssima relevância, está majoritariamente contra o poder. 

    9 - Nas redes sociais, que terá peso decisivo nesse pleito, entre os jovens, que dominam 70% da rede, a oligarquia tradicional vê-se em maus lençóis. Esse é o fato novo e que desequilibrará o pleito. 


    10 - O PP sabe que com Guilherme o jogo é pesadíssimo. Ele jamais hipotecaria seu nome para uma aventura. É um homem muito sério, honrado e de palavra. Tem poder e é a primeira vez que a oposição vai para uma campanha bem calçada, leia-se, com os bolsos estufados.

    11 - Se a URI insistir em Tiago, corre um risco muito grande de isolamento. O assunto já preocupa a Reitoria. Falei com uma pessoa, esse final de semana, ligada a Erechim, e fiquei sabendo de grandes decisões a serem tomadas. 

    12 - O Prefeito Ruivo voltará a se manifestar sobre o concurso, aquele que eu escrevi sobre ele. 

    INCÓGNITAS.

    Para alguns, para mim, já está tudo definido. 

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    Certa vez,  eu era casado e não tinha noção que minha então companheira queria viver a vida sem mim. Fez então ela, em seu face, uma postagem com um passarinho preso numa gaiola e uma pessoa gritando: canta seu f.d.p

    Entendi o recado. 

    Na tarde dessa segunda-feira, por razões éticas e profissionais, não vou citar nomes e nem dizer a cidade, estava num presídio e uma jovem senhora pediu para falar comigo. Em princípio, estranhei. 

    Fiquei na sala de conversas dos advogados com os presos. 

    Quando a vejo, estranho tamanha docilidade, voz calma, uma mansidão. Dentes bem cuidados, corpo esbelto e esguio, uma linda mulher. 

    Trancafiada há meses sem ver a liberdade, pediu-me que a ajudasse. Contou-me que tem uma filhinha de 9 anos,  que mora longe dela. Pensei na dor de ambos. Filha e mãe.

    Essa realmente é uma mulher presa, uma jovem, atrás de potentes grades, insegura, senti uma dor enorme em meu coração ao vê-la conversando comigo e gesticulando seus dedos entre a cela e o lado de fora, onde estão as pessoas livres

    Na volta, dirigindo, ocorreu-me uma reflexão acerca do sentido da liberdade. Mas eu sou um advogado, não sou criminalista, sou mais um ser humano com sensibilidade, pois chorei as lágrimas dela. 

    O direito penal é muito doído, é tudo muito triste e muito machucado. Prefiro ver a liberdade. Existem pessoas que realmente precisam de liberdade. Ela é uma. 


     

     

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    O PP tá tão perdido e atordoado que agora caiu a ficha. Como todos sabem que Davi não é Tiago, querem uma costura de última hora. Tiago sai do páreo, o que assegura o não cisma, e lançam Toninho, goela abaixo, com Davi de vice. A fonte que me revelou essa viagem é alta alta alta elite do PP.

    É claro, nesse período lançam-se bailões de ensaios, tudo pode ser mais uma jogada para acalmar a pressão em cima de Tiago. Mas, por outro lado, faz sentido. É uma forma de manter o partido unido, os Pintos negociam uns carguinhos antes e Toninho, àvido, cede, nessas alturas ele faz qualquer negócio ...

    Júlio Ruivo, raciocina, não se desmoraliza ante da derrota para Guilherme e a eleição fica mais parelha. 

    Embora eu, como analista político, DATA VENIA, sou o único da imprensa local que tenho formação acadêmica na área, tenha bem claro o sentimento de mudança que existe na cidade. Até as pesquisas encomendadas pelo PP apontam isso. Dentro desse enfoque, é evidente que a vitória de Guilherme está cristalizada. 

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