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Telefones: 99901.0414 / 98123.5945E-mail: oab.rs.advogadoprates@gmail.comBarão do Ladário 1836 - Santiago -RS

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    A URI é uma universidade da comunidade; funciona com autorização do Ministério da Educação, tem imunidade tributária prevista na CRFB, recebe verbas públicas via FIES e emendas parlamentares; contra seus diretores é, inclusive, passível de impetração de Mandado de Segurança, como eventual autoridade coatora. Em seu colegiado para escolher a direção votam os professores, servidores e alunos. Da comunidade, vota o Bispo, os juízes, os promotores, prefeito e presidente da câmara. Não conheço as regras para esta eleição. Até porque o regimento é falho. Fala, genericamente, em Bispo e não especifica nada, mas não reconhecem como Bispos os evangélicos. 

    Ademais, a URI mantém convênios com a Prefeitura (município) de Santiago, recebendo considerável aporte de recursos públicos mensais. 



    Toda produção científica e tecnológica de Santiago e região passa por dentro de nossa Universidade, daí a importância que ela assume no contexto político, econômico e social da região. 

    Se alguém acha que discutir o futuro da URI e sua forma de gestão é assunto tabu ou proibido, esta pessoa deve estar muito fora da casinha.

    Ademais, sou jornalista registrado no MTb, tenho inscrição na Biblioteca do Rio de Janeiro com prefixo de ISBN, escrevo há quase 40 anos, passei por grandes, pequenos e médios veículos de comunicação. Este blog existe desde o dia 22 de março de 2003. Não uso pseudônimo e assino embaixo de tudo o que escrevo. 

    Fiz uma análise dos desdobramentos da eleição da URI e continuarei fazendo, como sempre fiz. Os professores, atores sociais, são figuras públicas e não preciso de autorização de ninguém para citar nomes das pessoas que integram eventuais articulações para reger o futuro de nossa universidade. 

    Sei muito bem o que é crime de injúria, difamação ou calúnia. Especular sobre a posição das pessoas, não é, não foi e nunca será crime. Crime seria eu imputar a uma pessoa prática ilícita, um desvio, um furto, um roubo ou até mesmo uma imputação criminal sem provas ou alguma acusação relativamente a honra e dignidade da pessoa humana. 

    Quem decide o que é relevante, jornalisticamente, é o jornalista, o pauteiro ou o editor. Um blog, que não tem equipe, depende da vontade do seu dono. Noto que o Rafael privilegia a linha criminal, polícia ... e é uma linha respeitável. O Leonardo, é mais centrado em política. O nova pauta, é mais genérico, mais regional e menos específico. Eu, desde que escrevo, sempre tive uma linha bem clara: sempre privilegiei o debate sobre universidades, ensino médio e superior, economia e política. É claro, boto fotos da minha filhinha e faço variedades, divulgando algum amigo, divulgando algum trabalho ... Em 1980, publiquei meus primeiros artigos no Jornal Folha da Tarde, Zero Hora e Correio do Povo. Em 1978 comecei a trabalhar num Jornal e fui colega do César Martins, do Jornal A Razão, testemunha viva, da comunidade, que iniciamos a trabalhar juntos. 

    Existem assuntos relevantes em nível nacional que são massantes na grande mídia. Os blogs locais, por terem uma linha própria, não vão entrar em concorrência com a RECORD, GLOBO,SBT ... e quem conhece um pouco da psicologia da comunicação sabe que as pessoas do local, gostam dos temas locais, o localismo é um debate sociológico muito amplo. 

    Para mim, que moro em Santiago, que nasci em Santiago, que escrevo há quase 40 anos, nada é mais importante que debater o futuro econômico do município, juntamente com o maior centro de fomento de ciência e tecnologia, que é a Universidade local. 

    Isso não quer dizer que eu não analise, eventualmente, a questão nacional e até internacional, mas prefiro fazer no âmbito de autores e atores sociais e políticos. 

    Não existe um político em Santigo que não saiba que se desenha um quadro com duas chapas dentro da URI. Se isto acontecer, o que eu acho ótimo, é rico demais, todos ganharão, a sociedade acadêmica e a própria sociedade. Pelo peso e a importância da URI no contexto regional, o debate está aceso, gostem ou não, é um dos assuntos dominantes. 

    Eu especulo e cito nome de candidatos a prefeitos, especulo e cito nome de eventuais candidatos a deputados, a vereadores, alguns concorrem, outros não concorrem, mas nem por isso as pessoas se sentem ofendidas. Eu errei certa vez ao largar na capa da revista A Hora o Gaviole como prefeiturável e ele não concorreu. E daí? Alguém desconhece como a imprensa especula num processo eleitoral ... por favor, olhem os blogs que fazem cobertura da sucessão na UFRGS e dentro da UFSM. 

    Existe crime em especular com nomes que apoiam ou eventualmente venham a integrar um chapa.

    Na eleição de 2008 da URI, o diretor-financeiro do Chico era o Professor Vilmar Rosa ... todos nós divulgamos isto, só que ele não concorreu. Alguém cometeu algum crime em especular com o nome dele?

    As pessoas mais importantes de uma articulação, dentro de um órgão equiparado ao setor público, como é o caso da URI, podem  - sim - ser citadas e especuladas ... meu Deus do céu, o que foi aquela reunião em Jaguari? Querem enganar a quem? 

    A liberdade de imprensa, a liberdade de opinião e a livre manifestação de pensamento me autoriza a fazer especulações, sim. É um direito subjetivo que eu tenho como cidadão e jornalista. 

    O direito de resposta é constitucional. Se alguém quiser usá-lo, sempre assim o fiz e respeitei. Todas as pessoas que me pediram Direito de Resposta e edição do contraditório, sempre assim o fiz. 

