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    A professora Rosane Vontobel Rodrigues, 56 anos, pró-reitora da Universidade Regional Integrada (URI), de Erechim, faleceu em um acidente na manhã desta terça-feira, 26, no KM 412, da BR-285, em Panambi. O acidente foi nas proximidades da antiga Coopeixe. A professora Rosane era natural do município de Frederico Westhepalen.

    Ficaram  feridos os professores Gerson Fernando Ferreira, Cleusa Salete Boeira e Anelize Brod, que foram encaminhados para atendimento hospitalar. Nenhum corre risco de vida Segundo informações dos policiais rodoviários federais, que atenderam à ocorrência, o veículo em que estavam os professores, um Ford/Focus de placas IRI-6573, de Erechim, saiu da pista molhada e bateu numa árvore. 

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  • 07/26/16--16:11: Meu novo e-mail
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    Comuniquei a alguns amigos e pessoas próximas, meu novo e-mail. Recebi um gentil resposta, própria de um Magistrado de alta envergadura moral e atenção.

    Do juiz-corregedor-geral do TJ-RS, Dr. Vanderlei Deolindo, meu querido amigo:


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    A vida da gente é curiosa. Numa fração de minuto, tudo se esvai. Num piscar de olhos, deixamos de existir. A morte de Rosâni Vontobel ensejou-nos esta reflexão. 

    Eu tinha uma relação bem contraditória com ela. Mas notava o quanto ela amava e queria bem a Eliziane. Quando estávamos hospedados em Hotel, em Erechim, quando eu ainda ficava por lá até a Eliziane se ambientar, notava o carinho da Rosâni. Uma tarde ela bateu atrás de nós. Amável, levou suco e bolinhos. 

    Por fim, não queria mais que ficássemos em Hotéis, queria que ficássemos em sua própria residência. 

    Mesmo depois de eleita Pró-reitora de ensino da URI, muitas vezes chegava de Erechim e ía visitar nossa casa. Adorava a Nina. Sempre que falava comigo, estava perguntando pela infante e mal entendia o que houve entre nós e as razões do meu afastamento da criança. 

    Agora há pouco, o próprio Guilherme comentava comigo acerca da brevidade da vida ... lembrou o caso Chicão e ainda disse: a gente não é nada. 

    Com tudo isso, dói-me essa série de restrições impostas a mim na relação com minha amada filhinha. É um orgulho besta, uma vingança idiota. Numa dessas frações de segundo, o mundo e a vida pode nos surpreender e aí tudo será tarde, para todos nós. 

    Pausa:

    Eu estava brigado com uma pessoa. Até bloqueei ela em meu face. Ficamos dias assim. Ontem, ela cortou o silêncio, disse que sentia falta de conversar comigo e pediu-me para seguirmos nossa amizade.

    Foi bonito. 

    Hoje, fiz-lhe um pedido. Um singelo pedido. Um pedido carregado de simbologias e eivado de afeto.

    Ela teve um gesto de grandeza, compreendeu minha alma e atendeu meu pedido. É tão simples, foi tão simples. Fiquei tão feliz. 

    A vida é assim. Fernando Pessoa tem razão. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. No meio disso tudo, só não entendo o sofrimento imposto a mim e a Nina. 

    Haverá o dia em que a morte colocará um ponto final nisso tudo. Aí não haverá volta, nem espaços para choros ou arrependimentos. A morte é um mistério. Quando menos esperamos, ela chega. E nos leva. 

    Minha amiga compreendeu a brevidade da vida e sentiu que poderia me dar uma alegria com aquele simples pedido. 

    A vida é feita de momentos. 

    Os momentos meus com minha filha foram retirados e esses não têm mais volta. A infância dela e a paternidade já foram assassinados. É a morte em vida, Nina não compreende, mas eu compreendo. 

    A vida continuará sendo um mistério. Um dia ela compreenderá. Ou formulará seus próprios juízos a partir de suas vivências ou comprará a versão destrutiva que semearem de mim. Aposto na primeira hipótese, mas também sei das consequências que hão de vir. Se for minha genética, será o caos. 

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    Uma das cenas mais chocantes dos últimos tempos, presenciei nessa noite. 

    Dinho, meu querido amigo, soluçando, chorando, abraçado e consolado por amigos, a espera do corpo da esposa amada, Rosâni Vontobel.

    O auditório central da URI está lotado. Professores, alunos, algo inédito para uma noite fria e tétrica como essa. 

    Há um calor humano impressionante. 

    Lágrimas nos olhos de todos. Impossível não chorar. 

    Sempre vi Dinho e Rosâni juntos. Ouvi as histórias deles quando começaram a namorar juntos. O primeiro filho. As enormes dificuldades financeiras. A doença que se abateu sobre o menininho Rodrigo Vontobel. A luta dos pais e o desespero para salvar o filho. 

    E assim trilharam décadas. Décadas e décadas. 

