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  • 06/06/17--18:56: Noites traiçoeiras


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    A chuva em excesso muda um tanto a nossa rotina. Fico imaginando minha filhinha, em Maçambará, tendo que enfrentar aquelas estradas lamacentas em certos trechos. Aliás, não só em Maçambará, mas toda a região se ressente em suas estradas de chão e o excesso de chuva. 

    ==

    No país, as atenções se voltam para o julgamento da chapa Dilma/Temer no TSE. Pelo visto, um resultado já previsível. É mais do que previsível a inocência de ambos. 

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    Em Santiago, estivemos reunidos um grupo de advogados. A situação é muito favorável, especialmente porque o caso encaminhado ao Ministério Público pela Senhora Doutora Juíza não é novo e já - inclusive - passou pelas mãos da Promotoria Eleitoral, em Ação do talentoso advogado Diniz Cogo. 

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    A diferença, agora, é que o argumento do Advogado Diniz Cogo, à epoca da campanha, não foi aceito. Agora, quem ele denunciou, corroborou com sua própria versão. Isso muda tudo. O fato, para o Ministério Público, a rigor, não é novo. O que facilitará, em muito, o andamento do caso. 

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    Estamos todos ansiosos pelos primeiros depoimentos no MP. Vai ser um verdadeiro terremoto político em Santiago. É um verdadeiro brete para a situação: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. 

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    O bom é que está tudo sendo feito dentro da normalidade democrática, da lei e da Constituição. O que é saudável, elogiável e grandioso para a democracia e a transparência dos processos eleitorais. 

    Tem gente que acha que nós não sabemos diferenciar a questão eleitoral da penal. Por outro lado, o Ministro do TSE Herman Benjamim deixou claro que fatos novos, surgidos a posteriori devem, sim, serem trazidos aos autos, desde que configurem indícios de crime. 

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    O fantástico cineasta Costa Gravas produziu, em 1976, o filme Chove sobre Santiago. Foi um grande sucesso na Europa e, depois, com a redemocratização, fez enorme sucesso também em nosso país. O filme é sobre o golpe militar no Chile. 

    Hoje, a chuva sobre nossa SANTIAGO do Boqueirão é dupla. Existe um embate jurídico em andamento, e, saudosistas tentando a quebra da normalidade democrática, acerto de contas pelas balas afora, o que eu não apoio, embora esteja bem ciente do que está acontecendo. Os bons entendedores sabem ao que eu me refiro. 

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    O Bispo Arnaldo é o maior sucesso na rede mundial de computadores; com um canal no youtube, o Pastor Arnaldo, que se promoveu a Bispo, líder mundial da Igreja Evangélica Pica das Galáxias, com sede em Madureira, RJ, interpreta o evangelho e os líderes evangélicos em tom de sarcasmo. Seu sucesso foi tanto, que o Reverendo Caio Fábio fez com ele uma longa entrevista. Pastor na vida real, casado com uma pastora, Arnaldo virou um show. Armou polêmica com todos os tele-evangelistas e segue uma trajetória de sucesso.







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  • 06/08/17--10:14: A gripe me derrubou
  • Há muitos anos eu não tinha sido abalado por uma gripe como esta peguei agora. Moleza total no corpo, dores no corpo, parece que a cabeça está solta, rouquidão total. Gripe é gripe e das brabas.

    Há dois dias (hoje é o terceiro) que estou com este quadro gripal. Só que da noite passada para hoje, a coisa piorou. 

    Estou encerrado, ausente e pouco participativo. Espero que tudo passe logo e eu me recupere em breve para voltar a ativa e combater o bom combate. 

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    Eu sempre ouvi falar que as pessoas caíam devido a gripe, mas confesso que nunca acreditei. De ontem para hoje, piorei barbaramente, peito sufocado, tossindo muito, garganta fechada, ineficiência dos medicamentos, corpo dolorido, até as pálpebras dos meus olhos doem. Nunca imaginei que uma gripe fosse me deixar no estado que estou. Combinado com tudo isso, a febre, que não passa, não baixa, é quem quadro bem complicado. 

    Mas, enfim, vejo tanto falarem que a gripe é um estágio, que tem a fase aguda ... agora, creio, pelo empirismo, entrei na fase aguda.

    Como tudo na vida é um aprendizado, constatei - pela primeira vez - o peso de uma gripe e o que é cair por causa de uma. Esta madrugada, acordei,  num certo momento, com o peito sufocado, a garganta fechada ... por incrível que pareça, achei que iria morrer sufocado ... mas botei um chá no microondas e tomei-o bem quente e até surtiu efeito. 

    Mas, enfim, estou na resistência. Tenho prática em lidar com bandidos, mentirosos, farsantes, mas com a gripe eu não sabia lidar, foi a primeira vez que cai e me senti derrotado e impotente. Ademais, sozinho, é tudo mais difícil, a gente se sente um tanto impotente: é a síndrome do lobo solitário.

    Vou me virando, tocando meu barco, que é minha própria vida. Deus sabe quando devo sair ou para onde ir. Estou fazendo minha parte, cuidando de mim mesmo, tomando os medicamentos ... Vamos ver os desdobramentos. Queria dizer a todos que estava bem, mas não estou, mas também precisar seguir com meu barquinho a navegar ... 

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    Eu era muito amigo do Brasa, apelido carinhoso do Claudiomiro Lima. Conheci-o por intermédio do Lindomar Guareski, sendo que - à epoca - ambos eram obreiros da Igreja Universal local. 

    O Lindomar foi quem me apresentou a Eliziane; ele estudava história na URI e dedicava-se a igreja universal. 