    É claro, eu já fiz acusações graves, mantive-as na Justiça e dos quase 90 processos, inclusos os eleitorais, que moveram contra mim, até hoje nunca fui condenado pelo poder judiciário. Houve uma exceção, onde eu e o jornalista João Lemes fomos condenados pelo juízo "a quo" e o Tribunal de Justiça reformou a sentença por 3 votos a zero ao nosso favor, numa ação impetrada pelo ex-prefeito Vulmar Leite. 


    MUDANDO DE ASSUNTO

    Meus leitores não são tolos. Ninguém despreza a força política da maçonaria local. 

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    Eu sei o que estou dizendo. Recentemente, fui contratado por um cliente que se sentiu intimidado e a pessoa que se insurgiu contra ele é líder de um grupo luciferianista. Aqui em Santiago, os luciferianistas são super organizados, e o movimento tem até página na internet com o domínio "org". A liberdade de culto é um direito assegurado, o país adota a laicidade estatal, isto explica a liberdade de culto à Lúcifer, a ação dos nonagramistas, com cultos satânicos. Santiago está cheio disto. Eu sou evangélico, mas respeito o direito destas pessoas, faz parte do livre pensar. 

    Veja os principais sites luciferianos:

    www.luciferianismo.org.br/



    www.luciferianismo.org.br/index.php/sobretemplo



    www.deldebbio.com.br/2013/07/30/satanismo-e-luciferianismo/



    Eu não vejo a maçonaria como uma problema, tenho amigos evangélicos e até pastores que são maçons. Têm os rituais deles, suas crenças, não vejo problema nenhum, nenhum, nenhum nisso. Tem muita fantasmagoria evangélica contra os maçons, o que é um erro, os princípios da maçonaria são nobres, do ponto de vista histórico, libertários. 

    Nós temos aqui em Santiago um templo luciferianista, temos em São Vicente do Sul, em Ijuí, em Santa Maria ... Quem não conhece a casa satânica aqui em Santiago? Não vamos bancar os tolos. 

    Só faço esta colocação devido a quantidade de questionamentos dos quais fui alvo. Eu defendo que é um direito das pessoas cultuarem o que bem entenderem. Tem duas camionetas que desfilam aí, abertamente, com um adesivo: "LUCÍFER É O CARA". 

    Quanto aos iluminattis, eu os conheci, em São Leopoldo, é, sim, uma organização, tenho dois grandes amigos jornalistas, pessoas muito sérias, hoje de grande destaque na mídia estadual, que são iluminattis assumidos. 

    Tanto iluminattis, maçons, católicos, evangélicos, espíritas, satanistas, umbandistas, rosacruzes ... vivem em nosso meio e suas lideranças são vivamente ligados em política. E só eu sei como todas estas forças, em suas organizações internas, se preocupam, cada qual ao seu modo, com o futuro da cidade onde moram, da universidade, são cidadãos e cidadãs participativos e influentes. 

    Se alguém quiser se fazer de tolo, que não leia meu blog. 


    Eu sei o que digo. 

    E acho que a URI precisa ser melhor debatida. A URI é nossa. 











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    Meu querido amigo João Lemes, talentoso jornalista, professor de letras, escritor e versátil artista, pois canta e interpreta no palco como ninguém. 

    Um Gênio. A Globo perdeu um grande artista. João é inteligente, versátil e tem uma veia polímata impressionante.

    Na noite deste domingo, ele atuará na peça SERELEPE E O CUIUDO DE SANTIAGO. É uma grande atração, sucesso garantido e um público seleto com confirmação assegurada, dentre eles, Nenito Sarturi, Miguel Bianchini e Tiago Gorski. 

    Vai ser uma grande e maravilhosa noite. 


    Reserve e seu tempo e vamos todos curtir Serelepe e João Lemes. 

    Teatro é arte e precisamos de arte para não nos afogarmos na realidade. 

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  • 04/01/17--22:26: Hana, Nina e Elsa


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  • 04/02/17--07:11: Loucura política
  • Ontem a noite, o Guilherme Bonotto me ligou. Conversamos brevemente sobre uma festinha que eu vou fazer do aniversário da Nina e convidei as crianças dele. 

    Como estava na hora de eu sair para o Teatro Serelepe, esqueci-me de perguntar para ele se era verdade que o Bianchini está mesmo assinando ficha no PSD, visto que - agora - não vai mais para o PR. 

    O Cairolli me disse que estava quase certo a conversação e que o PSD com o reforço de Bianchini ficaria muito forte em Santiago. 

    Vamos aguardar e ver os próximos movimentos.

    Gente, eu não bebo, mas se tudo se confirmar como se desenha, teremos 7 candidatos a deputados locais, mais uns de fora: Lúcio do Prado, Junaro e Dornelles, ambos do PP.

    1 - Ruivo
    2 - Bianchini
    3 - Fernando Oliveira
    4 - Claitinho
    5 - Horácio Brasil (que está morando em Santiago, na casa de Marco Peixoto). 
    6 - O PDT deve ir com Gavioli.
    7 - Diniz Cogo, PMDB.

    Esta semana será explosiva em Santigo ... ou talvez as bombas estourem depois da Páscoa. Vamos aguardar. 

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    Há dias os telefones da VIVO representam um verdadeiros caos. Existem um congestionamento nas infovias. As pessoas não podem mais fazer seus negócios, manter contatos, os telefones pegam de vez em quando.

    Maçambará e Unistalda é um escândalo.

    Eu mesmo, a semana passada, não consegui falar com a minha filha. Daí fui até lá e sai de casa em casa perguntando. Tem gente subindo em árvores para conseguir pegar um sinal de linha.

    Eu meio a este caos, esta baderna telemática, o que eu mais me impressiono é com a inoperância destes políticos. 

    As pessoas que cassam votos aqui precisam tomar uma providência. Não adianta este papinho furado de enviar ofícios. Tem que ser duro, cobrar uma posição da vivo, denunciar em nível nacional, chamar os representantes na VIVO  na Assembléia Legislativa, na Comissão de Comunicações da Assembléia, ameaçar esta gente, afinal venderam mais aparelhos que ocupam linhas cujo tráfego nas infovias está intolerável. 