    Rosâni, em seu apartamento em Erechim, me contou que não teve outros namorados antes, somente Dinho. Viviam o amor mais lindo e sublime que pode imaginar. 

    Ela, de um grande altruísmo. Da direção da URI, alta cúpula, ascendeu para a Pró-reitoria e sempre entendeu a humildade do esposo, que trabalhava como motorista. Tudo é de uma grandeza singular. 

    Hoje, o destino cósmico separou-os para sempre. Ela se foi. Seus amigos e familiares, passam das 23 horas, estão todos reunidos, esperando seu corpo. Será o último adeus, o último olhar, ritos de uma civilização que ainda não perdeu as referências e cultua com respeito e dignidade a memória dos mortos. 

    Não tinha entrado naquele local depois de tudo o que aconteceu com a Eliziane e com a dissolução da minha família. Olhares estranhos para mim, impossível não serem. 

    Estou desolado, perdido. Sem rumo. Não tenho uma casa para ir. Decidi voltar para minha casa, vazia, sozinho. Abro a porta e sinto uma vontade imensa de sair de novo. 

    No quarto, os vestidinhos da Nina, os carrinhos, as bonequinhas, as fotinhos dela na parede ... cacos de sentimentos. Fragmentos de emoções. 

    Olho para o teto e vivo de recordações. Pensei num sopa quente. Num café quente. Minha cafeteira está no escritório. Conforto-me dentro de mim mesmo. 

    Não consigo pensar em Deus. 

    Estou entristecido demais. 

    Meu peito está sufocado, minha alma parece doer, se é que é alma isso que aperta a gente. 

    As lágrimas de Dinho marcarão minha vida para sempre. Pai, marido, herói, homem bom, decente, meigo, chorando feito uma criança, talvez sem entender bem o destino cruel que a vida lhes impôs. 

    A morte não tem volta. É quadro irreversível. Talvez ele sonhe com o impossível. Não sei. Não sei, duvido que alguém saiba o que vem após a morte. 

    A vida, os vivos, se é que somos vivos, estávamos todos lá. A dor, é de todos nós. 

    Rosâni cumpriu seu papel na face da Terra. Mãe abnegada, certamente descansa ao lado do Criador. É um consolo, é o consolo de todos nós pensar nisso. 

     

     

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  • 07/26/16--19:35: Vc me entende


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    Eu tenho uma amiga, não a conheço, falo eventualmente com ela, mas ela me disse que achava o maior barato o contraditório que eu representava na sociedade; amado e odiado. Palavras de Renata Medeiros.  

    Ouvia-a, atentamente. Ela é uma pessoa numa posição privilegiada e um olhar atento sobre nossa sociedade. Portanto, hábil para emitir um juízo. Culta, erudita, sagaz ... minha amiga virtual, apenas isso. Mas nem por isso, menos observadora. 


    Sabe Renata ....


    ... Um dia,  pela manhã. eu estava retirando uma encadernação de um velho livro de Nicolas Malebranche, intitulado Pesquisa da Verdade, quando um senhor, cidadão da nossa polis, me observava ao longo, por baixo dos óculos.

    Ao ver que ele me olhava, sorri e cumprimentei-o. Ele veio até mim e perguntou sobre o livro que retirava. Achei estranho, embora o conhecesse de rua, não sabia exatamente quem era ele e falei o que não devia; disse-lhe que gostava do Malebranche porque ele era um ontologista que achava que Deus e Verdade se confundiam.

    Na real, o que eu queria com esse livro, o que quero, e por isso a encadernação, é lê-lo e tentar entender bem essa construção teórica, pois sempre achei muito interessante essa visão dos ontologistas e - sinceramente - preciso de algumas respostas diante da vida, do mistério da morte, do destino das almas, o espírito...essas coisas. 

    Mas ele não queria falar sobre o livro. Contou-me então que gostaria que seu neto estudasse comigo e me fez um longo relato de uma discussão que ouviu nesse final de semana.


    Cedo, cedo, muito cedo em minha vida descobri que tinha eu uma inclinação, um dom natural, tinha uma ânsia incomum de compreender a vida em sociedade, as coisas ocultas, as coisas reveladas, a história, os costumes, os ritos, os valores, a subjetividade, as religiões, as ciências sociais e humanas, a economia, a filosofia e as vertentes ciências sociais e humanas, a economia, a filosofia e as vertentes epistemológicas do direito...minha preocupação era, e é, apenas de saber e compreender...mesmo que isso tenha implicado em sacrificar a minha própria vida, pois deixei de me construir e minhas prioridades, até aqu,i nunca foram comprar uma calça ou uma camisa e, sim, um livro. Minha vida foi leitura e conhecimento. Sempre foi isso.