    O Pastor Alexandre, líder então da Igreja, era muito amigo meu. Gostávamos de conversar. 

    Brasa era um obreiro fiel. Contava e dava depoimentos sobre a vida errada que houvera tido no passado.  Depois, ambientou-se na Igreja, casou-se e parecia que tudo ia bem em sua vida. 

    ...

    Passou-se um tempo e encontro-o na rua. Ele me conta que tinha abandonado a Igreja. De certa forma fiquei chocado por ali estava um esteio importante em sua vida e em sua ressocialização.

    Era uma pessoa muito amável, prestativo, educado...

    Quando me ligaram, ainda pela manhã, para ciência de seus assassinato, fiquei atônito, sem entender ... a gente nunca admite racionalmente a morte de um amigo. 

    Por instantes reconstrui sua vida, seu passado, seus momentos de obreiro na IURD, e, depois sua decisão de deixar a Igreja. 

    Sua morte morte foi violenta, machucada, doída para todos nós que o amávamos. 

    Perdi um amigo. 

    Não faço julgo e nem emito juízos sobre o destino das pessoas. Deus, o Eterno, está com seu filho. Viveu uma vida conosco. Passou um tempo na Terra. Descansou na Paz. 

    Adoentado, com uma gripe que tem deixado 90% do tempo na cama, não tinha encontrado coragem para registrar a morte do Brasa. Ele também era político, criou um partido ligado a universal, e fazia campanha para o PP, foi coligado - oficialmente - inclusive. Ocupou CC na prefeitura. Trabalhou com desenvoltura, era dedicado, tinha um raro talento de pintor. 

    Que o Eterno o receba em seus braços. É um filho seu. Um irmão nosso. 

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    Na pesquisa espontânea feita pelo Vox Populi, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados pelos entrevistadores, a quantidade de menções a Aécio não completou nem 1% do total. 
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 40%, seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC), com 8%. Na sequência aparecem Marina Silva (Rede) e Sérgio Moro, com 2%.
    Na pesquisa estimulada, na qual uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados, Aécio tem apenas 1% das intenções de voto em um eventual embate de primeiro turno com Lula (46%), Bolsonaro (13%), Marina Silva (9%) e Ciro Gomes (5%), do PDT.
    Na pesquisa estimulada com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como candidato do PSDB, Lula novamente lidera. Ele vai a 45%, contra 13% de Bolsonaro, 9% de Marina Silva e 4% de Ciro Gomes e Alckmin.
    Se João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, é o candidato tucano, o cenário segue estável. Lula fica com 45%, contra 12% de Bolsonaro, 9% de Marina, 5% de Ciro e 4% de Doria.
    A pesquisa foi realizada entre 2 e 4 de junho e ouviu 2001 pessoas em 118 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

    Lula vence em qualquer cenário, sozinho, no primeiro turno. 

    Fonte - Vox Populi - Revista Carta Capital






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  • 06/10/17--15:24: Aprendendo com a máfia
  • Lições da Máfia, extraídas do livro The Manager Mafia

    -Se não der para ganhar uma luta honesta, use golpes baixos ou mande outra pessoa lutar por você.

    - Quando o pântano está cheio de jacarés, drene o pântano.

    - Se tiver que bater em alguém quando ficar zangado, cuidado para que esse alguém não seja você mesmo.

    - É muito melhor que seus inimigos pensem que você é maluco do que o achem razoável e racional.

    - A oportunidade faz o larápio: quem não tem a oportunidade de roubar se diz um homem honesto.

    - Nada pesa menos que uma promessa.

    - Se tiver de machucar alguém, faça-o tão brutalmente que não haja risco de uma vingança.

    - Se permitir que seus inimigos – ou amigos – pensem que são iguais a você, eles imediatamente se sentirão superiores a você.

    - Sempre tire a cobra do buraco com a mão de outra pessoa.

    - Nunca faça um inimigo sem necessidade.

    - É preferível que seu inimigo superestime a sua estupidez do que sua esperteza.

    - Não tente mudar seus inimigos, tente controlá-los. Saiba onde estão, o que pensam e em quem confiam.

    - De vez em quando agüente um idiota; você pode descobrir algo de valor. Mas nunca discuta com ele.

    - A única maneira de guardar um segredo é não falar nada.


    - Em qualquer empreendimento, multiplique os aspectos negativos de suas perspectivas por dois. Divida os aspectos positivos pela metade.

    - Se tiver de mentir, seja breve.

    - Abra a boca e a carteira com cautela.

    - A melhor defesa contra os traidores é a traição.


    - Algumas derrotas são melhores que a vitória; infelizmente, algumas vitórias são piores que as derrotas.


    - Nenhum crédito vale tanto quanto o dinheiro vivo.

    - Muitas vezes, perde-se a isca ao fisgar o peixe. É uma perda necessária.

    - A melhor proteção é ficar fora do alcance do perigo.

    - Um chefe de gangue esperto, faz ele mesmo uma parte do trabalho sujo e se assegura de que seus soldados saibam disto.

    - Se tiver de se curvar, curve-se muito, mas muito baixo. E guarde a lembrança amarga até poder se vingar.

    - Mil amigos não são o suficiente. Um inimigo o é. Não existe inimigo inofensivo.


    - Se não puder vencer, faça com que a vitória de seu inimigo tenha um preço exorbitante.

    - O peixe morre pela boca.

    - Quando você aceita o meio-termo, você perde. Quando você parece ter aceito o meio-termo, dá um passo para a vitória.

    - Aço ruim não dá bom fio.

    - Quando se zangar, feche a boca e abra os olhos.