    Esta gente ganha para representar o povo e quando o povo precisa ficam fazendo corpo  mole. Estou estarrecido com o Bianchini, o povo sofrendo e ele mostrando fotos de peixes em seu face. Por que ele não faz um pronunciamento, não tomar uma providência?

    Venderam telefones, congestionaram as infovias, então que aumentem o sinal, aumentem a potência ou saim do ar. 

    Onde está a EMBRATEL? E o investimento público na Star One?

    Fale deputado Heinze?

    Isso é deboche, um acinte e revela toda nossa passividade, nossa covardia.

    Aposto que o MARCO PEIXOTO pega um telefone e liga direto para o pessoal da EMBRATEL, endurece o jogo e resolve esta merda que criaram aqui em nossa região. Senão se cassa as concessões desta pulhas. 

    O certo é que a situação está insustentável e ninguém faz nada



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    DÉCIO LOUREIRO
    bom dia amigo Júlio
    vi tua preocupação com a telefonia
    é realmente um absurdo o que vem acontecendo em nossa região a respeito da Vivo principalmente
    fui em busca de informações sobre isso
    e pelo que levantei é que as operadoras tem segundo a ANATEL abranger 80% de toda a cidade o qual tiver linhas e isso eles fazem na área urbana,deixando nosso interior e Deus dará

    JÚLIO PRATES
    obrigado...beleza ... é assim que as bases devem pressionar os deputados. a competências por estas concessões é do 
    governo federal
    mas o interior?
    alegam o preço exorbitante de uma antena para um número limitado de usuários que na sua grande maioria dão o endereço da área urbana e não da rural no momento de adquirir as linhas
    mas vou buscar mais informações e tentar pressionar o que eu puder a esse respeito
    estarei a disposição do amigo para qualquer coisa
    JULIO PRATES
    pra Bonatto e Vila Jardim tá um pega quando quer
    de qualquer forma, agradeço tua atenção.
    acredita na na Betânia não pega sinal de celular?
    é um absurdo
    que horror.
    vamos ter que achar uma solução
    as linhas estão horríveis , a Vivo então é uma vergonha
    tenho pedido as pessoas que se sentirem lesadas irem ao Procon,pode ser que com mitas denúncias eles façam alguma coisa
    Fim da conversa no bate-papo

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    Senhor Promotor:

    O sistema de telefonia VIVO não funciona mais em nossa região. Parte da cidade está descoberta e, no interior, está um caos: ninguém mais
    consegue ligação.

    O Ministério Público é uma das Instituição que goza de credibilidade na sociedade brasileira. 

    Ante a inoperância e impotência dos nossos políticos, urge que o MP, no uso de suas prerrogativas constitucionais, Artigo 129, III, da CRFB/88, promova - imediatamente - uma Ação Civil Pública para defender os interesses difusos da população. 

    Certo de poder contar com a lucidez e a atuação sempre eficaz do MP, subscrevo-me.


    Cordialmente.

    Júlio César de Lima Prates,
    Advogado.





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    A posição de VIVO TELEFÔNICA é uma posição para palhaços. Eles alegam que tem responsabilidade de cobrir 80% da área e que nos locais de pouco telefone, onde não comporta os custos de uma torre, o serviço simplesmente não existe. 

    Há dias, em nossa cidade, estamos diante de um impasse, pois - mesmo na cidade - (nem estou falando em município) dependendo do local em que a pessoa está, o telefone não capta sinal. 

    E quem garante que eles estão mesmo liberando sinal para 70% da cidade?

    Esta situação tá um caos. 

    É nestas horas que a gente vê que nossos políticos são apenas uma fachada, não tem força alguma ... só batem em cachorro morto. 

    Cadê o Heinze?

    O Bianchini bem que poderia por sua armação de ferro e ir lá tirar satisfação em nosso nome.

    O Marcos Peixoto - que não faz tráfico de influência - poderia agir como santiaguense e dar uma prensa nos caras, força ele tem, embora eu saiba que ele quer mais que nós nos ....... E tá certo ele, fez tanto pelo nosso povo e foi vivamente injustiçado ele e sua família. Principalmente, pelo PP. Mas ele devia pensar que ainda tem muita gente com ele aqui dentro de Santiago.

    Como uma cidade pode ficar assim a deriva de um serviço?

    Se eles vendem um número, o mínimo que o Código do Consumidor e do próprio CC exige, é que estes serviços funcionem. 

    Isto é uma palhaçada sem precedentes.

    Se eu fosse o Tiago Gorski, já estava na Promotoria, pleiteando uma ação civil pública para defender os interesses difusos da sociedade e lacraria as lojas da VIVO imediatamente, afinal estão vendendo um produto inútil. Isso é o mínimo que Tiago poderia fazer. 

    Aliás, a própria Procuradoria do Município poderia tomar a frente disso, daí vão o Tiago e Letícia lá...Fica mais charmoso até. 

    Ou a VIVO anda nos trilhos ou nós fechamos a VIVO e entupimos a Justiça de Ações por descumprimento de contrato cc danos morais. 

    CHEGA DE INÉRCIA. 





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    Diferentemente do que eu publiquei, o Deputado Bianchini já está batendo de frente com a VIVO TELEFÔNICA.

    Conversei com o Deputado e ele me disse "que está muito apreensivo com a situação, que é um crime o isolamento que estão impondo ao povo de nossa região". Bianchini "lembrou em Maçambará, Unistalda e Manoel Viana estão sendo fortemente atingidos, os negócios das pessoas, principalmente". Segundo Bianchini este assunto "tem ocupado minhas preocupações, isto é aflitante, tenho recebido queixas até da população da zona urbana de Santiago, certos bairros estão isolados e é necessário uma providência urgente, para ontem". 

    Bianchini não me disse, mas ele acha que Tiago Gorski não está se mexendo e nem entendendo este drama aflitivo. 