    Não sou um especialista em nada, mas sou um jornalista que procuro me  informar; já disse, torno público e repito: existem algumas áreas do saber e do conhecimento que eu não tenho a menor dúvida em sentar-me com Doutores naquela área e com eles travar uma discussão de igual para igual. Sei que isso, em termos práticos, não tem nenhum valor, mas foi a minha escolha, foi para onde eu direcionei minha vida. E por ter-me direcionado para a busca do saber e do conhecimento, sem querer nada em troca, sem objetivo outro, que me vi chegar aos 50 anos absolutamente pobre, ridiculamente pobre. Porém, absolutamente consciente de minha identidade, de minha busca, inclusive com todas minhas dúvidas, incertezas e angústias.

    Por ter estudado lógica, construção de raciocínios, argumentação, dialética, é que aprendi a escrever para me expressar e me defender. Tenhos dúvidas cruéis para tentar entender algumas questões que se apresentam em minha vida. Mas vou procurando um rumo, analisando, medindo, balançando. E me expresso, uso a escrita. Expresso meus sentimentos, minhas revoltas, questiono as autoridades, elogio as autoridades, questiono os professores, elogios os professores professores, estou sempre na frente com o debate sobre as notas do IDEB, ENEM, OAB ...

    Tem gente em Santiago que me odeia e não sabe viver sem ler meu blog 3 vezes por dia. Elles precisam da luz que eu lhes dou, eu sou como um alimento diário. Até para discordarem elles precisam saber o que eu penso. Essa é uma grande Verdade. Elles quebram cabeças e querem entender como eu me tornei tão perigoso a ponto de ter sido expulso da universidade, eles não entendem como eu consegui dissecar discursos, apontar contradições nas produções teóricas, desmanchar argumentações...por isso eles me odeiam...mas é um ódio que não resiste ao meu sorriso, pois - lá dentro - no fundões dos corações e mentes - o amor e a admiração andam bem pertinho. 

    Por tudo, eu sei identificar o laboratório do ovo da serpente num desses nossos poderes constituídos, mirei na mosca.  Anular a influência da minha escrita é o desejo maior de todos. De todos os lados, já tentaram de tudo. 

     Eu sou o mal necessário, até para o florescimento do bem. Não existe uma explicação lógica e racional para esse caso que eu criei com a sociedade santiaguense, mas foi criada uma magia, um elo altamente contraditório, complexo. Coitados, eu não sei o que será delles o dia em que eu não existir mais. Perderão sua lanterna.


    Obrigado por suas considerações, Renata, 
    É tão simples entender porque é que eu sou maldoso, perigoso e sem caráter. Anotem essa postagem de hoje e guardem bem essa sentença louca e megalomaníaca: eu não existo, o blog é uma abstração metafísica, é a razão e a loucura, o blog pensa, o blog estimula o debate, o blog sentencia...esse é o Poder máximo de um homem desarmado, perigoso e maldoso. 

    Como eu me divirto com essa gente. Elles não sabem o quanto eu os amo. Eu lhes dou luz e sugo suas energias. Eu não existo, elles é que me fazem existir.




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    Eu meio a tantas notícias ruins, li com felicidade (e lágrimas) a decisão do juiz de Itaqui, Dr. Tiago Dias, que abre direito ao contraditório e a ampla defesa e já adianta, em sua própria decisão, que eventuais desavenças entre os pais não podem servir para afastar o pai de sua filha. 

    O Desembargador Ruy Gessinger leu a nota comigo e também vibrou muito, pois era justamente o que esperávamos. Predominou o bom senso, a harmonia e a busca do entendimento. Ruy está em Porto Alegre e chega amanhã a Unistalda. Vamos estudar o processo junto, já temos almoço marcado.

    Foi a melhor notícia que recebi nessa tarde de quinta-feira. 

    Não posso esconder que estou feliz, por mim, pela minha filha e pela sensibilidade demonstrada pelo Digno Magistrado. Sensibilidade e sabedoria, aliás.

    Amanhã saio cedo para Itaqui para retirar os autos. São muitíssimas páginas. Não me importo com o cansaço, o que importa é minha felicidade de reconquistar o direito de estar com minha filha amada, que é tudo o que tenho e amo nessa vida. 

    Desembargador Ruy Gessinger, um coração  abençoado
    Agradeço ao meu amigo e mais que irmão Ruy Gessinger, que tem estado ao meu lado, entendendo minha dor e sendo totalmente solidário comigo, um amigo raro que Deus me deu.  Um coração bom, decente e uma alma limpa. Coisa rara nos dias atuais.

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    Por Ruy Gessinger*

     

    É impressionante. 

     

    Ruy Gessinger.
    No estertor da iminente derrota há quem se aproveite dos últimos dias à testa da administração para terminar de quebrar o ente público que diz  governar.

    Pau e pau no dinheiro de todos nós.
    Conheço um que considero gente boa. Mas uma  que ele nomeou e a quem entregou o leme do barco está rodando a baiana.
     E dê-lhe irregularidades em cima de irregularidades.

    Claro que a nova Administração a ser eleita vai pedir uma auditoria completa, de cabo a rabo.

