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  • 05/10/17--22:47: LACÔNICO E ANACRÔNICO
  • Perto das duas horas da manhã de hoje saio em busca de água mineral com gás. Vou até o bar do tico-tico, ali na Vila Nova. Está cheio. Mulheres e homens. Várias pessoas conversam comigo. Um senhor me pergunta o que achei do depoimento. Custo a entender. Pensei que era algum caso meu. Depois percebi que ele falava de Moro. 

    Estou tomando um medicamento para desobstrução de artérias que me deixa totalmente fora da casinha. Sensação de tontura, embriagues.

    Fiquei boa parte da tarde conversando com a bióloga santiaguense Jana Martins, trocando idéias sobre meio ambiente, casamento, traições e fidelidade. Lá pelas tantas senti fome. Peguei o carro e fui até o Batista. Sentia uma fome animal. Nem eu sei de onde vem tanta fome. Servi dois pratos enormes e tomei uma taça de vinho. 

    Cheguei em casa e adormeci. Esqueci-me de Lula, Moro, tudo - para mim - ficou indiferente.  Queria mesmo era dormir e esquecer-me de alguma coisa, exorcizar um espírito afetivo. Quando voltei do bar, duas horas da manhã e cinco garrafas de água mineral, li uma responta lacônica, sem pé e sem cabeça. Quatro linhas e nenhuma decisão, exceto a minha.

    Foi bom dormir. Descansei. Relaxei. Agora me volto para a realidade. A minha audiência trabalhista é a primeira da manhã. Medo de encontrar a Mara, que mora no mesmo prédio. Mas, enfim, vou tentar passar despercebido. 

    Josiane Mallet, minha colega tem audiência em Carazinho e chega em Santiago a noite. Temos que acertar sobre um júri em São Borja, dia 17. Meu tempo vai se esvaindo. 

    Desejo a todos um bom descanso. Uma boa quinta-feira. Afinal Lula está solto e tudo que o Políbio anunciou no blog dele, de que Lula sairia preso não aconteceu. 

    Agora tem que começar o desmonte da partidarização da magistratura. 








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    O fake Marcos Rigon, valentão de anonimato no facebook, que fez acusações contra meus amigos, minha família e envolveu até minha filha, não está mais disponível na internet. É claro, como todo covarde, sumiu. Mas agora vai responder civil e criminalmente pelas suas aleivosias. E o IP de onde foi registrado o falso perfil terá consequências mais sérias do que estão imaginando.

    E vou mais longe. Todos os que curtiram e fizeram comentários no face do fake serão chamados à lide como co-autores. 



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    Esta é a Bióloga santiaguense JANA MARTINS, cria nossa, do Itacurubi, filha do seu Martins, prima do prefeito Antônio Martins Trilha. 

    É ligada a SEC de Santa Catarina, mora em Florianópolis, trabalha com perícias e auditorias ambientais.

    Esta lindíssima foto foi tirada em novembro do ano passado, em Portugal, Vila du Conde, na parte histórica da cidade. Uma linda foto, sem dúvidas.

    Solteira, Jana dedica-se somente a causa ambiental, seu irmão mais velho mora em Curitiba. 

    De quando em vez, ela vem curtir Santiago, rever os pagos e conversar com os amigos. 






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    por Redação — publicado 08/05/2017 12h02, última modificação 08/05/2017 - Carta Capital
    Fã de Moro, Diele Denardin Zydek compartilhou convocação de ato pelo impeachment, disse ter vergonha de senadora do PT e aplaudiu condução coercitiva

    A juíza Diele Denardin Zydek, que na sexta-feira 5 restringiu as manifestações favoráveis ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas cercanias da sede da Justiça Federal em Curitiba, usou suas redes sociais para manifestar oposição a Lula, à ex-presidenta Dilma Rousseff, ao PT e à esquerda.
    Zydek é magistrada da 5ª Vara da Fazenda Pública do Paraná. Sua decisão foi tomada atendendo pedido do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), que havia pedido um “Interdito Proibitório” após o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) solicitar um espaço nas proximidades do prédio da Justiça Federal, onde Lula vai depor nesta quarta-feira 10, para montar um acampamento.