    Eu disse para o Deputado que problema mesmo era Maçambará. Os telefones não pegam e os ônibus escolares vivem quebrando. A prefeita é tucana, devia usar sua força, mas pelo que vejo daqui, nem com os ônibus escolares a coisa funciona, pois as crianças continuam sendo carregadas sem assento, obrigatório por lei. 

    Eu tenho um amigo muito influente, que vive me dizendo: o nordeste é aí Julinho. 

    Por fim, meu blog continua fazendo estragos em todo o Estado. Hoje a tarde, ligou-me o Políbio Braga, queria saber sobre uma matéria e pediu-me autorização para divulgá-la em seu blog. O Políbio é meu amigo de anos. Gente muito boa, anti-PT, mas isso não deixa de fazer dele um ser humano maravilhoso.

    Até o Prefeito de Dom Pedrito andou conversando com o Guilherme Bonotto sobre o meu blog e uma matéria de repercussão estadual, onde larguei um furo ... e pior é que tenho outro, tenho uma foto em meu poder sobre um churrasco numa certa fazenda la pro lados do Ivo Patias ... que vai o que falar. 

    Agradeço a fineza do Presidente do Tribunal de Contas, meu querido amigo Marco Peixoto, o Marco é sempre gente boa, eu gosto muito dele. Como a Nina (isso mesmo, ela mesma) marcou um churrasco com carne do Uruguai com o Desembargador Ruy Gessinger, (e  ela ainda criticou a nossa carne fraca) vou meter o bedelho e sugerir que nos encontremos todos em Xangri-la, agora no outono, para o Conselheiro apaixonado curtir as folhagens lindas, embora a primavera ainda esteja chegando. O perigo é o pólen das flores. 

     Nas férias, no verão, em Xangri-la, o Dr. Ruy reuniu nossas famílias e disse para a Nina que faria um churrasco com carne do Uruguai. Como a Nina é ligadíssima em carne, adorou a carne Uruguaia e como criança não tem trava na língua, saiu espalhando sobre a qualidade da carne Uruguaia, quase uma menina propaganda. 

    Sábado ela mandou um app para o Dr. Ruy, e ele respondeu na hora: "confirmadíssimo".

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    Em 1973 eu datilografava com esta máquina. Expliquei tudo a minha filhinha. Ela encantou-se com o que denominou "computadores de antigamente". Não entendi bem, mas ela achou mais divertido que os note-books. Uso como uma relíquia. Nesta máquina escrevi o Romance REBECA, quando tinha 18 anos. Tenho os originais comigo e um dia, após minha morte, será publicado. Nessa época, eu varava as madrugadas lendo, escrevia durante horas e ao mesmo tempo escutava a Rádio Central de Moscou, que transmitia em português após as 24 horas. Durante toda a minha juventude nunca fui num baile, nunca entrei numa boate, nunca dancei. Hoje, uma médica e sua filha conversavam comigo e quando contei-lhes estes aspectos de minha vida, elas ficaram chocadas. Até hoje nunca pisei numa boate, nunca fui em bailões e nunca dancei. E não me arrependo de nada. Para mim, curtir a vida era ler, devorar os livros de Graciliano Ramos e Jorge Amado. Quando eu me casei com a Mara, foi um fracasso, pensávamos tudo diferente. Ela entendia que curtir a vida eram bailes e festas. Hoje, é minha melhor amiga, confidente e parceira. Mesmo na Itália, em Milão, onde mora, passa conversando comigo. O tempo passou e ela entendeu quem eu era ... algumas décadas depois. 

    Nina eu sua aula de violão, sábado, com a fantástica Professora DARLA MEDEIROS. Nina já está tocando até razoavelmente bem. Linda demais.

    Nina fica horas no Batista. Ela adora a comida, as coxinhas e o suco de laranja do Grupo. Como fizeram uma árvore de Páscoa, ela curtiu uma cena com o casal de coelhos.

    Pipocas no Teatro Serelepe.


    Pipoca e balão da Frozen.

    Pobre pai abandonado com sua filhinha, é sempre a mesma história. Mas a noite era diferente. Depois que encerrou o espetáculo, os país com dinheiro dinheiro para gastar, ainda podiam pagar uma pose de seus filhos com Hanna e Elsa. Eu fiquei para agradar a minha filhinha, embora Nina tenha comprado tudo a que tinha direito: pipoca, balão, maçã do amor, morango com cobertura de chocolates (e ainda tinha jantar numa pizzaria). Acho que 3 crianças tiraram estas fotos.  Todos foram embora. Ficou tudo vazio. Na hora das fotos, noto uma mulher lindíssima, que me olhava. Estilo mulher monumento, beleza rara, um corpo escultural. Ela houvera ficado com sua irmã para as crianças tirarem fotos. Como meu propósito  é cuidar da minha filha e meu foco é o trabalho, fiquei sem saber o que fazer. Mas logo levei um carteiraço. Era uma policial. Na verdade eu acho que ela estava me cuidando por questões de segurança e eu não sabia. Na dúvida, foi muito bom conhecê-la. Foram horas de conversa pelo face, mais tarde. Eu sou a pessoa errada na hora errada. Meu tempo é curto e o espaço do meu mundo se tornou pequeno. 

    Nina após fotografar com o pessoal da Frozen, pisando na neve. 

    Neve e fantasia numa noite inesquecível. Em casa, fiz-lhe uma mamadeira com chocolate. Ela estava exausta. Abraçou-se em mim, segurou firme meu braço e adormeceu como um anjo, sempre dizendo que me amava e que era o melhor pai do mundo. Quando ela, finalmente, ferra no sono, empurro-a levemente para o lado e vou para o computador do birot do quarto. Quando entro no facebook, um convite. Era a moça do teatro, a policial lindíssima. Ela me disse coisas perturbadoras. Eu ainda tenho uma árdua missão pela frente, enquanto estiver aqui. Ontem, a promotoria entregou seu parecer ao Juizado da Infância e Juventude na comarca de Itaqui, Esperei pacientemente todos estes meses. Sou pai de uma filha com uma família destruída. Mesmo com a destruição e puerilidade de tudo, não posso abrir mão desta vidinha cujo destino Deus pôs em minhas mãos. E também não é justo eu arrastar outrem para esse drama. O preço foi alto demais para a minha vida, por isso, não quero dividir o ônus desta tragédia com ninguém. 