    E , além da funcionária não concursada  ímproba contumaz ou de quem  conivente, vai marchar o ordenador da despesa ( o que detém o domínio do fato, ainda mais em Município pequeno).

    É uma pena, mas tem gente que corre o risco de ver seu patrimônio sumir.
     
    Quem viver, verá!

    Detalhe: não é só o Tribunal de Contas que existe, também está muito ativo o Ministério Público na Procuradoria dos Prefeitos, que é constituído de Procuradores concursados, profissionais e com eles não tem moleza. 
    Nem leros de influência política.

    Em próxima post explicarei os riscos da co-autoria criminal. Quem de qualquer modo participa de desvios ou malversação de dinheiro público, também responde pelo crime .Como sabe que é crime , não adianta alegar que estava cumprindo ordens.

    * Jurista, Escritor, Foi delegado de Polícia, Juiz e Desembargador do TJ-RS. Professor da Escola de Magistratura do Rio Grande do Sul.

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  • 07/29/16--03:22: BOM DIA A TODOS
  • Estou fora de Santiago no dia de hoje. A luta pelos interesses de minha filhinha, impuseram-me mais uma viagem a Itaqui. Estou saindo e cedo, preciso cumprir agenda judicial, e devido a isso justifico minha ausência do nosso meio. 

    É meu destino e não tenho outra alternativa. 

    Orem por mim. 

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    Vedado pela Lei Eleitoal e também pelo Artigo 37, X, XI da CRFB-88, em Unistalda estão com mais um  aumento de subsídios para ser votado. O assunto vai para o Promotor Eleitoral. O nordeste é aqui.

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    Ontem, almoçamos na Cabanha Gessinger (que também tem gado geral). Dr. Ruy Gessiner, Dra. Maristela, futura Prefeita de Unistalda, esse Advogado, Marcelo Brum, da Voz do Campo, com esposa e demais familiares.


    Cenas na Cabanha Gessinger, com Maristela Gessinger, Marcelo Ribeiro, esse advogado e amigas e amigos. 



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    São 367 pessoas que poderão ser consideradas inelegíveis.

    Material foi entregue para o Tribunal Regional Eleitoral do RS.

    Desembargadora Liselena Ribeiro (d) recebeu lista de conselheiro Marco Peixoto (Foto: TCE/Divulgação)Desembargadora Liselena Ribeiro (d) recebeu lista
    de Marco Peixoto (Foto: TCE/Divulgação)
     
    O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) divulgou na tarde desta segunda-feira (1) a lista de pessoas que tiveram as contas julgadas irregulares ou receberam parecer desfavorável nos últimos oito anos. Na relação constam 367 nomes, de um total de 538 processos – 502 de gestores municipais e 36 de estaduais.

    A lista completa pode ser conferida aqui. Na relação, constam os nomes dos gestores que podem ser considerados inelegíveis pela Justiça Eleitoral para o pleito deste ano.
    O material foi entregue nesta segunda pelo presidente do TCE, conselheiro Marco Peixoto, para a desembargadora Liselena Ribeiro, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Durante o encontro o conselheiro afirmou que a lista atende aos requisitos da Lei da Ficha Limpa.

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    http://www1.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/tcers/consultas/contas_julgadas_irregulares

    Dentre alguns nomes da região: Mariovani Weis de São Borja, Mauro Lovato e Segatto de Nova Esperança do Sul, Aldérico Copetti de Maçambará, Valdeci, PT, Santa Maria, Ernani de São Francisco de Assis, Jorge Martins de São Vicente do Sul e Mauro Cardoso do Itacurubi.



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    Dra. Maristela Genro Gessinger, candidata a Prefeita de Unistalda, Desembargador Gessinger, Empresário Guilherme Bonotto, candidato a Prefeito de Santiago e esse Advogado. Hoje, ao meio dia, na Churrascaria do Batista. Troca de idéias, atualização de conversas e um clima positivo e de afeto no ar.


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    Relato de um diálogo com o Reitor Bruno e com o futuro Reitor da URI, professor Spinelli


    A viagem até Erechim foi muito boa, diria que foi até tranqüila, não fosse o absurdo das filas de caminhões que se formam a partir de Ijuí. Some-se as filas, uma chuvarada, e caos fica completo. A gente vai viajando a 20, 30 km por hora. E quando após muito esforço consegue-se ultrapassar um caminhão, sempre surge outro a frente. Uma viagem que deveria ser – no máximo – 5 horas, demorou quase 8. E dê-lhe café preto.

    (foto: Sponchiado, diretor financeiro; Bruno, reitor atual da URI, Spinelli, futuro Reitor e o blogueiro).

    Eu a Lizi – grávida e proibida pela Doutora Sônia de viajar – decidimos aceitar a um gentil convite do Reitor Bruno Mentges, que convidou-nos para conhecer a Reitoria e para trocarmos algumas idéias sobre universidade e ensino superior.