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    NOTA DO BLOG

    A partidarização político-ideológica do poder judiciário no Brasil chegou às raias do inconcebível. Juízes engajados partidariamente destilam ódio e preconceito ideológico contra advogados de esquerda e perseguem advogados marxistas, comunistas e socialistas. Exigem submissão ao seu pensamento de direita. Vivemos a pior ditadura. O juiz com pré-conceito ideológico, ele julga a causa antes mesmo de lê-la, ele já é contra porque é contra o advogado. O pior ódio é o ódio ideológico e discriminação ideológica está disseminada, inclusive no TJ-RS. Me processem que eu levo as provas. 

    O CNJ não faz nada, os juízes fazem o que bem entendem, não respeitam as leis, julgam tudo aos seus critérios, está instalado o caos e e baderna, 

    Eu fiquei mais de 100 dias proibido de ver minha filha e não entendia de onde partia o ódio da juíza da causa contra mim. Era um ódio gratuito, sem explicações aparentes.

    Eu nunca neguei que sou marxista, concorri a prefeito pelo PT e não nego os avanços que o PT representou para o país. Agora, minha vida é limpa é sou intolerante contra corrupções e sacanagens com recursos públicos.. 

    Daí eu descubro no facebook da juíza um abaixo assinado contra a posse de Lula na casa civil. Ela destilava ódio contra o PT e por extensão contra os petistas. A atitude dela revela bem a intolerância de pensamento.

    O poder judiciário precisa de gente ponderada, equilibrada, não de perseguidores ideológicos. A pior perseguição contra um advogado é a perseguição ideológica. É pior que a racial, é o pior tipo de preconceito. 

    O MP, da mesma forma. Imaginem os promotores enfiados na política partidária. O que vai virar o país?

    A intolerância de pensamento, a sujeição de vontade, elementos que geram a discriminação ideológica, seja na magistratura, seja no MP, precisam ser objeto de um grande debate nacional. Estes juízes precisam ser afastados de suas funções. Eles não tem equilíbrio, não tem bom senso, não são magistrados, são justiceiros, o que é muito diferente de ser um juiz, que deve pautar sua conduta pela razão, pelo bom senso, pela sensatez e gerar harmonia entre as partes e não semear ódio e intolerância.


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    INTERROGATÓRIO DO EX-PRESIDENTE LULA. ESTOU INDIGNADO COM O QUE ASSISTI
    Após assistir a toda audiência em que ocorreu o interrogatório do ex-presidente Lula, no dia de ontem, fiquei indignado com a forma pela qual o juiz Sérgio Moro conduziu este ato processual.
    Por este motivo, solicito, de público, aos amigos Pierre Souto Maior Amorim e Marcelo Lessa, organizadores do livro “Tributo a Afranio Silva Jardim”, que diligenciem junto à Editora Juspodium no sentido de que não conste, na sua terceira edição, o trabalho do referido magistrado. A obra foi publicada, em minha homenagem, sendo composta por vários estudos de renomados juristas pátrios e estrangeiros.
    Esta minha solicitação, além de ser motivada pelo inconformismo acima mencionado, tem como escopo evitar constrangimento ao próprio juiz Sérgio Moro, diante de críticas técnicas que venho fazendo a seu atuar processual. Ademais, alguns colaboradores da obra coletiva já se manifestaram desconfortáveis em figurar na companhia deste magistrado no aludido livro.
    A minha indignação é tanta que, apesar de professor e ex-membro do Ministério Público experiente, quase não consegui dormir esta noite e, por isso, estou aqui novamente fazendo este aditamento. Sinto necessidade de "gritar", sinto necessidade de "desabafar". Posso estar errado, mas o ex-presidente Lula não está tendo o direito a um processo penal justo. Ele não merecia isso. Fico imaginando o "massacre" a que seria submetida a sua falecida esposa D.Maria Letícia, pessoa humilde e inexperiente ...
    Confesso que continuo amargurado e termino dizendo que, se o ex-presidente Lula restou humilhado, de certa forma, também restou humilhado o povo brasileiro, que nele deposita tantas esperanças.
    Termino também dizendo que restou "esfarrapado" o nosso sistema processual penal acusatório, que venho procurando defender nestes trinta e sete anos de magistério. O juiz Sérgio Moro me deixou triste e decepcionado com tudo isso. Como teria dito um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, "estamos vivendo uma pausa em nosso Estado de Direito" ...
    Afranio Silva Jardim é professor associado de Direito Processual Penal da Uerj.  Livre-Docente em Direito Processual (Uerj)




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    A crise na saúde, em Santiago, ganhou contornos dramáticos nas últimas horas e revela bem a extensão da crise que afeta os ESFs.