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  • 04/04/17--06:19: CÂMERA
  • O pessoal esqueceu-se de olhar que na pranchada, que forma toda a aba onde fica meu escritório, tem um câmera de vigilância. As imagens já estão comigo. 

    Que babaquice. 

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  • 04/04/17--08:57: Sucessão na URI
  • Existem fatos da vida social que todos nós praticamos, mas ninguém admite em público. Quando se fala, escandalizam-se. 

    As articulações políticas são como a masturbação. 

    Mas uma pessoa muito influente do PP, reservadamente, me disse que a candidata preferencial do staff para a direção geral da URI é Adriane Damian e que eles concordam com Marcon na chapa. Seria uma inversão. 

    Teríamos uma eleição concorridíssima, com duas grandes e talentosas mulheres à frente do pleito e - confesso - que conhecendo a correlação de forças como eu conheço, seria uma disputa apertada. 

    Não dá dizer quem ganha, se o quadro for mesmo este.



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    A indústria cultural e os nossos bares


    Sempre que chego a um bar, restaurante, pizzaria, e há uma tv ligada fora do horário de notícias ou jogo, tento contar quantos assistem. Quase sempre, nenhum. Nem o dono. Também noto que o canal é sempre a Globo. Então, não adianta falar que o povo só sabe ver televisão, só sabe ver a Globo. Isso se chama indústria cultural, ou mania e até quase um vício. A começar pelos empresários que sequer se questionam quanto a quem quer tv ligada. Sequer criam algo do próprio local, como um vídeo de pratos etc., para passar ali, e nem quando há cantor ao vivo desligam a bendita tv.


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    Adendo meu

    Eu concordo plenamente com a lucidez do meu amigo João Lemes. 

    Quando vou num lugar para fazer uma refeição, gosto de paz, tranquilidade, silêncio ... acho fundamental saborear os alimentos em paz e em silêncio.

    Não entendo como nossos comerciantes não entenderam, até hoje, que aquilo, ligado em alto volume, agride o cliente. Ademais, sequer sabem que canal o cliente assiste. 

    Por outro lado, vivo conversando com meus amigos e todos pensam igual. Ninguém vai num restaurante para assistir TV. É uma breguice esta prática.

    Vá jantar num plaza, num Everest ... até tem um fundo musical, eu almoçava sempre no Everest e era agradável um piano ao vivo. Mas é outra história. Aqui, em cada lugar que eu chego, sou extremamente deselegante, até peço para diminuírem o volume. A Nina, chega a tapar os ouvidos. 

    Quem quer assistir TV, assiste em casa. Eu, por exemplo, não assisto a Globo. Agora, cada vez que eu vou almoçar ou jantar, sou obrigado a assistir este lixo e ficar ouvindo histórias e versões que me fazem mal. Aliás, nem assisto TV. Eu leio notícias na internet. 

    Estava na hora de começarmos a rever estes hábitos. 



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  • 04/04/17--15:08: Resíduos
  •                                                                               Foto: dezembro de 2016
    Resíduo

    (...) Pois de tudo fica um pouco.
    Fica um pouco de teu queixo
    no queixo de tua filha.
    De teu áspero silêncio
    um pouco ficou, um pouco
    nos muros zangados,
    nas folhas, mudas, que sobem.

    Ficou um pouco de tudo
    no pires de porcelana,
    dragão partido, flor branca,
    ficou um pouco
    de ruga na vossa testa,
    retrato.

    (...) E de tudo fica um pouco.
    Oh abre os vidros de loção
    e abafa
    o insuportável mau cheiro da memória.
    Carlos Drummond de Andrade

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  • 04/04/17--18:46: PROCON
  • Eu li um caso da professora Sandra Margot, conselheira tutelar durante anos em Santiago e achei que era um caso para o PROCON e não judicial.

    Recomendei-a então que procurasse pela Dra. Fernanda.

    Hoje, Professora aposentada Sandra Margot me disse que a Dra. Fernanda não estava, que foi super mal atendida por uma moça,  que essa ficou o tempo todo no celular e mandou ela procurar um advogado e resolver seu caso pela via judicial.

    Olha aqui, Prefeito Tiago, eu confio na idoneidade das informações da professora Sandra Margot. Então fechem este PROCON, se é para dar este lixo de atendimento as pessoas da sociedade. 

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    Certa vez escrevi sobre o deputado Moraes, PTB, gaúcho de Santa Cruz do Sul, sustentando que está “se lixando para a opinião pública”. A afirmação abre importantes reflexões, que precisam ser lidas por outro viés. 


    A primeira delas é sobre a existência ou não da assim chamada opinião pública; supletivamente, cabe refletir – admitindo a hipótese dela existir – como então essa se corporifica? O segundo aspecto da fala do político trabalhista é a sinceridade, que poucos notam. Moraes é um advogado experiente, foi prefeito de uma das maiores e mais tradicionais cidades gaúchas, com certeza, ele não estava mentindo quando fez a afirmativa.
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    Sabemos que política é arte de mentir, de pensar uma coisa e de dizer outra. Ademais, os políticos falam várias linguagens embutidas numa só. Nesse contexto, Moraes constituiu-se numa louvável exceção, destoou apenas porque falou o que pensava, quando a regra é pensar e não falar e quando falar nunca dizer o que se está pensando.
    .
    Por outro lado, o que mesmo vem a ser opinião pública? Longe de teorizações, de complicadas racionalizações, trata-se de um conceito polêmico. Isso quem diz é Paul A. Palmer, autor do clássico Public Opinion in Political Theory, editado pela Universidade de Harvard. Essa obra de Palmer é uma espécie de clássico na literatura inglesa, francesa e alemã acerca dos estudos de opinião pública.