    Ao chegar no gabinete da Reitoria, que fica bem em frente a sede da URI, o chefe-de-gabinete já nos esperava. Um senhor educadíssimo, formalmente vestido, vem sorrindo até nós e ao invés dos tradicionais chás de banco que a gente ganha aqui em Santiago e em algumas prefeituras da região, fomos imediatamente anunciados e conduzidos até a Magna Sala. Bruno, com seu estilo bonachão, sorridente, despojado de formalidades, nos recebe sorrindo, nos abraça e festeja a nossa chegada. Acreditem, nos esperou com chimarrão pronto, só que nem eu e nem a Lizi somos do mate e preferimos cafezinho. Eu conversava bastante com o Bruno quando da instalação da URI no Centro Tecnológico do Chapadão, até em função de minha atividade profissional na Prefeitura de Jaguari. Mas depois disso, conversei rapidamente com ele, umas duas vezes, na própria URI e não nos falamos mais, exceto por e-mail.

    Porém, fiquei chocado, positivamente, ao descobrir no Bruno um leitor assíduo do meu blog, e bota assíduo. Bruno sabia tudo das matérias que postei e vai me dando detalhes ao longo da conversa. É claro, eu não sou bobo, sei quando alguém diz que lê apenas para agradar e sei quem lê e sabe os detalhes das postagens. Impressiono-me com a extensão da aceitação das teses que aqui publico, realmente a coisa ta indo até mais longe do que nós avaliamos em Santiago. A produção ideológica do papel atual do ensino superior, as comunitárias nesse contexto, as políticas públicas, tudo é minuciosamente atualizado.

    Bruno me chamou a atenção em função de uma correção que fez numa matéria que escrevi, há uns dois meses atrás, sobre a composição do colégio eleitoral votante na eleição da URI. Com seu sotaque fortemente alemão, mas profundamente dócil, “nós íamos te mandar um e-mail corrigindo, mas depois ficamos constrangidos em te corrigir...”. Ademais, Bruno explicou-me – com detalhes – que o parco peso da representação estudantil, alvo de uma crítica minha, era resultado de um texto legal já existente e brincou “desde o tempo da Dona Aida”, alusão a defasagem histórica da resolução que regerá a eleição.

    O texto a que ele se referia, resolução 348/CUN/01, realmente apresenta uma composição diferente da que publiquei. Vamos por parte, professor Clovis.

    Quem vota na comunidade?

    Prefeito – 1 voto.
    Vereadores – 4 votos da mesa diretora. Eu disse que era um.
    ACIS – 1 voto.
    Bispo – Diz o Bruno que Santiago não tem bispo, mas eu acho um baita preconceito...temos o Bispo da Quadrangular, da Universal...rsrsrsrs. É que eles se referem a bispo católico.
    Delegado de educação, não temos, é de São Borja.
    Todos os juízes do município votam, sejam estaduais, federais, do trabalho. Eu disse que só um votava.
    Todos os promotores de justiça do município, sem exceção, todos votam. Aqui também errei, eu disse que era só um.
    O vice-presidente da Fundação, FURI, o Gilberto Girardon Kolinski, também vale um voto.

    Depois dessa demorada explicação do Bruno, notei o quanto estava errada minha informação inicial, mas corrigo-a, portanto.

    Trocamos muitas idéias sobre Santiago e Bruno é super-atualizado de tudo que está acontecendo e sabe detalhes. Noto que ele tem um carinho muito grande pelo Professor Chico Gorski e lembra-me, com gratidão “que o Chico foi o primeiro a me indicar como reitor e nunca me esqueci disso”.



    Depois dessa troca de impressões iniciais, Bruno nos convida para conhecermos o Professor Luiz Mario Silveira Spinelli, diretor do campus de Erechim e candidato a Reitor apoiado por diretores de cinco campi da URI. Antes, porém, Bruno me explica longamente como a escolha recaiu sobre Spinelli: “ Erechim ainda não tinha indicado um Reitor, o Spinelli está há 8 anos na direção do campus daqui de Erechim, está na Instituição há 25 anos, e tudo convergiu para o nome dele, com apoio unânime de todos os campus”. Spinelli é natural de Bom Jesus, 49 anos, é bacharel em Direito pela UPF, é Mestre em Direito pela UFSC, é professor de Direito e coordenador do curso de Direito, tributarista e autor do livro “Capacidade Contributiva, um princípio constitucional”.(FOTO: blogueiro e o futuro Reitor da URI, Professor Spinelli)

    Atravessamos a rua e fomos até a sala do Professor Spinelli. Instalações amplas, confortáveis e luxuosas, chama atenção a pompa e a grandiosidade. Mas Spinelli é a simplicidade em pessoa, embora a erudição. Culto, bem informado, estilo intelectual autodidata, não leva lá muita pinta desses advogados engravatados.

    Nossa conversa foi extremamente longe. Houve uma longa troca de impressões. Conversamos durante algumas horas, embora eu não tenha cronometrado o tempo.