    - Águias não caçam moscas.

    - Ao patinar em gelo fino, passe rapidamente.

    - Nenhum homem dá tanta importância às virtudes quanto às mulheres.

    - Dinheiro é sempre bem vindo, mesmo que seja numa sacola suja.

    - Se você não perceber o truque na primeira meia hora de jogo, desista.

    - A freira fugitiva sempre fala mal do convento.

    - Um punhado de sorte vale mais do que uma tonelada de sabedoria.

    - Tudo o que vai, volta – mas nunca a tempo.

    - Lobos perdem os dentes, mas não o instinto.


    - De cada quinze que elogiam, pelo menos quatorze mentem.

    - Lide com os fatos de uma situação ruim como se fosse pior do que o são. Não tente lidar com os fatos de uma situação boa.

    - Mulher, vento e sorte mudam rapidamente.

    - Sempre se tem o suficiente – suficiente para guardar, para recompensar, para ser roubado – se antes se abocanhou tudo.

    - Acredite no homem, não no juramento.

    - Mais virgindades já se perderam pela curiosidade do que pelo amor.

    - Sentimento é coisa de imbecil.

    - Só se conhece o soldado quando ele vira tenente.

    - Quando tiver de cortar, convença a vítima de que você é um cirurgião.

    - O capo conta parte de seu plano para um, parte para outro, tudo para ninguém.

    - Para acabar logo, vá com calma.

    - Todo botão tem um terno no armário.

    - A sorte sorri e depois trai.

    - A mulher de um homem descuidado é quase viúva.

    - Muito depois de os outros pecados terem envelhecidos, a avareza continua jovem.

    - Se você é a bigorna, seja paciente; se é o martelo, bata.

    - A escolha errada, muitas vezes, parece a mais razoável.

    - A sorte está do lado dos fortes.

    - O silêncio não comete erros.

    - Na paz, esteja preparado para a guerra.

    - Deixe seu adversário falar. Quando ele acabar, deixe que ele fale um pouco mais.

    - Não ensine aos seus soldados todos os seus truques, ou você pode se tornar vítima de si mesmo.

    - Em casa fria, procure um corpo quente.

    - Para enganar um inimigo, finja que o teme.


    - Depois da guerra, muitos heróis se apresentam.

    - Dissabores sempre entram pela porta que lhes foi aberta.

    - Depois da vitória, afie a faca.

    - Quem nunca sai à rua, não conhece o pedaço.

    - Se os outros passam toda a vez que você tem uma boa mão, é porque lêem sua expressão.

    - Quem bate primeiro, bate por último.

    - Vitórias são temporárias, derrotas também.

    - Trate estranhos como amigos. Confie neles como num estranho.

    - Muitas divergências podem ser resolvidas entre lençóis.

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    Completa 97 anos de idade, hoje, meu tio ROMEU SOARES DE LIMA, irmão de minha mãe. Romeu filho de LEODINA SOARES DE LIMA e SEVERINO HENRIQUE DE LIMA, meus avôs, todos de Florida e Rincão dos Soares. 

    Meu bisavô, pai de minha mãe e do tio Romeu era o senhor LINO SOARES PAIVA.


    Ainda, hoje, por incrível que pareça, meu tio pratica tiro ao alvo e jura que mata um gavião no vôo. 


    Nosso bisavô Lino Soares Paiva morreu com 102 anos de vida ... o Tio Romeu - pelo visto - vai chegar fácil aos 100 anos.


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    Existem questões inquietantes em nossas vidas e cujo alcance de nosso entendimento nem sempre são perceptíveis à luz da nossa razão empírica.


    Pensar o Brasil, hoje, pensar nosso Estado e nossos municípios neste contexto, exige de todos nós conhecimentos múltiplos sobre o Estado, concepção de Estado e os limites da intervenção que queremos ou julgamos próxima do ideal.


    No governo de FHC, eu tinha uma compreensão até razoável, pois entendia o pensamento de Guilhermo O`Donnel e sei bem que o nosso ex-presidente tinha um alinhamento quase total com as ideias deste. Assim, a privataria e a destruição do Estado, especialmente das corporações, o enfraquecimento do Estado com a política de privatizações, o sucateamento do ensino público superior e das forças armadas, tudo se encaixava, à luz da compreensão teórica que pautava o governo tucano.


    Já os governos petistas, Lula e Dilma, sempre foram mais complexos. Havia um lado claramente intervencionista e estatal. Voltou-se a valorização do ensino superior e tecnológico como nunca antes visto na história deste país. Nunca as forças armadas foram tão valorizadas, desde a questão salarial em si até um híper-aparelhamento moderno do parque logístico. Contudo, nunca se viu tanta oposição do campo militar como viu ao PT. Era uma contradição sem tamanho. Quanto mais o PT investia nas forças armadas, mais estas se voltavam contra o partido e seus dirigentes. Já quem sucateou as FFAA, desvalorizando-as ao extremo, sempre recebeu amplo apoio da caserna. Uma contradição terrível.


    Por outro lado, o governo do PT manteve a economia aquecida, houve um incentivo à construção civil, a linha branca de eletrodomésticos, a própria indústria automobilística aquecida, em suma, o país andava.


    O fracasso do pré-sal e seu símbolo maior, Eike Batista, embora fosse uma crônica de morte anunciada, era solenemente ignorada.


