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Telefones: 99901.0414 / 98123.5945E-mail: oab.rs.advogadoprates@gmail.comBarão do Ladário 1836 - Santiago -RS

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    Eu sempre esperei de Deus morrer em mim. Abomino a doença. Nunca a demonstro. 

    Entretanto, meus últimos momentos  foram pesados demais. Talvez uma combinação de medicamentos, muito deles potentes demais, combinaram com vômitos em excesso, fragilidade no organismo, passei o dia de ontem deitado. Há muito anos não passava o dia inteiro na cama. Apenas sai para ir no hospital, não considero a ideia de ficar internado. O Dr. Paulo, gentil e carinhoso, sugeriu-me que pegasse uma requisição de tomografia em seu consultório. Com enormes dificuldades para dirigir, fui deixando ... espero pelo efeito dos medicamentos ... estou fragilizado em minha saúde, nunca pensei que um simples deslocamento de nervo fizesse um estrago tão grande.

    Por outro lado, a vida sozinha, inclusive sem ver a Nina esse final de semana, contribuiu para o isolamento e a ampliação da dor. 

    Sei que tudo passa. Meu serviço atrasou tanto, mas sou grato aos amigos que a distância, graças a telemática, ainda mantém contato, isso é lindo. 

    Eu não sou místico e não acredito no poder de forças estranhas, mas algo muito estranho se abateu sobre mim, nunca senti tanta náusea, parece que está tudo solto dentro de mim. 

    Sei que a vida é assim. Sei que mudei muito, perdi muito de minha vontade de potência, que a perda de minha família, a vergonha, o próprio afastamento de minha filhinha, a sucessão de derrotas que vieram após minha separação, a força da intriga dos adversários que jogam baixo, apenas para destruir, tudo somou e resultou neste novo quadro, um quadro velho, conhecido, onde opero com a capacidade reduzida do que foi na formulação da escrita, nos juízos e nos argumentos. 

    Some-me a isso, uma descrença acerca da política, dos evangélicos, do desgosto com a condição da família e do papel da mulher, apenas me machucaram mais e ampliaram meu isolamento. Não caí em desespero, nem na droga e nem na bebida, mas a resistência crua de minha alma, fragilizou-me imensamente. Não sou a mesma pessoa, nem seria pela dialética, nem seria pelo desgaste natural da vida de um ser solitário, nem seria pelo desgaste biológico. 

    Graças a Deus meu cérebro continua intacto, ainda estou de posse de minhas reais condições cognitivas e espero que tudo passe. Mas tenho ciência dos reveses, da  ausência de aliados, da tristeza com aliados que se bandearam para os lado dos inimigos, com a sucessão de traições, e até com os vilipêndios a minha condição de advogado, que aqui em SANTIAGO - prerrogativas legais e constitucionais valem tanto quanto titica de galinha. Aqui o pensamento autônomo e livre só vale nos limites porcos do entendimento obtuso das lojas maçônicas, como se não fossem eles mesmos quem reduzem o saber e o conhecimento aos seus próprios limites e entendimentos. 

    Na madrugada retrasada disse ao Desembargador Ruy Gessinger de minha vontade de usar mãos dos instrumentais que disponho e dar vazão no sentido de estourar com toda esta farsa, ao que veio um longo e gentil conselho. 

    Ser advogado é andar de joelhos, prerrogativas só existem no papel, é a negação da negação do próprio homem e sua essência. 

    Na sociedade do conhecimento, o saber é reduzido a um empastelado espetáculo de sinopses grotescas, onde a altivez humana reduz-nos ao pó da decadência e da indecência. É tudo revoltante e repugnante na mesma proporção. 

    As perseguições contra mim, tomaram um vulto que ninguém acreditaria. Só eu sei, resisto quieto porque sou forjado na luta e meu aço é boa qualidade, mas se eu fosse contar o que têm feito para me intimidar, para fazer um recuar, duvido que as pessoas normais compreendessem. Eu sou apenas um ser humano, mas sou tratado como um monstro que preciso ser morto e aniquilado. E de preferência que me corpo seja exposto aos abutres.

    Vou em frente. Esta escrita corrobora minha não cedência. 

    Deus sabe e o diabo sabe. Eu sei e o diabo sabe para quem aparece. 

    O jogo continua. Espero rever forças, retomar o controle de minha saúde, afastar os maus espíritos e travar o bom combate, enquanto eu for vivo, ou enquanto as forças vitais habitarem meu corpo.