    Ninguém sabe ao certo a versão verdadeira. Corre duas.

    A Senhora Perônio, coordenadora dos ESFs, teria se demitido e o pedido aceito.

    A segunda versão, é que ela foi mesmo exonerada da função. 

    Médicos, enfermeiros, técnicos, pessoal da saúde está todo mundo em pânico; afinal, ninguém sabe ao certo o que está acontecendo. 

    Fala-se no fechamento de ESFs e esse seria o ponto de discórdia. 

    Pelo sim, pelo não, Perônio está exonerada e o cargo vago. Com o fechamento da farmácia popular, o nome de Liana Canterle vem a baila 

    O certo é que o cargo de coordenadora dos ESFs está vago e a briga tomou um vulto sem precedentes. 



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  • 05/14/17--13:45: Caso Lula x Moro
  • Como todo brasileiro que busca informações, assisti aos áudios e vídeos disponibilizados nas redes sociais.

    Concordo com um dos grandes pensadores da direita do país, Reynaldo Azevedo. Moro não tem provas algumas, não convenceu a ninguém, suas perguntas eram um cima de meras suposições e o Ministério Público Federal não pode - da mesma forma - provar absolutamente nada. 

    Lula foi coerente, convincente.

    Ante a ausência de perguntas sérias e contundentes, Moro tentou rever casos já julgados. Passou para o país a sensação de impotência e até quem era contra Lula, mudou de opinião: não existe a menor prova contra Lula, existem suposições, ilações.

    A atuação da Justiça Federal foi um fiasco, um fracasso; a gente notava, no tom de voz de Moro, a impotência e a fragilidade. 

    A direita que propagou durante meses que Lula sairia de lá preso, quebrou a cara. Lula saiu mais forte que entrou. Ganhou um palanque notável, se antes já era forte, agora virou uma fortaleza. 

    Moro também está acuado. Pesa sobre ele o fato de estar conduzindo a magistratura nacional para o abismo, com a partidarização e, por extensão, levando juízes a engajamento político-partidário, rasgando a LOMAN, rasgando o NCPC, rasgando a CRFB-88. A magistratura é quem vai mais perder nesse embate, não só pelo caso Lula, mas pelas ações espetaculares de outros morinhos, justiceiros ao invés de juízes, contra políticos de diversos partidos, do DEM ao PT. 

    Garantias e prerrogativas constitucionais que a CRFB assegurou aos juízes e procuradores serão revistas. Estas prerrogativas traziam - em si mesmas - a pressuposição de uma magistratura séria, honrada, ponderada, equilibrada, justa e fazendo as devidas mediações. O que estamos assistindo são juízes e juízas sem consciência dos direitos que lhe foram assegurados pelos constituintes de 1988 e agindo de forma destrambelhada, sem o menor puder, sem o menor bom senso, atirando-se em aventuras políticas partidárias, adotando as bandeiras da direita, criando espetáculos midiáticos, manipulados pela mídia. Estes juízes e estas juízes estão enterrando a magistratura.

    Se deu para o filósofo KARNAL, direitista e amigo de Moro, chegar a admitir a inocência de Lula, se Reynaldo, da VEJA, jogou a toalha, o que mais esperar?

    A manipulação midiática não convence mais os meios alternativos gerados pela telemática. 

    Agora, ninguém mais segura o país. Pessoas decentes e honradas, que foram acusadas de integrar uma organização criminosa, reagiram com perplexidade e indignação. 