    Contudo, o PT não se limitava a economia e começou a impor mudanças liberalizantes extremadas na superestrutura social, kit-gays nas escolas, incentivo a união civil de pessoas do mesmo sexo, adoção por casais de mesmo sexo, radicalização extremada da defesa dos direitos humanos (de bandidos e traficantes) ... e isto tudo foi levando a um descontentamento de um lado da sociedade, que, mesmo a despeito dos avanços da economia, era profundamente incomodado com a política liberal dos costumes. Foi neste contexto que surgiu a reação direitista evangélica e também que os teleevangelistas passaram a ganhar força. O mesmo raciocínio vale para a igreja católica conservadora.


    Havia, assim, um descompasso entre os avanços da economia com os avanços liberalizantes do campo social. A teoria leninista de que a infra-estrutura econômica determinaria a superestrutura social, dava sinais evidentes de descompasso. Só que ninguém soube ler as reações esboçadas nas marchas contra os kit-gays nas escolas, marchas com Jesus ... enquanto preferiam focar nas marchas GLSTs.


    A dualidade da sociedade brasileira estava estampada.


    Porém, a síntese da sociedade nacional estava muito além, eis que centrada na questão do congresso e na relação com o executivo.


    Os staff petista extraíra lições da queda do governo Collor e tinha bem claro a necessidade de comprar o congresso e manter a hegemonia política em meio a uma aparente contradição, pois só o controle do executivo não bastava, era necessário ter ao lado o Congresso Nacional. Foi aí que lançou-se mão do primeiro grande esquema de compra de bancadas inteiras. Como emendas parlamentares não bastavam mais, foi necessário a compra, em espécie, de deputados e senadores. No conluio do prostíbulo, juntaram-se as adversidades, do PP ao PT, passando pelo PMDB, PR, PTB ... Lotearam-se os cargos públicos e começou aí a pilhagem do Estado. Cada um metia a mão onde podia, como podia.


    O BNDES sempre foi uma caixa preta e sempre passou despercebido da imprensa, do próprio TCU, da GCU, no MPF ... dos parlamentares, nem se fala, quem sabia, era beneficiado diretamente e todos calavam. Foi necessário o escândalo dos irmãos Batistas para que o Brasil acordasse para a caixa preta que o Banco sempre representou.


    Uma leitura depurada do Brasil, hoje, ensejará uma compreensão do peso das grandes corporações nacionais, da Odebrechet, passando pela JBS, que sempre os recursos públicos financiaram as maiores bandalheiras. É evidente que a corrupção é generalizada em nosso país.


    Resta saber o que fazer?


    Muitos pedem o endurecimento, com intervenção das Forças Armadas. Reconheço que as forças armadas mantiveram-se intactas e imunes à corrupção. Deriva-se daí a simpatia que muitos devotam pelos militares. Contudo, os militares brasileiros não têm teorizações sobre o Estado, sobre os limites da intervenção do Estado, não tem um programa para o Estado. Gozam do apoio de setores da população, mas não sabem como se comunicar com estes setores, são um Leviatã sem cérebro, falta Hobbes, Maquiavel, Gaetano Mosca, Gramsci ou até um D`Onnel, que os ferre por dentro, como fez FHC. Enquanto outros, acham que a saída está num Leviatã com cérebro de minhoca, como Bolsonaro.


    Poucas pessoas leem os boletins do clube militar do Rio como eu. São epítetos simplistas, não tem uma plataforma que convença à sociedade, não tem lideranças, são risíveis, chega a assombrar, quem pensa. As limitações da Escola Superior de Guerra pecam no preconceito e o limite de sua compreensão não vai além no nióbio e do Estado do Amapá.


    A sociedade pós-moderna, a sociedade em rede (deveriam estudar Manoel Castells), a extensão dos estamentos dentro das classes sociais, a multiplicidade de forças, as contradições que vão dos punks aos skiners, passando pelos moradores do Morumbi aos drogados da cracolândia, enseja muitos estudos além MST e dos proprietários de terra. Dos espíritas aos evangélicos em suas múltiplas segmentalizações, passando por católicos ortodoxos e carismáticos, tudo enseja uma compreensão mais abrangente, muito mais abrangente, e noto que isto falta in totum as forças armadas no Brasil.


    O poder judiciário brasileiro, depois desta demonstração ignóbil do TSE, está mais do que evidente a imperiosa necessidade de mudança das regras, em todos os níveis.


    Hoje, existe outra contradição insanável, aparentemente. Quem lê as teorizações dos procuradores públicos federais, embora até bem intencionadas, nota-se facilmente uma crítica a legitimidade ilegítima conferida pelos processos eleitorais, eis que maculados pelo dinheiro sujo da corrupção. Pertinente o raciocínio; porém, levar o debate para o campo da legitimidade, certamente escorregaria na ilegitimidade do próprio poder judiciário e suas funções essenciais, onde inclui-se o próprio ministério público. Teriam que estudar Hannah Haring um pouco mais.


    A legitimidade do poder judiciário advém do processo constituinte de 88 e a teoria de Montesquieu de harmonia e independência dos poderes está em crise em nosso país, um poder critica a ilegitimidade do outro, enquanto outro não tem legitimidade alguma, exceto um curso de direito e a aprovação num concurso público.  É claro que este debate acerca da legitimidade é muito sério e é bom que se levante.


    Já o poder judiciário em si, afora ter teorizações sofríveis, padece de um engajamento acrítico, hora tomando carona nos movimentos tucanos, hora embarcando nos teóricos petistas, que não são poucos, hora embarcando em teorias próprias de juízes federais que semeiam a divisão dentro do próprio poder, auto-diferenciando-se das cortes superiores, porém numa postura messiânica e individualista de corpo, como se fossem o epicentro e a síntese da sociedade brasileira. Quem conhece o manifesto da AJURIS nota as limitações e a ausência de uma compreensão maior da sociedade. Seria bom, se na esteira deste manifesto, que os juízes propusessem então algum tipo de legitimidade para si, senão a atual e precária realidade.