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    A subjetividade é portadora dos males mais terríveis e permanentes da humanidade. A despeito disso, ela tem sido exaltada, vista como salvadora da humanidade. Sua importância é central no contexto do pensamento ocidental.Ela está no cerne da perspectiva transcendente, assim se confunde com categoria de substância.



    A história do ocidente é a história  da subjetividade. Fez o homem fechar-se em si mesmo, acarretando o esquecimento do ser. O indivíduo tornou-se categoria fundamental do ocidente.



    Shakepeare foi o primeiro a denunciar, em nível de literatura, os males da subjetividade no mundo moderno. Hegel, foi o primeiro filósofo a transcrever a sua gênese, embora sem categorizá-la de forma adequada. Hegel colocou a subjetividade como um estágio do desenvolvimento do espírito/razão – e não como o centro desse desenvolvimento.



    Aqui, ao meu ver, reside o erro da categoria de Hegel que deu origem a deformações ulteriores. De qualquer forma, sua reflexão profunda conduziu as origens diacrônicas do problema da subjetividade.



    Kant colocou a subjetividade no centro de sua meditação transcendental, no sentido de todo o conhecimento estar  bitolado por sua atividade intelectiva. Para Kant, as formas de subjetividade, sensibilidade, entendimento e razão, são estruturas ativas e condicionantes da apreensão sensível ainda que ao nível do fenômeno sem nunca atingir a coisa em si. A filosofia dos valores normativos colocou a subjetividade no âmbito do dever-ser.



    Embora a subjetividade tenha inicidido em todas as formas de conduta no mundo ocidental, foi o apoliticismo o primeiro efeito desastroso dessa suscitação. Esse apoliticismo nasceu com o errefescimento do Espaço público na cidade antiga e mais precisamente com o colapso da polis.



    Simetricamente a decadência da política, o individualismo ganhava apreço desmedido. Esse fenômeno provocou o esfalecimento do Espaço Público. Hegel reporta as causas desse colapso colocando que em “Atenas e Roma certas condições objetivas como guerras vitoriosas, criaram uma aristocracia alienada que destruiu a res-pública, ocasionando a perda completa da liberdade política . O Estado foi empossado por indivíduos e o bem comum foi subtraído pelos interesses privados. A propriedade privada tornou-se o centro desse mundo  e sua segurança era a única coisa que realmente importava”.



    Esses acontecimentos engendraram, num primeiro momento, o Direito Privado, que o obrigava à tutela de prerrogativas individuais, principalmente a propriedade e o contrato. Num segundo momento, o Cristianismo que fez da transcendência o único mundo real do indivíduo, tornado o apoliticismo uma das condições necessárias da “salvação”!



    Essas duas instituições, nascidas no interior do império romano, proporcionaram a afirmação da subjetividade no mundo ocidental. O episódio fundamental foi à derrota de Marco Bruto na batalha de Felipos. Nessa batalha, as tropas cesarianas, portando os lábaros de César, ainda que morto, foi vitorioso; ele é, na política, o pai da subjetividade.



    Enfim, percebemos que a subjetividade se reestruturou no ocidente  através do cristianismo, possibilitando o individualismo na modernidade. A afirmação da subjetividade teve duas conseqüências perniciosas: 1 – o enfraquecimento da singularidade com a subtração do espaço público e 2 – a alienação do mundo, com o esquecimento do ser.






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    Já tendo requisitado as dependências da Brigada Militar de Unistalda, a Polícia Federal estará amanhã em Unistalda para seguir as oitivas relacionadas com ao pleito passado.

    Diversas pessoas serão ouvidas. 

    O quadro é imprevisível. 

    Ninguém sabe ao certo acerca dos desdobramentos.

    Eu sou advogado das partes e estarei presente. 

    Oremos.

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  • 10/17/17--19:22: Geni e o Zepelim
  • De Chico Buarque
      


    De tudo que é nego torto
    Do mangue e do cais do porto
    Ela já foi namorada
    O seu corpo é dos errantes
    Dos cegos, dos retirantes
    É de quem não tem mais nada

    Dá-se assim desde menina
    Na garagem, na cantina
    Atrás do tanque, no mato
    É a rainha dos detentos
    Das loucas, dos lazarentos
    Dos moleques do internato

    E também vai amiúde
    Com os velhinhos sem saúde
    E as viúvas sem porvir
    Ela é um poço de bondade
    E é por isso que a cidade
    Vive sempre a repetir

    Joga pedra na Geni!
    Joga pedra na Geni!
    Ela é feita pra apanhar!
    Ela é boa de cuspir!
    Ela dá pra qualquer um!
    Maldita Geni!