    Enquanto isso os roubos dos demais, continuam intactos. Parece até que nunca existiram. Só que estes são documentados, com extratos dos depósitos, são milhões nas contas Aécio, de Serra ...só que a Justiça Federal, de forma parcial e tendenciosa, que provar que é de Lula uma apartamento que a própria construtura usou com garantia real num empréstimo dois anos depois da visita de Lula ao local. 

    Virou um vexame a atuação de Moro e da Justiça Federal. 

    Uma vergonha para país 

    Eu não sou petista, mas me senti atingido com as acusações de que o PT é quadrilha. Eu conheço os petistas daqui e da região, cada qual é mais honrado, limpo e honesto que o outro. Não me venham com essa. A direita local devia ensacar a viola e iniciar logo a campanha do Bolsonaro ao invés de ficarem querendo atingir Lula no que é impossível e impraticável. 



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  • 05/14/17--19:52: Article 2


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    As conclusões do Ministério Público Federal, de que Lula é o chefão da quadrilha, robustecidas pelas posições do deputado santiaguense Bianchini, asseverando que o PT é uma organização criminosa, pode ser notada neste brilhante gráfico, copiei da página da minha, minha ... Priscila, petista honrada e decente. 

    O gráfico deixa bem claro, o que pesa contra um e o que pesa contra os demais. 


    QUEM É QUEM NO MAPA DA ROUBALHEIRA?

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    Mantive um longo contato, agora a tarde, com o Deputado Miguel Bianchini, da comissão de direitos humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

    O Deputado me disse que "não vou ficar omisso em função da gravidade da situação, não por ser contigo, mas com qualquer pessoa. Isso é inaceitável. Vou levar para o plenário a comissão, vou formalizar oficialmente com um requerimento para a comissão acompanhar a apuração por parte da polícia civil e do ministério público, pois se trata de violação dos direitos humanos e da cidadania e vamos acompanhar a apuração e o desfecho".

    Desta forma, agradeço muito ao Deputado sua rápida intervenção. Ele explicou-me que sequer sabia da situação, que só ouviu meu vídeo no domingo. 

    Desta forma, peço desculpas ao amigo e deputado por tê-lo citado de forma deselegante em minha gravação, quando na verdade ele ainda desconhecia a situação.

    A entrada da comissão de direitos humanos do Poder Legislativo Estadual no caso e relevante, especialmente porque o sigilo do meu depoimento na Polícia Civil foi quebrado, e disso se derivou, momentos após, o covarde ataque a minha pessoa, quando recebia uma conceituada médica de outro lugar, em nossa cidade. 

    Se a polícia civil tivesse agido, no IP, como reza o Código de Processo Penal, nada disso teria acontecido e acho louvável que se apurem responsabilidades e ninguém mais indicado que a própria comissão de direitos humanos do legislativo estadual. Ou houve uma terrível má-fé na violação do artigo 20, do CPP, pois sabendo dos antecedentes criminais do arrolado em denuncia da procuradora do município, ainda assim deram a ele conhecimento amplo do meu depoimento. Ninguém é tolo. A polícia civil não me tome por bobo. Foi um ato vivamente calculado, pois sabiam da reação, calcularam tudo, pois sabem todos do descontrole do elemento. 

    Claro que foi tudo calculado e ele sabia da íntegra do meu depoimento pois ele queria que eu incriminasse uma amiga da procuradora como fonte de minhas informações. Não assim fazendo, o descontentamento veio em forma de revide agressivo em pleno calçadão de Santiago, quando eu passeava com uma médica e uma advogada criminalista, que assistiram a tudo. 

    Eu não tenho a menor dúvida que a conduta da polícia civil precisa ser avaliada. Não se pode quebrar o sigilo do depoimento de uma pessoa, justamente para a outra parte, ainda mais sabendo tratar-se de um caso explosivo, de conotação político-partidária. Lamento pelos policiais civis honrados, éticos, que fazem um trabalho sério e que precisam ser preservados neste incidente. É claro que não se tratam de todos, mas é necessário apurar quem exatamente autorizou o vazamento, se o delegado ou se alguém agiu por conta. 