    Por fim, todas as pesquisas revelam que Lula venceria as eleições hoje.


    Eu acredito nas pesquisas e na intenção de voto do povo brasileiro.


    O empirismo do sabor popular clama pela volta ao consumo, pelas facilidades da era Lula, empréstimos e crediários, casas, carros, construções, FIES, universidade federais, IFETs, bolsa família, vale gás, vale isso, vale aquilo...o discurso sedutor de Lula, onde tudo é fácil.


    O Brasil não é uma ilha e a realidade política internacional ensejaria mais que discursos fáceis.


    Mas se nem compreendemos nossa realidade interna, o que esperar de compreensão da realidade externa.


    É neste contexto que se explica a ascensão de Lula.


    As pessoas aqui no Sul, cépticas ante a realidade das pesquisas, preferem botá-las em dúvidas, alegando as que as mesmas são petistas. Não se trata disso. Lula realmente lidera e sua ascensão está relacionada diretamente com a resposta que dá ao povo brasileiro, eis que fala em sintonia com as aspirações populares ... o povo, a rigor, passa por cima das roubalheiras que o PT protagonizou ou facilitou, tipo Eduardo Cunha e Sérgio Cabral. Ninguém quer a reforma da previdência e a reforma trabalhista, exceto o núcleo patronal e grande mídia.


    Grande mídia?


    É de chorar, hoje não existe mais a manipulação da grande mídia. Não que ela não exista e não que ela não tente influenciar a opinião pública. É o contrário. Ela existe e tenta influenciar; a questão é que ela não consegue mais malversar as informações ao seu favor, do contrário, nada explicaria a força de Lula e o ressurgimento do PT, que marcha para uma grande vitória.


    Não é fácil ler a sociedade brasileira e nem entendê-la em sua multiplicidade de forças. A complexidade de uma leitura da superestrutura social e jurídica, pari passu com a infraestrutura econômica enseja múltiplos elementos jogados no debate. Do contrário, ficamos com os achômetros de moscas tontas.



    Por outro lado, temos que reconhecer que tudo o que está acontecendo é saudável. A democracia está em pleno vapor, as instituições funcionando, precariamente, mas está, apesar do TSE, a liberdade de imprensa, a liberdade expressão e a liberdade de opinião ainda é o melhor caminho, seja para apontar nossas contradições, seja para vislumbrar uma luz no fundo do túnel, se é que ainda existe túnel. 




    (escrito direto e sem revisão, devido ao meu estado gripa e febril)

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    Médico Franklin Cunha
    Um dos textos mais lúcidos que li sobre o momento atual em nosso país.

    Parabéns.


    Franklin Cunha
    Médico
    Da Academia Rio-Grandense de Letras

    === 

    Texto da ARL
    Franklin Marcantonio Cunha é médico, formado em 1965 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
    Publicou cerca de cinquenta trabalhos científicos em sua especialidade (ginecologia e obstetrícia).
    É membro da diretoria do movimento de defesa da vida do Rio Grande do Sul, tendo participado de inúmeros debates nos meios de comunicação de todo o país.
    Membro da Academia Rio-Grandense de Letras (Cadeira 9), cuja posse solene foi realizada em presença do Secretário da Cultura do Rio Grande do Sul, Sr. Luís Antônio de Assis Brasil, o qual representava o Sr. Governador do Estado, e na presença de uma audiência de mais de cem pessoas, entre secretários do estado e do município, além de vários magistrados (Jaime Piterman, Judith Motecy, Nério Lett, entre outros) e de  muitos acadêmicos, colegas e amigos de várias partes do estado. O discurso de recepção foi pronunciado pelo acadêmico, médico e renomado escritor Prof. Dr. José Eduardo Degrazia, que elaborou alentada e pormenorizada biografia do acadêmico a ser empossado naquela memorável noite de 17 de julho de 2013.
    Membro do Conselho Estadual de Cultura (segunda gestão), indicado pelo Sr. Governador Tarso Genro e empossado pelo Sr. Secretário da Cultura, Luís Antônio de Assis Brasil.
    Tem cinco livros publicados no gênero de ensaios:
    • Deusas, bruxas e parteiras, 1995, Editora Livraria do Advogado, Porto Alegre.
    • A lei primordial e outros ensaios, 2005, Editora AGE, Porto Alegre, e que ganhou o Prêmio Livro do Ano, 2005, da Associação Gaúcha de Escritores.
    • A raiz da esperança: ensaios, crônicas, histórias, Editora AGE, 2010, Porto Alegre.
    • Uma arquiduquesa imperial entre nós, Editora Pradense, 2013.
    • Ensaios contemporâneos, Editora AGE, 2014.
    Organizou e colaborou com os colegas Blau Souza, Fernando Neubarth e José Eduardo Degrazia, nas sete edições sucessivas da série Médicos (pr)escrevem: contos, ensaios, histórias (Amrigs, Sulina e outras editoras), publicada entre 1995 e 2002.
    Tem várias colaborações para a série Nós, os gaúchos, da Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
    Escreveu um longo e bem elaborado ensaio sobre o escritor franco-argentino Paul Grossac, o qual foi editado em forma de CD pela Faculdade de Filosofia e Letras da UFRGS, tendo por organizadora a professora Zilá Bernd, em 1996.
    Teve mais de 60 textos publicados no jornal Zero Hora, na revista do Instituto Estadual do Livro, nos jornais O Sul, Diário Catarinense, Jornal do Brasil, Jornal MenteCorpo e outras publicações gaúchas, nacionais e até mesmo internacionais, como a revista Humanidades, cultura e cidadania, editada em Lisboa por José Luís Gil e de cujo conselho editorial também faz parte.
    É editor do jornal MenteCorpo, cujo editor-chefe é o psicanalista Dr. João Gomes Mariante.