    Os gregos e, mais tarde, os romanos, já se debatiam sobre o assunto e empregavam locuções semelhantes, falando em consenso populi. Na idade média, cunhou-se a máxima vox populi vox dei e Maquiavel, na obra: DISCURSOS, comparou a voz do povo a voz de Deus.
    .
    O conceito de opinião pública como participação popular se liga a revolução francesa de 1789 e foi empregado, pela primeira vez, por Jean Jacques Rosseau.
    .
    Alessandre Pope, na Inglaterra, escreveu, ironizando: estranha a voz do povo e não é a voz de Deus.
    .
    Pierre Bordieu, na França, ampliou o debate e revelou que ele não é mesmo dócil. Disse e desdisse que opinião pública não existe. Complicado.
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    Fiz essa pequena introdução para mostrar aos leitores do blog e amigos que o debate sobre opinião pública não é recente e nem consensual seu conceito.
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    Quem é a opinião pública de Santiago e como se forma a opinião pública em Santiago?

    Eu diria que são vários os agentes e muitos os elementos que incidem na tal formação. Porém, tudo varia de acordo com as informações que as pessoas recebem, suas fontes de leituras, seus círculos sociais, suas condições econômicas e assim por diante.
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    É claro que um assunto de repercussão nacional e/ou estadual depende das fontes macro que abastecem nossas redes de informações. Aí entram os grandes jornais, rádios, canais de televisão e – mais recentemente – os blogs estaduais. Se for internacional, ficamos todos reféns das mesmas agências de notícias. Não acredito que tenhamos cinco ou seis pessoas na sociedade local que busquem outras fontes por conta própria.

    Tudo depende de enfoque, de um conjunto de simpatias e/ou antipatias, a forma como a transmitida a notícia, a eventual manipulação ou não informação, entre outros expedientes, essencialmente ideológicos.
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    Eu diria que existem vários níveis de formação de opinião. O público evangélico, em Santiago, em torno de 30% da população, recebe um tipo de influência, é educado a ver os fatos políticos de uma determinada forma. Usei o exemplo evangélico apenas a título ilustrativo, posto que o mesmo raciocínio vale para o comportamento das classes sociais, afinal o volume de informações se relaciona com as condições de acesso dessa mesma informação. O segmento E de nossa sociedade, com seus estamentos, têm pouco acesso a banda larga, não lê blogs, não lê Veja, Isto É, Folha de São Paulo e raramente lê a ZH digital. Portanto, seus limites de informações dominantes são parcos, ficando expostos a dominação direta das classes dominantes locais e seu modo de pensar.

    E mesmo entre o público de maior acesso a informação, nossos segmentos A e B, existe uma pulverização na recepção da informação, da TV fechada à internet.
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    Aqui em nossa cidade é  certo que a opinião das pessoas é formada de forma fragmentada. Nossas rádios locais, são pouco opinativas e pouco formadoras de opinião enquanto participação popular na criação, execução, controle e crítica das ideias políticas. Já nossos jornais, foram bem mais agressivos na formação da opinião pública local. E os blogs, então, esses – sim – são vivamente opinativos e realmente influem, para pior ou para melhor, mas influem.
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    Contudo, ouso acreditar que não existe uma opinião pública santiaguense formada, pronta e acabada. Existem segmentos de opinião pública em Santiago e esses são produtos das influências que recebem, leia-se: dos órgãos de imprensa escritos, universidades, autores, religiões, ethos moral ...

    E não estou entrando nos méritos de um e de outro órgão, estou apenas enfocando a extensão da influência de um órgão de imprensa e seu "poder formar" uma opinião favorável ou contrária a determinada pessoa, órgão, empresa... Notícia pela notícia, tem apenas o condão de informar. Imprensa reflexiva, que valora um fato social e sobre ele abre um debate, praticamente não temos em nossa cidade e região

    Por fim, outros elementos precisam ser jogados no debate. Desde a sintonia de uma rádio até a tiragem de um jornal, pois isso reflete na maior fatia de público atingido pela ideologia que esse veículo reproduz. Pesa também, a credibilidade e a idoneidade do jornalista ou do radialista. É fácil inferir que um jornal de grande penetração popular, com jornalistas bem formados, realmente forjam algum tipo de opinião. Mas...
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    O fenômeno mais recente da imprensa santiaguense e regional são os blogs. E o sucesso deles, gostem ou não, está associado a emissão de opinião. Os fortementes opinativos, são os mais acessados. Ninguém gosta da abrir blogs para ler notícias coladas ou releases prontos; a exceção, as extravagantes notícias de crimes e tragédias. Mas isso gera fofoca e não opinião.

    Em tese, vamos admitir que exista – sim – opinião pública, mas essa se expressa em vários níveis, não é uníssona, nem é a voz do povo e nem é a voz de Deus. Ela é formada segmentada, recebe influências distintas e expressa-se por áreas de influências, com suas particularidades. Por fim: tudo depende do poder de fogo dos órgãos de imprensa, sua extensão, sua penetração e sua capacidade de “diálogo” com as massas receptoras da informação.

    Pesquisa de opinião pública é coisa muitíssimo séria. Passei vários anos na faculdade de sociologia me debatendo sobre isso, desde os primeiros conceitos em Introdução a Pesquisa, Pesquisa I, II, III...chegando nas disciplinas de Estatística. Assombra-me a facilidade  com que fazem pesquisas locais. Assombra-me as mentiras e malversação dos números. O rigor científico das Pesquisas, aqui não existe.

    Uma emissora de Rádio, jamais, jamais, jamais...pode imaginar que tem audiência absoluta de todos os habitantes de um município. Quem faz isso mente e engana-se abertamente. Raciocinemos por hipótese como é a influência dos 50 mil moradores de Santiago? Tem uma parcela desses habitantes, que recebe influência das rádios; afinal, é sabido o público que gosta de rádios. Aí temos uma múltipla fragmentação, e essa envolve as AMs, inclusive de Porto Alegre que são bem ouvidas em Santiago e todas nossas FMs, atualmente em número de 4. A rigor, ninguém sabe a extensão da influência de nossas rádios, pois até hoje nenhuma pesquisa séria foi feita.