    E a partir deste momento, torno público que usarei meus direitos constitucionais e nada mais falarei em depoimento a Polícia Civil, visto que não mais confio, pois fui honesto, tratei tudo na confiança e na lealdade e o que ganhei foi este revide absurdo, afinal se houvesse sido adotado o devido sigilo, o IP tratado com seriedade, nada disso teria acontecido. 



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  • 05/15/17--15:06: Fobia social
  • Raramente saio de casa. Entretanto, o que me chegam de notícias, fotos, fatos, filmes ... é chocante.

    Dias atrás, recebi uma foto de um deputado dançando numa roda de saravá. Não quis publicar. Não vale a pena.

    Mas recebi um áudio e fotos, nesse domingo, que me obrigaram a entender melhor o conceito de fobia social. 

    E me descubro a cada dia mais tolo por acreditar nas pessoas. 

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  • 05/17/17--11:14: TARSO GENRO E RUY GESSINGER
  • Finalmente, após as 14 horas de hoje, meu prezado amigo GIOVANI DIEDRICH conseguiu recuperar minha senhas e liberar meu blog e meus e-mails. 

    Assim, por enquanto, tudo normal. 

    Estou com muitos e-mails da nossa Confraria e percebi um texto do ex-governador Tarso Genro, bem como um pedido de Tarso para um encontro com o Desembargador Ruy Gessinger, embora nosso querido amigo Ruy esteja indo para uma temporada na Catalunha e na Alemanha. 

    Aproveitei e expus ao nosso ex-ministro da justiça uma questão que me inquieta muito, que é a legitimidade do poder judiciário, onde noto apenas a presença de um curso de bacharel em direito e aprovação em concurso público. Ao meu ver, uma legitimidade bastante complexa concedida pelo poder constituinte de 1988.


    Mas vejamos o que escreve o ex-ministro da justiça de nosso país, um cidadão exemplar, que se negou a aceitou doações da ODEBRECHET:



    Lula, Moro, mas outro confronto histórico

    Tarso Genro*

    O debate sobre os rumos da crise institucional no país se transladou do
    Parlamento para o Poder Judiciário. As elaborações estratégicas sobre os
    seus rumos saíram dos partidos e dispersaram-se pelos movimentos de rua,
    para as redes e para a grande mídia. É um daqueles momentos da história, nos
    quais as forças sociais em confronto não conseguem configurar uma direção
    hegemônica visível, o que tende a favorecer – nos dias que correm – quem
    detém a maior possibilidade de controlar a informação. A versão, a delação e
    a influência nos tribunais, passa a ser cada vez mais decisiva. Nos
    tribunais, os processos originariamente comuns tornaram-se políticos e as
    sentenças políticas adquirem legitimidade – como se fossem autênticas
    decisões judiciais – quando tem o apoio antecipado pelo oligopólio da mídia.


    Um ex-presidente e um juiz de Primeira Instância são, hoje, os protagonistas
    centrais da crise política. O primeiro detém a força popular e democrática
    dos que, na sua vida pública, se voltaram para os trabalhadores, os pobres e
    miseráveis, acordando com os grandes empresários e banqueiros, com os
    movimentos sociais e sindicatos, a distribuição de renda que permitiu ao
    povo um respiro de sobrevivência. Ele fez o bloqueio da degradação pela
    miséria secular naturalizada. O outro detém uma jurisdição nacional de
    “exceção”, o apoio incondicional da mídia oligopólica, que dosa e controla a
    circulação da opinião e faz – dele e dos seus Procuradores – os heróis
    salvadores da pátria ameaçada. Antes, era pelo “comunismo” ateu, agora por
    um irreverente operário católico, que confiou nas conquistas pela composição
    entre as classes e na república sem reformas.

    Moro tem a seu favor a força legitimadora de um concurso público, o apoio
    consciente da classe média conservadora e o poder de convencimento da mídia
    sobre os alienados no mercado. Lula tem o seu talento político, a sua
    autenticidade dialógica, a sua capacidade de liderar massas. Ambos – como
    seres humanos – tem as suas reais ou frustradas pretensões de grandeza – a
    depender de quem os olha – e tem as suas limitações e os seus equívocos,
    tanto a respeito de si mesmos como dos outros. Ambos são julgados de acordo
    com as lentes políticas de quem os vê. Mas esta não é a síntese histórica do
    confronto em curso, que é mais complexo. Foge das contingências específicas
    das personalidades e se abriga em outras categorias históricas: trata-se do
    primeiro grande “round” da luta de classes nacional, no período em que o
    Estado em crise foi capturado pela capital financeiro e está destinado,
    mesmo dentro da democracia, a fazer o seu jogo.