    É ex-editor chefe da revista da Associação Médica do Rio Grande do Sul, da Revista Femina do Rio de Janeiro e da revista científica do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre, onde trabalhou por 25 anos.


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    Pelo dias dos namorados. 

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    Tarso Genro *



    Hungria. Entre 23 de outubro de 1956 e 10 de novembro, do mesmo ano, no período do que foi chamado de “Revolução Húngara” – ou “contra-revolução”, segundo outra perspectiva – um grande movimento que defendia liberdades políticas, estimulado por uma grave crise econômica, depõe o governo comunista “real” de  Erno Gerö, alinhado com a URSS. A trepidação no Partido Comunista permite elevar à condição de Chefe de Governo, a Imre Nagy, um quadro comunista renovador – ex-combatente da Primeira Guerra mundial – até então minoritário nos mecanismos deliberativos do Partido. Nagy – depois da ocupação soviética em 10 de novembro do mesmo ano – é deposto e substituído pelo stalinista Janos Kadar, apoiado pelo Exército Vermelho. Kadar firma novamente a Hungria na órbita soviética e promove, dois anos depois, a execução de Nagy, preso caído em “desgraça” pelas suas simpatias com as demandas de liberdades políticas da “Revolução Húngara”.



    França. Entre 26 de outubro de 1795 e 9 de novembro de 1799,  o “Diretório” dirige a nação. É o regime da Primeira República Francesa, orientado por “republicanos moderados”, que elitizam a revolução, instauram o voto censitário e também enfrentam, não só tentativas de restauração monárquica, mas  igualmente vários movimentos revolucionários que tentavam reinstituir os princípios igualitários, que estavam na origem de 1789. Robespierre, o “Incorruptível”, já havia sido guilhotinado pelos “excessos” cometidos no período do Terror, aos quais ele não queria renunciar. Neste momento, Saint Just diz que  “a Revolução está congelada”, pois  o “Diretório”, que organiza o novo regime, transforma-se “na vingança da sociedade civil sobre a democracia revolucionária”, que não conseguira instituir uma ordem consensual de poder.

    Dizer que as revoluções comem os seus próprios filhos é uma redundância. Comparar as situações históricas referidas, com a nossa crise atual, é um exagero. Primeiro, porque não estamos no curso de uma revolução; segundo porque – para responder ao desajuste  institucional que estamos vivendo – não há nenhum movimento insurgente clássico  contra a democracia política. A fragilidade da democracia, neste momento, não está na sociedade, mas está ancorada nas próprias instituições que sustentam a soberania: a fragilidade da Presidência, a pobreza moral e política do Congresso, a emergência do Ministério Público e da Polícia como poderes “quase-soberanos”, bem como nas dificuldades do Supremo Tribunal Federal, para resgatar a sua função de Guardião da Constituição. Estamos, assim, é iniciando um processo (des)constituinte, que pode ser bloqueado, não uma crise terminal de regime.

    Na cruzada para derrubar a Presidenta Dilma foram forjados argumentos jurídicos, cujo convencimento só poderia prosperar num Congresso dotado de uma transparente amoralidade  e pobreza ideológica, atestada pelos próprios argumentos da malta majoritária, que ao votaram o “sim” ao “impeachment”. O resultado foi este Ministério que aí está. Este Presidente acossado que aí está. O aprofundamento da crise que aí está. Os exemplos dos destinos de Nagy e Robespierre, em outras épocas, simbolizam o destino merecido do Senador Aécio Neves e outros próceres do golpe, que bradavam aos quatro ventos -com apoio do oligopólio da mídia- que para acabar com a corrupção bastava “tirar o PT do Governo”. Lição comparada: o golpismo pós-moderno ainda não tem filhos, mas já come os seus próprios pais e, se a Revolução não está “congelada” (pois nem está em curso) e a democracia está petrificada pela judicialização da política e a república travada num impasse ciclópico.

    O Congresso do PT firmou, na direção sobre o Partido, o mesmo grupo hegemônico. Foi preso o deputado Rodrigo Loures, assessor direto do Presidente; circula a notícia de mais um processo contra Lula; um grupo de deputados faz acusações implícitas contra o ministro Fachin (de que ele teria relações equívocas com um “delator premiado”); Janot denuncia Aécio junto ao STF  e pede a sua prisão; o resultado do julgamento do TSE infere que Temer pode superar a “crise” e  permanecer no poder até 2018. O esfacelamento da esfera da política, que atingia em cheio os partidos , está sendo agora de tal monta que a própria  Rede Globo – que se transformara num partido unitário do golpismo e do anti-petismo – também vem perdendo o seu papel dirigente: não consegue emplacar a deposição de Temer, igualmente defendida pela esquerda  que defende eleições diretas para sairmos da crise. É uma situação de tal anomalia política e institucional, que qualquer prognóstico para as próximas doze horas pode sucumbir envenenado pela rapidez da história em rede.