    Temos a influência das Redes de Televisões. Aqui, da mesma forma, não temos uma estratificação correta, nem entre o sinal aberto e o fechado, embora se saiba, pela decorrência socioeconômica, que a hegemonia da TV aberta é dominante, e isso explica a influência dos jornais da Globo, SBT e Band. Sendo assim possível traçar linha de audiência ao sabor do empirismo, pois mais uma vez não temos e nunca tivemos a instalação eletrônica dos medidores de audiências televisivas.

    Sobre os jornais, mais uma vez incide o mesmo raciocínio, do papel ao visor do computador, com a babel de informações, embora seja possível medir a influência de um ou de outro pela tiragem e pelo número de assinantes, quando não reine a malversação e o engodo.

    É claro, a fatia da mídia é apenas uma face do debate. E os outros formadores de opiniões, professores, escritores, analistas, advogados, médicos, políticos, economistas...??? Pessoas como Ruy Gessinger têm a tendência de influenciarem fortemente o pensamento local. Esse é apenas um exemplo de expressão de formação pela imprensa, mas que nem por isso deixa de ser um nicho interessante. Hoje, nomes como Márcio Brasil, João Lemes, Denilson Cortes, atuam de forma mais presente e marcante. 

    Por todo o exposto, não acredito numa opinião pública local uníssona; existem núcleos de opiniões convergentes e núcleos de opiniões divergentes. Existe uma tendência majoritária a congregar fatias opinativas. Do bolsa família à reforma agrária, assentados, FIES, seja qual for o assunto em pauta, existe uma linha, uma diretriz...mas tênues. A elite santiaguense é fantástica no sentido de reproduzir seu modo de vida e sua influência nas classes mais pobres. Essa é uma tendência visível.

    Qualquer embate de troca de ideias e reflexões na sociedade santiaguense passa, necessariamente, por um embate no seio das classes dominantes e por isso é necessário saber estudá-las, compreendê-las, identificar sua origem e as fontes de suas influências. O maior erro estratégico (não tático) de todos os tempos é tentar combater uma elite com suas próprias armas. Exemplifico-me: temos uma direita local que adora o Bolsonora. Como alguém pretende combater essa direita usando os mesmos expedientes e até as mesmas fontes?

    Chega a ser risível citar HABERMAS, mas ele defende (o óbvio, diria) que a integração de uma sociedade se dá por meio do poder comunicativo dos seus cidadãos que a compõem.

    O dia que entendermos bem isso, já teremos avançado muito. Somos todos produtos de nossas influências, de nossas ideologias e de nossas visões de mundo. Pela fragmentação, pela dispersão, pelas diferentes correntes de expressão, é fácil concluir que não existe uma opinião pública santiaguense, embora existam os formadores locais de opiniões. Existe uma opinião pública dominante, a rigor, mas ...apenas isso. Essa é facilmente desfeita, mas aí reside o impasse de todos os que se opõem ao establishment .



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    A produção teórica local, até hoje, não conseguiu sistematizar, mininamente, as razões da ampla hegemonia de um só grupo político no espectro partidário local. A condição de micro-pólo regional de nossa cidade, inclusive sediando um COREDE e uma universidade regional, não evoluiu do ponto-de-vista teórico e continuamos todos capengas. Não existem reconstruções político-partidárias, análises acerca do desenvolvimento das forças produtivas locais, e nem análise histórica sistematizada de nada, nem do moinho santiaguense (gênese da tritícola), nem do nosso hospital e sua princesa alemã, Irmã Guda, nem dos grandes períodos socioeconômicos, por exemplo, anteriores a revolução de 30, estado novo, período liberal/democrático de 46/64, ditadura, abertura, diretas...nada. Absolutamente nada. Recentemente descobri, que sequer temos anotações dos anais históricos do próprio HCS. Isso é tão assombroso quanto patético.


    Isso é preocupante demais, especialmente para uma cidade educadora. 



    Analisar os fatos históricos não é empreender relatos crus com nomes, datas e resultados. Para tal, basta uma leitura nos obituários. Analisar – criticamente – a história é explicar os porquês da união de determinadas forças políticas em sintonia com uma atividade econômica dominante. Nesse contexto, é imprescindível compreender porque os fazendeiros, ligados a pecuária, se agrupavam em torno da cooperativa rural e – majoriatariamente – da ARENA 1. O mesmo raciocínio valeria, a rigor, para as forças da agricultura, agrupadas dentro da cooperativa tritícola e da ARENA 2. Se não existe leitura oficial e nem uma historiografia local, que não seja oral, afeta aos principais elementos do nosso breve processo histórico de dominação, pior ainda é o espectro das forças dominadas, cuja história, além de não existir, é contada pelos dominantes. 


    Falta, inclusive, uma análise atual acerca dos grandes points  ideológicos que emergiram recentemente, da URI ao HCS, que atualmente fazem o papel que – no passado – foi reservado às cooperativas rural e tritícola. Urge, da mesma forma, um debate sobre o Sindicato Rural patronal e sua influência no grupo hegemônico local. Por outro lado, o mesmo raciocínio vale para o Sindicato dos Trabalhadores rurais, o Sindicato dos Servidores Públicos, assim como esses sindicatos ligados as atividades privadas, onde vale destacar o dos comerciários, metalúrgicos e construção civil, dentre outros.


    E aí me questiono: por que é que as universidades locais não se interessam pela sistematização da história local? Por que é que não gravam horas e horas dos relatos dos tradicionalistas da narração oral? O que será de nós, daqui a 50 ou 100 anos, quando quisermos buscar referências históricas de nós mesmos?



    Não podemos ignorar que existe uma tendência mundial de desglobalização pari passu com a volta ao localismo, que é exatamente a narrativa dos valores locais. Jaguari, por exemplo, dá um show em Santiago com os livros de José Newton Marchiori e Otto Gambert.