    O controle que este exerce sobre o sentido do público, através da dominação
    do Estado endividado – para que a dívida seja paga da forma que ele acha
    correta – , torna supérfluos todos os partidos. Torna irrelevante a
    hierarquia entre as instituições do Estado (pelo Juízo de “exceção”) e
    imobiliza as Forças Armadas que são destinadas a defender a nossa soberania,
    porque a  mídia “dita” o que é a soberania. O controle torna velhas as
    organizações empresariais e operárias e irrelevantes, tanto  os que resistem
    como os que apoiam as reformas. Porque o Congresso, ferido na sua parte
    majoritária pela corrupção e pelo fisiologismo, é refém da Justiça Penal e
    sua pauta é a pauta exigida pela mídia oligopólica, que se consolidou como
    partido “novo tipo”, que unifica o senso comum com as reformas e dá a
    direção política aos partidos e frações de partidos liberais da direita
    política.

    Assim como o capital financeiro subsumiu o Estado no seu movimento
    histórico, ele aparelhou a liberdade de imprensa e construiu um senso comum
    avesso à política e a produção de consensos no jogo democrático. A pergunta
    mais importante do interrogatório do ex-presidente Lula, foi a que este que
    fez a Moro, quando lhe questionou se aquele se sentia “responsável” pelos
    milhões de desempregados e pela destruição das grandes empresas da
    Construção Civil em nosso país, agregando: “não por combater a corrupção,
    mas pelo método de combater a corrupção”. Não é gratuito que logo após o
    depoimento de Lula – no qual Moro lhe tratou com o respeito devido e as
    redes disseminarem as verdades do outro lado – o oligopólio lavou-se,
    celebrando as delações sobre a presidente a Dilma. Não fugindo à regra:
    divulgando-as como provas para sentenças irrecorríveis, junto a uma grande
    parte do povo que ainda acredita que a Globo exerce, simplesmente, o seu
    direito de informar livremente.

    .-----

    *Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto
    Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações
    Institucionais do Brasil.


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    MAIS NOTAS DO BLOG

    Agradeço ao meu amigo Rudolf Gessinger o envio do texto. Rudolf fica em Porto Alegre, com o Dr. Cristiano Gessinger Paul, tocando o maior e mais respeitado Escritório de Advogacia do Estado.


    DEPUTADO BIANCHINI

    O deputado me ligou agora ao meio dia e deu-me ciência que foi aprovado na comissão de direitos humanos do poder legislativo requerimento de sua autoria para acompanhamento, por parte da Assembléia Legislativa do Estado, das decisões tomadas em Santiago pela Polícia Civil e Ministério Público em face das violações dos meus direitos civis, legais e constitucionais. 


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    As próximas horas irão definir o destino de Michel Temer, se renunciará, se será derrubado ou se será alvo de impeachment.

    As regras constitucionais são bem claras, senão vejamos o artigo 80 da CRFB-88.

    Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.

    A questão que se coloca é que o STF já balizou o entendimento de que o presidente da câmara e do senado, por estarem respondendo por crime de responsabilidade (dentre outras falcatruas) não podem ocupar a linha sucessória.

    Sobra a alternativa constitucional: A PRESIDENTE DO STF será a próxima presidenta do Brasil.

    Ela tanto pode terminar o mandato que seria de Temer, quanto convocar eleições diretas, através de uma PEC ao Congresso Nacional. Ou o povo derruba tudo e faz uma revolução. Aí é outra história.

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    O santiaguense Leudo Costa, advogado e jornalista, é candidato do PROS ao senado da República pelo Estado do Rio Grande do Sul. 