    Neste já longo processo de “exceção” – não como golpe tradicional, mas como “técnica” de governar a rotina formal  das instituições – nenhum fato foi tão simbólico do nosso drama republicano como o julgamento da cassação da chapa presidencial. Ali os projetos de classe revelaram toda a essência da crise, já que a inversão de papeis dos atores políticos não alteraram, mas revelaram  a essência do projeto golpista: interromper o mandato presidencial, para revogar o que nos  restava de Estado Social. O consórcio político da Globo quer a saída de Temer, porque este perdeu as condições de fazer as “reformas” que liquidam com este Estado Social. A liderança política do Ministro Gilmar sobre o Supremo -que até ontem era festejada pela própria Globo como relevante- tornou-se um incômodo, pois o Ministro passou a bloquear a cassação da Chapa, deixando para história -involuntariamente- o atestado pleno de um “impeachment” sem causa. Ou melhor, apenas pendurado no  ridículo argumento das pedaladas.

    Do lado da esquerda, que pedia coerência ao TSE para a cassação da chapa presidencial – em nome da busca de uma saída para a crise – apreciava-se positivamente o voto do Ministro Benjamim. Mas, atenção: ele partia da validação de provas de “exceção” – que é o que são as delações premiadas sem confirmação dos fatos  no processo –  portanto, aproveitando os mesmos mecanismos probatórios\acusatórios, que reputamos como inválidos nos processos encetados contra o Presidente Lula. Mais além da questão da coerência impossível dos atores políticos, neste momento de desordem democrática, tudo isso é resultado do esvaziamento da esfera da política, que foi executado pela imposição da agenda das reforma, exigidas pelo complexo midiático golpista. Este, usando  o bom nome da “luta contra a corrupção” transformou a política no espetáculo de um país inerte,  um corpo quase presente no altar de sacrifícios demandados pelo capital financeiro.

    O Golpe do 18 Brumário foi a solução da crise do “Diretório” e levou ao poder Napoleão Bonaparte, que consolidou politicamente a Revolução Burguesa na França, a República e, mais tarde, a democracia política. A ocupação soviética na Hungria restaurou o poder da burocracia do PC húngaro e afogou a ideia de uma democracia socialista nos escaninhos assassinos da Polícia Política. É bom revisitar os exemplos da história, pois quando as saídas para uma crise não são orientadas por decisões políticas legítimas, elas são solucionadas -em qualquer regime- por soluções de mais força ou pela espontaneidade sem direção, de cujo ventre emerge o fascismo como sucessor do caos. A ação política tem uma força constituinte própria, que sucumbe quando só se expressa pela pura força, mas renasce quando é capaz de criar saídas inesperadas, quando tudo parece estar perdido.
    As gravações feitas com o senador Aécio mostram a grande fraude histórica engendrada para derrubar Dilma e construir um “atalho” para o poder, da pior parte da “elite” política do país. Se é verdade que este sistema político jamais foi um acolhedor de “santos”, também é verdade que nunca um dirigente político-moralista e “liberal” –  foi tão desmascarado com tanta transparência, depois de ter enganado com tal profundidade seus eleitores e liderados. Aécio, que neste momento é o símbolo da corrupção provado, pode  inspirar -pelo seu exemplo negativo – um repúdio ao golpismo na base popular que acreditava na sua honestidade. O golpismo está comendo seus pais, que seus filhos deserdados – antes iludidos – venham compor conosco a estrada que nos leva às diretas, para recuperar a soberania popular!
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    * Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.


    Área de anexos

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    As ações e rotinas desenvolvidas na Educação Infantil da rede municipal de Esteio está servindo de modelo para a Secretaria de Educação do município de Santiago. Nesta sexta-feira (9), a secretária de Educação e Cultura do município, Mara Rebello, se reuniu com o secretário de Educação de Esteio, Marcos Hermi Dal'Bó e com equipes da SME, a fim de conhecer o trabalho desenvolvido na rede pública. O encontro teve por objetivo principal uma troca de informações sobre o setor a fim de verificar o que pode ser adequado à realidade daquele município.


    Foram tratados assuntos como as rotinas administrativas e pedagógicas das Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) de Esteio e também de como é realizado o trabalho dentro da Central de Vagas.

    O titular da SME, Marcos Dal'Bó, explicou como foram realizadas algumas mudanças na estrutura da pasta e ainda agradeceu a vinda da secretária de Santiago até a cidade. “Muito bom saber que Esteio é uma cidade que pode ser usada como referência num setor tão importante como a educação infantil, para outros municípios do Estado. Estaremos sempre de portas abertas para receber quem queira conhecer nossa estrutura”, afirmou.

    De acordo com a Mara Rebello, Santiago tem como meta ampliar a rede de educação infantil e Esteio foi escolhida como modelo devido ao modo como a área é administrada. “Estamos passando por uma reestruturação na educação voltada aos pequenos, e vimos que rede esteiense é uma referência na área”, afirmou.



    Após a reunião, a secretária de Educação e Cultura de Santiago, acompanhada da coordenadora de Educação Infantil, Joelma Guimarães, conheceu as EMEIs Pedacinho do Céu e Colorindo o Aprender.

    Texto: Gabriel Valença -Site da Prefeitura de Esteio

    Veja toda a verdade, clicando aqui.


    NOTA DO BLOG:

    Copiar modelo dos outros municípios, ostentando o Título de Cidade Educadora, é mais que um vexame, é um vergonha para todos nós 

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    Creio que os vereadores de oposição, o MPT ou próprio MP local, Sindicato da categoria, deveriam olhar com mais atenção o que está acontecendo nas EMEIs de Santiago, pois no intervalo intrajornada (artigo 71 da CLT) os servidores não podem sair do local, esse é o teor de dezenas de denúncias que recebi no dia de ontem. Embora se ressalve o regime jurídico dos servidores, de estatutários, o intervalo intrajornada para repouso e alimentação implica o pagamento total de período usufruído pelo servidor, tal como com os celetistas.