    Outro dia, escrevendo sobre Santiago, nas longas anotações que faço, possivelmente para serem usadas um dia, depois de minha morte, ocorreu-me de registrar sobre uma guerra das rádios na eleição de 1972; em oposição a Rádio Santiago, que era de Rubem Lang (depois, vendeu-a a Jaime Pinto) a ARENA criou a Rádio Itu AM (não estou falando da atual rádio ITU), que funcionava na clandestinidade para opor-se a Rádio Santiago, que era controlada pelo MDB.



    O que quero dizer com isso, colegas de imprensa, blogueiros, políticos, educadores,... é que tudo isso está se perdendo. E se não registrarmos agora, será um caos no futuro. Seremos um povo sem história, com um passado louco, sem registros.



    O que temos anotado sobre as primeiras indústrias de Santiago? Nada, nunca vi nada, exceto o que eu próprio escrevi. E já tivemos uma grande fábrica de sabonetes e derivados em 1922, da família Piva. Então, onde está o resgate dessa memória histórica? 



    Estamos preocupados em ganhar e lucrar, somos estúpidos, nossa mentalidade é bovina, somos avessos à cultura,  cultuamos a idiotice coletiva, insuflada por nossa mania egocêntrica de nos acharmos melhor que os outros porque temos meia dúzia de despreendidos que empilham palavras e fazem versos. Que cultura é essa se não temos nem um processo de resgate histórico da memória municipal?


    A máxima, que caracteriza os anais históricos do povo judeu precisa ser repetida em Santiago, por isso o título.





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  • 04/05/17--05:21: Sobre listas fechadas
  • Este debate crítico que emerge sobre as listas fechadas não é de todo ruim e tem outros vários vieses. 

    Na faculdade de sociologia, aluno de ciência política do Professor Raul Pont, recém Mestrado pela UNICAMP, tomei contato pela primeira vez sobre o debate sobre as listas fechadas. 

    Raul Pont era um grande defensor destas.

    Passaram-se os anos e o debate emerge. Existem pontos positivos e negativos. Mas, os positivos falam mais alto. 

    Positivo é que o sistema é adotado, com sucesso, em vários países avançados. Isto fortalece os partidos políticos e elimina absurdos tipo o efeito Tirica, Zambiasi e por aí afora. Isto despersonaliza o voto, tira o eu individual (o individualismo da disputa) e concentra tudo no coletivo, na agremiação partidária. É evidentemente mais racional, conquanto as pessoas não estão votando em salvadores da pátria, em homens e sim em propostas de partidos, no coletivo. 

    As listas partidárias forjam um compromisso mais sólido. Excrescências como Lasier Martins, que alugou a sigla do PDT, mão teria chances de sobreviver no sistema de listas fechadas.

    O atual sistema é populista e individualista. Permite que um radialista, um cantor, um jogador de futebol, por mais imbecil que seja, granjeie um cargo sem as menores condições para seu exercício.

    A lista fechada elimina os personalismos, os individualismos e arremete tudo para o coletivo partidário, que saberá avaliar, internamente, que tem melhores condições de representar o partido e defender suas teses. 

    ADEMAIS, fortalece o poder dos partidos e elimina os personalismos, os Romários da vida, os individualistas.

    Eu vejo com bons olhos a adoção das listas fechadas. As pessoas votariam nas propostas e nas teses e não nos homens e mulheres, que são oscilantes, suscetíveis de corrupção fácil, de facilmente cederam ante a pressão corporativa.




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    Deputado Jerônimo Goergen
    Eu recebi uma ligação, agora há pouco, do Deputado Federal Jerônimo Goergen. Ele me disse que estava entrando numa reunião com o Ministro do STF, Gilmar Mendes, mas estava preocupado, segundo suas palavras, para conversar comigo.


    Primeiro, disse-me que é leitor diário do meu blog, fato que eu desconhecia, de qualquer forma, é um honra para nós.


    Segundo, ele me disse que já manteve contato com o Dr. Eduardo, Relações Institucionais da VIVO e passou minhas matérias para ele. Ademais, o deputado está com a discussão entabulada do novo marco regulatório da telefonia e, segundo me disse, vai obstruir até haver uma solução para este caso.


    Por fim, perguntou-se se poderia dar o número do meu celular para o Relações Institucionais da VIVO que ele manifestou apreensão face a repercussão do caso no Congresso Nacional, o que eu concordei plenamente.



    De qualquer forma, nossa luta está surtindo efeito, e o Deputado Jerônimo Goergen demonstra, com este ato, um real e sério compromisso com nossos interesses, o que é elegante é gratificante. 


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    Os impasses envolvendo os problemas com os celulares da VIVO, segundo me disse, agora a noite o Deputado Jerônimo Goergen, estão com os dias contados. 

    O Deputado tomou a frente a questão e foi direto na direção da VIVO. 

    A VIVO está administrando um grave conflito de na mesma faixa de operação de fronteira e isto tem tirado muitos aparelhos do ar. Diante disso, a ANATEL autorizou a VIVO adotar uma faixa própria, que sairia da mesma sintonia da frequência da Argentina.

    Por outro lado, o Deputado Jerônimo me que disse que eu poderia divulgar, pois a VIVO vai fazer um investimento de 24 milhões de reais para melhoria do sistema em Santiago e região, cujo anuncio será tornado público, em Brasília, na próxima terça-feira. 

    Com isso, o sistema voltaria a cobertura completa e eliminaria-se este problema da faixa de fronteira. 

    Muito prestativo e eficiente o deputado Jerônimo em defesa dos nossos interesses. Deu um show. Me ligou duas vezes, hoje; foi atrás, furuncou, arrancou um compromisso da VIVO e empenhou sua palavra na solução do impasse. 

    Gente eficiente assim merece nossa confiança.

    Eu agradeço todo o empenho do deputado Jerônimo Goergen. É assim que eu gosto de político. Solução sem enrolação. 

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