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    https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/11/03/stf-julga-se-reus-podem-ser-presidentes-da-camara-ou-do-senado.htm

    --

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/11/maioria-do-stf-diz-que-reus-nao-podem-presidir-camara-ou-senado.html

    --

    http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/11/maioria-do-stf-rejeita-reu-na-linha-sucessoria-da-presidencia-do-pais.html



    Boa sexta-feira para todos:
    Ministra Carmem Lúcia

    Rodrigo Maia e Eunício são réus em processos que tramitam no STF. Como o STF já decidiu em novembro passado, o mínimo que se espera é que nenhum deles ocupe a linha sucessória. 

    Ante a vacância de Temer e de ambos, pela lógica do artigo 80, da CRFB, a presidência deve ser assumida por Carmem Lúcia, Presidenta do STF. 

    Existem chutes de todos os lados. Mas a Constituição é clara. 

    No sangra Brasil, evidentemente, qualquer coisa pode acontecer. Inclusive o STF rever o que ele próprio já decidiu. 

    A GLOBONEWS anunciou, agora a meia noite, que Rodrigo Maia assume e tem 30 dias para convocar eleições indiretas. Meu Deus, onde está escrito isto? É invenção da cabeça da jornalista. 

    Se o STF aplicar o que ele próprio decidiu para Renan e Cunha, é evidente que nenhum pode assumir. Muitos diriam que é um golpe jurídico do STF, mas não é. 

    Por outro lado, eu vejo Carmem Lúcia como uma mulher exemplar. Vida ilibada, conduta reta, pessoa idônea, honrada, correta, creio que seria uma grande presidenta para conduzir nosso país neste momento de turbulência. Com ela, não passa o golpe da ampliação dos mandatos em dois anos e as eleições de 2018 seriam conduzidas com sobriedade e serenidade, valores que Carmem Lúcia tem de sobra.

    A confusão é grande. A imprensa é desorientada, existem chutes para todos os lados. É claro, o ideal seriam diretas já. Eu tenho posição. Voto em Lula, em Ciro e, por exclusão, em Marina, se não tiver uma das duas opções primeiras. É claro, diretas já, agora, ninguém tiraria a vitória de Lula; e Moro não teria tempo de levar avante suas intenções de impedir a candidatura de LULA. Seria uma vitória estrondosa neste momento. 

    Aliás, como o Moro ficou mal na parada. Não aceitou delações do Cunha, por que será? Muito estranho. Não vi um analista político, destes sérios do país, que não manifestasse estranheza. 

    Por outro lado, a PGR virou o jogo na opinião pública. Prendeu e cortou na carne. Marcou pontos e agora sua atuação foi decisiva e fatal. E amanhã ou segunda-feira, o mais tardar, surgem mais nomes na mesma delação ... são os escalões inferiores, e vem mais surpresas. 

    E o pessoal de Santiago e região com andava com o adesivo em seus carros: não tenho culpa, votei no Aécio.

    Por fim, cada dia meu livro vira profético: " ser político é falar várias linguagens embutidas numa só, é aparentar uma coisa e ser outra, é dizer uma coisa e fazer outra". 





    Por fim, nem tudo está perdido. Nem todos os políticos são iguais. Temos um deputado em Santiago que é um exemplo de honradez e dignidade, limpo, não tem rabo, merece nosso apoio e nosso aplauso. Nosso exemplo, nossas virtudes. Miguel Bianchini.




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    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0503200820.htm


    Projeto sobre redução de faixa de fronteira divide Congresso
    SIMONE IGLESIAS
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA / FOLHA DE SÃO PAUO

    Proposta do Congresso de modificar a atual legislação das fronteiras do Brasil com países vizinhos provoca divergência entre governadores e prefeitos favoráveis à matéria e parlamentares do PT e movimentos sociais que são contra a aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional).
    As faixas de fronteira têm hoje 150 km de extensão. A PEC -de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e aprovada na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado- as reduz para 50 km, em quatro Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

    Pela legislação vigente, as cidades que fazem fronteira com outros países não podem vender terras para empresas estrangeiras sem autorização prévia. Também não é permitido construir estradas, pontes, campos de pouso e até instalar emissoras de rádio e TV, em nome da soberania e defesa.
    As restrições são consideradas impeditivas para uns. Outros acham que acabar com elas seria o mesmo que permitir a desnacionalização do território. A aprovação da PEC, pronta para ser votada em plenário, fez com que parlamentares e movimentos reagissem.