    Spinelli gosta muito de análises das realidade regionais, cadeias produtivas, processos migratórios, composição étnica, e fala na riqueza de Erechim “a partir de uma saldo extremamente positivo do processo de imigração...aqui alemão é super-amigo do judeu, o polonês é amigão do italiano e resultou dessa fusão uma localidade próspera, assentada no trabalho, na produção”. Depois de analisar longamente a região de Erechim, Spinelli me falou das vantagens da “grande diversidade cultural, do ganho dos intercâmbios de regiões com realidades fundiárias diferentes que se entrelaçam na concepção da URI regional”. E passa a dissertar – com detalhes – sobre sua região, dos campos de cima da Serra, e revela-se um admirador do pessoal do campo aberto, do pampa, que segundo ele “é dócil, hospitaleiro e atencioso”. Noto, ao longo da conversa, que Spinelli não é marxista, mas noto mais, noto seu perfil ideológico bem claramente.

    Contou-me que gosta muito do Professor Chico, a quem ele vê como uma pessoa reta, exemplar, aplicada, dedicado e sério. E sintetizou “um baita sujeito”. Nessa altura do diálogo, o Reitor Bruno, que a tudo assistia, interrompe e emite um juízo forte sobre Chico Gosrki “ele é um vencedor, já é um vencedor em sua vida pessoal” e passamos a conversar sobre a vida do Chico, uma vida espinhosa lá na sua base, cheia de privações materiais, mas que foi sendo superada com dedicação, esforço e amor ao magistério. Spinelli definiu Chico como “compreensivo e flexível”.

    Também refletimos muito sobre a emergência dessa nova realidade que se impôs as universidades comunitárias. A política do governo federal para o ensino superior, a emergência das virtuais e os IFETs. Tanto Spinello quanto Bruno tem um discurso afinadíssimo, eles entendem bem a conjuntura, e noto de que são uns aviões. Spinelli ressalta que “nesse momento de turbulência nós estamos unidos, esse momento é muito delicado, mas estamos superando tudo com seriedade, estudos, análises bem fundamentadas”. E explicou-me que, hoje, a URI Erechim “tem cerca de 5 mil alunos, entre graduação, pós graduação e escola básica”. “Investimos pesado em novos cursos, no Mestrado em Ecologia, preparamos 11 doutores em convênio com a UFSCAR, investimos muito no Doutorado em Engenharia de alimentos, fizemos novas aquisições de áreas...”.

    Nesse momento, interrompo o professor e pergunto sobre a situação financeira da URI/Campus de Santiago, se existem dívidas, essas coisas. Bruno, categoricamente, incisivo como sempre, “a URI de Santiago está bem administrada, fez pesados investimentos para se reposicionar em face das exigências legais, do MEC e de conjuntura, mas esse perfil de gastos (desde rampa para deficientes) tudo, tudo, foram gastos que todas as unidades tiveram que empreender, não são procedentes essas críticas”, ponderou.

    Também, ao longo da conversa, fiquei sabendo que uma representação de Santiago irá para a pró-reitoria de Ensino na chapa de Spinelli e nossa cidade ascenderá à Reitoria a partir de julho desse ano.

    Aproveitei a oportunidade para ouvir do Professor Spinelli suas considerações sobre a modalidade EAD. Cauteloso, polido, hábil e evitando uma crítica direta a essa modalidade de ensino, o futuro Reitor da URI, diz que “a URI vai assumir seu lugar no EAD, só que com qualidade”. E explicou-me que o sistema EAD, bem feito, sério, com qualidade “é tão caro quanto o presencial” e fez longas considerações sobre o ensino presencial “agora, nada substitui a graduação em seu ambiente acadêmico, a sala de aula, o bar, os corredores, o convívio entre os alunos, o interrelacionamento entre os cursos, olha o exemplo dela aqui (e vira-se para a Eliziane) veio lá de Santiago, adquirir conhecimento aqui, investiu, apostou, nada substitui isso), mas vamos – sim – tentar viabilizar essa importante ferramenta, mas com muita responsabilidade”. Sei lá, notei que o professor Spinelli não é muito simpático ao EAD...mas é minha opinião.

    Perguntei a ele sobre a Professora Aida e ele me disse que a “conhece pouco”, que participou de algumas reuniões onde ela estava, mas que sabe muito pouco sobre ela.

    Conversamos também sobre sucessão presidencial, assistimos a um vídeo sobre a URI e trocamos idéias sobre diversos assuntos. Parte, eu volto, quando as chapas estiveram fechadas.

    Ao sair, na despedida, ganhei o livro CAPACIDADE CONTRIBUTIVA, do próprio Spinelli.

    Foi uma bela tarde, passei momentos agradáveis em companhia desses líderes do ensino superior. Quase ao final, também conheci o professor Sponchiado, um homem aplicado, alta seriedade e responsável em conduzir as finanças de toda a URI. É o Pedro Mallan deles.