    É evidente que as normas da CLT valem para os estatutários, diante da anomia da situação criada, de que os servidores não podem se afastar das EMEIs na hora do almoço, sendo assim forçados a comer de viandinha ou levar um potinho com a comida. A situação precisa ser averiguada, se é em todas as Escolas ou não, se é apenas em algumas e se é esse mesmo o teor da denúncias que recebi. 

    É estranho, pois isso deveria ser levado ao Sindicato da categoria ou aos vereadores, que tem a função específica de fiscalizar os atos do executivo.

    A situação é sui generis e enseja uma intervenção urgente das autoridades, pelo menos para esclarecer a situação. 

    Vejamos apenas: 

    Artigo 71 - § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (Incluído pela Lei nº 8.923, de 27.7.1994)

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  • 06/14/17--09:20: A delicadeza de um momento
  • Creio que todas as redações foram entupidas com a notícia de que o Ministro Fachin realmente usou um jato da JBS para manter contato com os senadores que o sabatinariam. 

    Agora, com o surgimento de um delator, o caso se torna ainda mais complexo. Ricardo Sauer, não só confirmou tudo para a ABIN, como deu detalhes de um jantar promovido por Renan Calheiros, quando o Ministro buscava apoio para sua indicação. 

    A situação é hilária. De um lado, Veja e outros órgãos de imprensa do país noticiam que a faculdade de Direito, onde o Ministro Gilmar Mendes é sócio, recebeu 2.1 milhões de reais da J&S. 

    Pelo sim, pelo não, a opinião pública brasileira assiste, agora, perplexa, ao lamaçal que começou a a atingir a STF. Cada caso mais escandaloso que o outro. Depois de Morais, surgem agora estas duas bombas na opinião pública nacional. 

    O momento é particularmente delicado. 


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    InfoMoney
    Bloomberg


    A bolha está se formando e, quando estourar, será o pior "crash" da minha vida, alerta Jim Rogers


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    O grande assunto que tomou capa dos jornais da capital gaúcha, rádios, televisões e com repercussão em outros estados da federação, foi a desocupação do prédio lanceiros negros, marcada com um incidente grave que foi a prisão e a algema colocada no deputado Jeferson Fernandes pela BM do Estado do Rio Grande do Sul.

    O caso, a rigor, tem vários vieses. 

    Primeiro, em meio a roubalheira generalizada do país, dói demais pais e crianças, idosos, serem expulsos com bombas de gás lacrimogênio. Até a direita gaúcha protestou contra a tática equivocada. 

    Segundo, o ideal seria o governo do Estado, por seus órgãos competentes de políticas sociais, assistenciais e habitacionais, arrumarem algum tipo de assento para estas famílias. 

    Terceiro, o governo  Sartori demonstra inabilidade política mais uma vez, pois forneceu a munição que o PT precisava; ao prenderem um deputado do Partido, no exercício de suas atividades legais e constitucionais, o governo Sartori perdeu completamente a razão, motivo que levou o PT a pedir a demissão do secretário de segurança e do comandante da Brigada Militar. 

    Quarto, quem ganhou com o episódio, sem sombras de dúvidas, foi o PT, que faturou politicamente em cima da exploração dos miseráveis e o fez com precisão cirúrgica. 

    Quinto, existe um desfoco geral. O xis da questão, o epicentro de tudo, estava numa ordem do poder judiciário do Estado do Rio Grande do Sul, que demonstrou total insensatez diante da realidade social daquelas famílias e fez uma leitura essencialmente positivista do pedido jurídico de reintegração da área, sem levar em conta o caos social que esta decisão geraria. 

    Sexto, a Brigada Militar e o oficial de justiça estavam ali cumprindo ordens. É evidente que a culpa que não é nem da Brigada Militar e nem do servidor. 

    Toda esta sucessão de erros poderia ser evitada se as parte interessadas, especialmente a Procuradoria da Assembléia Legislativa, buscasse um recurso judicial contra a decisão da desembargadora e havia esta possibilidade seja no regimento interno do TJ-RS, quanto num agravo ao STJ, o que não foi tentado. 

    É claro, falando fracamente, não interessava ao PT resolver o litígio pacificamente. O ideal para o PT aconteceu. Um deputado, presidente da comissão de direitos humanos foi preso. 

    Imaginem se morre alguém?

    Tudo o que faltava era um cadáver?

    O governo Sartori tem um staff burro. Vive dando provas sucessivas desta burrice. O PT se fortalece cada vez mais. Com um governo medíocre e burro, com um poder judiciário insensato, que ajuda a afundar o Estado, demonstrando total descompasso entre a aplicação lei e a realidade social, sobra a marcha e a evidente ascensão de Tarso Genro em direção ao Palácio Piritini.

    Sartori e seu governo burro desocuparam um prédio, mas perderam na opinião pública, criaram um incidente entre os poderes. As fotos de pais com seus filhos nos braços correm o Estado. A foto do deputado petista agredido e preso, da mesma forma. Com a opinião pública totalmente contra os políticos corruptos e toda esta roubalheira, duvido que alguém imagine que Sartori colheu frutos com esta reintegração de posse. Foi um desastre anunciado. O vídeo do Deputado Fernandes preso gera revolta e mexe com os brios da esquerda e de democratas. Era a munição que faltava para levantar os petistas e matizes afins.

    Depois quando eu digo que Tarso Genro se torna cada dia mais potencial candidato a vencer as eleições de 2018, tem gente que ainda duvida. Tarso, aliás, nem precisa fazer muito esforço, é só deixar a burrice asnal do PMDB agir por conta. 



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