    Originalmente, a proposta estabelecia a redução em todos os Estados fronteiriços, o que atingiria a região Amazônica. Com reação negativa do Exército, a parte foi suprimida.

    A proposta tem apoio de governadores e prefeitos dos quatro Estados atingidos porque estimulará o crescimento.

    No total, 462 das 1.267 cidades dos quatro Estados estão na faixa de fronteira, o que corresponde a 35,6% dos territórios de MS, PR, SC e RS somados. O Estado mais atingido com a redução é Mato Grosso do Sul.

    A proposta enfrenta resistência de parlamentares do PT, da Via Campesina e do MST porque, para eles, abrirá a porta para que empresas estrangeiras priorizem a plantação de eucalipto, formando nas fronteiras um deserto verde. "A PEC avançou por puro lobby das multinacionais", disse o deputado Adão Pretto (PT-RS).

    O PT e o MST se apóiam em investigações da PF relativas à multinacional Stora Enso.

    Em 2005, a empresa finlandesa começou a comprar terras no RS, mas, em razão das restrições legais, constituiu a Azenglever Agropecuária Ltda, com capital nacional e pertencente a executivos brasileiros da Stora, e comprou 46 mil hectares para o plantio de eucalipto.

    A Stora Enso afirma que, após comprar terras e não poder transferi-las para o seu nome, teve de abrir empresa no Brasil que se tornou proprietária das áreas. Eventuais irregularidades sobre a criação da empresa estão sendo apuradas.


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    "Nessa delação dos donos da JBS sobrou até para os deputados que se julgam guardiões da moral e dos bons costumes. Conheço vários".

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    JBS declara pagamentos em espécie a deputado gaúchos Onix Lorenzoni (200 MIL), Alceu Moreira (200 mil), Jerônimo Goergem (100 mil). 


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    Caiu como uma outra bomba, a notícia divulgada pela FOLHA DE SÃO PAULO, agora a noite. Ao todo, são 1.829 políticos eleitos que receberam propina da JBS. A lista aqui do Rio Grande do Sul, a rigor, é uma vergonha, pega esquerda e direita. Menos o deputado Bianchini. Mas o restante, é vergonhoso. 

    Delator da JBS diz ter pago propina a 1.829 políticos eleitos
    O ex-diretor de Relações Institucionais da JBS Ricardo Saud contou aos procuradores da Lava Jato ter pago propina a 1.829 candidatos eleitos.
    De acordo com o lobista, que firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), um montante de quase R$ 600 milhões foi distribuído como pagamento indevido a 28 partidos brasileiros.
    O número representa quase a totalidade de siglas existentes no país. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Brasil tem hoje 35 agremiações políticas registradas.
    Saud disse aos investigadores que o dinheiro ajudou a eleger 179 deputados estaduais em 23 unidades da federação. Os repasses contribuíram ainda para a vitória de 167 deputados federais provenientes de 19 partidos, 28 senadores da República e outros 16 governadores. (TALITA FERNANDE-FOLHA DE SÃO PAULO)

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    Delator da JBS diz que Aécio Neves pediu que a empresa doasse 1.5 milhões para o segundo turno de José Sartori, PMDB-RS.

    O escândalo agora atinge o Rio Grande do Sul.

    Sartori admite tudo em entrevista recente.

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    E mais: já tenho informações que o dinheiro da JBS aportou em campanhas eleitorais em Santiago, no ano passado. 


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    Paladino da moralidade, exemplo de honradez, até então, Onix admitiu que ganhou 100 mil reais da JBS e decidiu gastar em sua campanha, na resta final.

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    Alguém sabe me dizer quem é o político santiaguense que recebeu dinheiro da propina da JBS?

    A notícia corre solta nas redes sociais e eu
    finjo que não sei de nada. 

    Deus está vendo tudo e sabe tudo. Acho melhor vomitarem tudo, senão quando vazar vai ser pior. Eu tenho as informações. 



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