    As gurias do Mestrado de Ecologia lá de ERECHIM esperavam ansiosas para verem o barrigão da Lizi. Foi uma festa. Jantamos no Shopping, comi um frango à passarinho, polenta com carne de frango frita e a Lizi comeu um pastelão. De lá, pegamos a estrada, direto. Um novo tormento.

    Minhas impressões e revelações virão noutro momento. E a segunda parte dessa matéria, ao longo da quinzena.

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    Do mal o menos:

    Nascido dia 12 de Agosto, eu, blogueiro, jornalista, advogado, sociólogo e pai da Nina. Será meu primeiro aniversário longe de minha filhinha. Ela é meu anjinho, não tenho um anjo certo, tenho todos, mas não tenho nenhum. Meu destino é vagar incerto, tatear noites escuras, buscando o que não perdi, até deixar esta Terra. A destruição do meu lar, a perda de minha família, não são bem como dizem os textos sobre os nascidos em 12 de agosto. Mas, vá lá que Deus - em seus mistérios - reservou-me mesmo esse destino. Andar sozinho, pelas tocas, guetos, cavernas...até que um dia uma borboleta sentará no meu ombro. E choraremos pela criança que impomos a ela uma sacrifício incalculável. Deus já teria traçado nossos destinos. A bebezinha andará sempre comigo, em meu coração, dentro de mim e mesmo quando eu me for, ela seguirá comigo em sua busca infinita, com suas lágrimas sufocadas e com o amor impossível. Esse é o drama dos assim chamados gênios da humanidade pela literatura esotérica.






    Pessoas nascidas 5 de Janeiro, 19 de Março, 31 de Maio, 12 de Agosto e 24 de Outubro são GENIOS DA HUMANIDADE. Esta hierarquia é chamada de "Senhores do Sacrifício". A energia por ela utilizada é a do poder do verbo: a linguagem.

    Cada um dos 72 Anjos influencia 5 dias do ano. Temos então 72 x 5 = 360 dias. Restam então 5 dias para completar os 365 do ano. Esses dias são consagrados aos Genios da Humanidade, Anjos super poderosos que têm o poder de encarnar na Terra.

    A Doutrina Secreta afirma que esta é a Hierarquia dos Jivas, que encarnam, ou seja, espíritos que atingiram um estágio humano noutro sistema solar e vieram a Terra para ajudar os homens na sua evolução. Suas almas imortais, já viveram muitos séculos seguidos na Terra. Eles são considerados os ISHIM (Almas de Fogo). Os Ishim são a consciência natural da matéria que, sem cessar, cumprem o papel de Senhores do Destino. É com a ajuda deles que são realizados actos mágicos, que poucos conseguem realizar.

    As pessoas que nascem nos dias consagrados aos Genios da Humanidade são consideradas espíritos com uma espiritualidade muito avançada e têm domínio sobre os 4 elementos. Estas pessoas não possuem Anjos de Guarda em particular, pois elas são consideradas "Anjos" que vieram para a Terra guiar os passos da humanidade. Estes Gênios são seres diretamente ligados a Deus e encarnam no Mundo para mostrar a Verdade Divina através dos tempos.

    Quem nasce nos dias em analogia aos Genios da Humanidade deve combater a impureza, a ignorância e a libertinagem. Não devem fazer nada que contrarie seu grande senso ético e moral.

    Se o Gênio Contrário dominar a vida de um dos indivíduos nascidos nestes dias, todas as forças do Mundo se voltarão contra eles.

    QUEM É O ANJO DA GUARDA?

    Realmente não têm! Por serem Genios da humanidade, já
    possuem uma essência angelical muito forte.

    Os nascidos nesses dias, noutras vidas, transmitiram um nível superior de consciência para o grupo em que viviam. A simple presença física das pessoas nascidas nesses dias é suficiente para afastar o Gênio contrário de toda uma família ou de um grupo.


    A MISSÃO DIVINA;
    Os Genios da humanidade são representações simbólicas do cuidado protetor que DEUS tem sobre a humanidade.
    DEUS enviou esses seres de LUZ e eles viveram por muitos séculos aqui na terra.
    Tantas qualidades e forças vão envaidecer e agradar os Genios da humanidade, mas eles devem ser, antes de mais nada, humildes o bastante para compreender a continuação da sua missão aqui na terra.
    São seres especiais, devem, por isso, contribuir para que o mundo seja melhor, ou mais humano.
    Terão muito respeito pelos seres
    humanos, honrando suas palavras.

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    segunda-feira, 10 de maio de 2010

    O atraso e o ódio

    Sábado recente, visitando a área de Ernesto Alves, onde a Eliziane delimitou para trabalhar como objeto de estudo de sua tese de Mestrado, lembramo-nos daquela história, lá do início, quando ela estava empenhada em descobrir algum levantamento por satélite da área. O google, não tinha. Tentou, orientada pelos professores, encontrar tal serviço no Brasil, nas nossas fontes. Procurou, procurou e nada. Finalmente, descobriu que um grupo francês tem todo o levantamento da área...e é claro, quem quiser ter acesso, deve pagar em euros.

    O exemplo sintetiza bem nosso atraso científico e tecnológico. Prá ficar nisso. Sempre tive consciência disso e sou parceiro e aliado de quem compreender a extensão desse atraso e a necessidade de ruptura com o arcaísmo, pois só assim poderemos dar um salto na modernidade. O primeiro passo é não mentirmos para nós mesmos e admitirmos nossas limitações. A honestidade acadêmica é um princípio que deve nortear nossos rumos. Aversão à mentira acadêmica, combate à fraude a ao estelionato, seriedade com a busca intelectual, aceitação e reconhecimento de nossas limitações são grandes indicativos de passos sinceros. Pensamentos arcaicos de famílias que se acham donas da URI, é outro exemplo. E quem pensa que isso é invenção de período eleitoral, pergunte para um filhinho da mamãe que tentou impedir meu acesso à direção da URI. Existe pensamento mais retrógrado, mais autoritário, mais arrogante, mais pedante?

    Por outro lado, se no planalto predomina a expansão das vocações autoritárias, na planície, as notas do ENEM revelam o caos, a mediocridade, a pobreza intelectual e a miséria acadêmica de nossa gente. As péssimas notas revelam que temos péssimos professores. E não é novidade nenhuma em Santiago que os professores me odeiam, na campanha eleitoral ficou visível o ódio e a revanche. Sabem eles que estou preocupadíssimo com seus baixos sentimentos.

    Em Santiago ninguém tem coragem de dizer que existe uma escola de plágios, de colagens, onde o que é escrito por terceiro é inescrupulosamente assumido por farsantes que se apresentam como autores de textos e trabalhos de outros. Essa escola de farsa, de mentira, de engodo, de empulhação, de engano, precisa ser atacada na origem, posto que ela é multidisciplinar e eu sei bem o que estou dizendo.

    Se por um lado, grassa essa escola de empulhação e embuste, onde a tapeação e a farsa andam de mãos dadas, nossos horizontes intelectuais não passam à ponte do rio Rosário. O que farão essas crianças, produto dessa onda docente medíocre, quando concluírem seus estudos? Pagarão para entrar numa universidade sem critérios, e isso é privilégio para poucos, ou vão engrossar o patético exército industrial de reserva santiaguense, vivendo das benesses públicas e tocando uma vidinha aboletada com as novelas da globo e o show do Faustão ou do Gugu. Ou – se preferirem – rindo das pegadinhas do SBT.

    Vivemos em estágio absoluto de alienação. Triste alienação, onde a pessoa, pouco a pouco, vai nadificando-se na medida em que o complexo superestrutural se constitui na totalidade do Estado. Assim, ficamos todos acomodados na miséria material e moral, tornando-nos incapazes até de sonhar com a concepção utópica de uma sociedade de luzes.

    A grande maioria dos professores que levaram os alunos de Santiago ao caos, revelado nas notas do ENEM, ainda não acordaram do sono infantil do comunismo e das decorebas prontas de catecismos pedagógicos esquerdistas, vivendo de fachada, de chavões. Mal tem consciência que são ocos, vazios, medíocres. Julgam-se donos da verdade e fazem das salas de aulas o laboratório de reprodução da ideologia que os conforta, a repetição discursiva que esconde obtusidades intelectuais e reduz o saber às suas heresias e crenças. E aqui é a culpa é coletiva, a começar pelos cursos de licenciaturas. Já prometi que depois da eleição vou ampliar esse debate.

    Ensinar pressupõe uma disposição constante a reflexão e ao debate. Entretanto, aqui em Santiago a crítica, a reflexão e o debate são vistos como sinônimo de polêmica, de confusão. Fingimos que somos todos bons, poetas, gente de conhecimento. Mas as notas dos nossos alunos estampam nossa vergonha maior. Não temos conhecimento acumulado, não temos pesquisas sérias, não temos saberes tecnológicos e nem fontes produtoras. Somos um lupenzinato, nada mais que isso. E nossos professores precisam estudar mais, descobrirem outros horizontes intelectuais e lerem menos catecismos, sejam eles da ideologia que forem.

    É duro tudo isso? Sim ! Mas esse é o primeiro passo para uma decisão. Ou ficamos onde estamos, dando voltas em torno de nós mesmos, ou transcendemos. A transcendência, é o caminho mais difícil, mais longo e mais doloroso. O dia em que tivermos uma livraria e público para comprar livros, estaremos dando o primeiro passo. Por enquanto, é melhor fazer como fizeram comigo logo após o post de ontem. Atacarem-me. É sempre melhor e mais cômodo assassinar simbolicamente quem futrica e fuça do que assumir os erros coletivos, que só os que fuçam sabem identificar.

    “A doutrina materialista de que os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação, [de que] seres humanos transformados são, portanto, produtos de outras circunstâncias e de uma educação mudada, esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado”. (3ª tese sobre Feuerbach).

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