    Um dia surgiu, brilhante
    Entre as nuvens, flutuante
    Um enorme zepelim
    Pairou sobre os edifícios
    Abriu dois mil orifícios
    Com dois mil canhões assim

    A cidade apavorada
    Se quedou paralisada
    Pronta pra virar geleia
    Mas do zepelim gigante
    Desceu o seu comandante
    Dizendo: "Mudei de ideia!"

    Quando vi nesta cidade
    Tanto horror e iniquidade
    Resolvi tudo explodir
    Mas posso evitar o drama
    Se aquela formosa dama
    Esta noite me servir

    Essa dama era Geni!
    Mas não pode ser Geni!
    Ela é feita pra apanhar
    Ela é boa de cuspir
    Ela dá pra qualquer um
    Maldita Geni!

    Mas de fato, logo ela
    Tão coitada e tão singela
    Cativara o forasteiro
    O guerreiro tão vistoso
    Tão temido e poderoso
    Era dela, prisioneiro

    Acontece que a donzela
    (E isso era segredo dela)
    Também tinha seus caprichos
    E ao deitar com homem tão nobre
    Tão cheirando a brilho e a cobre
    Preferia amar com os bichos

    Ao ouvir tal heresia
    A cidade em romaria
    Foi beijar a sua mão
    O prefeito de joelhos
    O bispo de olhos vermelhos
    E o banqueiro com um milhão

    Vai com ele, vai, Geni!
    Vai com ele, vai, Geni!
    Você pode nos salvar
    Você vai nos redimir
    Você dá pra qualquer um
    Bendita Geni!

    Foram tantos os pedidos
    Tão sinceros, tão sentidos
    Que ela dominou seu asco
    Nessa noite lancinante
    Entregou-se a tal amante
    Como quem dá-se ao carrasco

    Ele fez tanta sujeira
    Lambuzou-se a noite inteira
    Até ficar saciado
    E nem bem amanhecia
    Partiu numa nuvem fria
    Com seu zepelim prateado

    Num suspiro aliviado
    Ela se virou de lado
    E tentou até sorrir
    Mas logo raiou o dia
    E a cidade em cantoria
    Não deixou ela dormir

    Joga pedra na Geni!
    Joga bosta na Geni!
    Ela é feita pra apanhar!
    Ela é boa de cuspir!
    Ela dá pra qualquer um!
    Maldita Geni!

    Joga pedra na Geni!
    Joga bosta na Geni!
    Ela é feita pra apanhar!
    Ela é boa de cuspir!
    Ela dá pra qualquer um!
    Maldita Geni!



    Eu sou um andarilho na face da Terra. Tenho mil mutações para conhecer as pessoas. Sou negro de olho torto, sou o loiro de olhos azuis, sou o tolo que Saulo de Tarso proclamava e também sou sábio para ganhar os sábios. Conheço o mal como ninguém. Também sei buscar o bem. 

    Sou uma metamorfose, tenho mil tentáculos. Posso ser o poder e a miséria. 

    Chico Buarque é um gênio ao narrar os caprichos de Geni. Ela dá para qualquer um, mas um dia, pôs a cidade de joelhos pois negou-se a deitar com o poderoso do zepelim prateado. Afinal, era só um gozo e todos estavam salvos. 

    Chico Buarque também produziu Atrás da Porta, aquela que ama pelo avesso: Dei pra maldizer o nosso lar, Pra sujar teu nome, te humilhar, E me vingar a qualquer preço,Te adorando pelo avesso
    Pra mostrar que inda sou tua,Só pra provar que inda sou tua.

    Por conhecer o mal, também sei conhecer o bem. Conheço as sínteses e as antíteses. Conheço as Genis, as malandrinhas, as pistoleiras, as miseráveis usadas, as oprimidas, as açoitadas e até aquelas que amam pelo avesso. Há mil anos na face da terra, só Renata ainda não decifrei. Sei que ela é uma hidra tentacular. 

    Aterro num local e sei captar o que não e dito e o que é tudo. 

    Basta um dia num local e eu descubro tudo o que me interessa e não me interessa. 

    Um dia, no meio de um vendaval gigante, chuva torrencial, granizos de todos os lados, eu olhei para um pessoa que cruzou a minha frente e logo vi tratar-se de uma homônima do personagem.

    Olhei seu olhos, seu corpo frágil e logo descobri a desordem nos aporemas. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, novo...parei. Havia um consenso, pobre Geni.

    Não tenho Zepelim e nem pus uma cidade de joelho. 

    Pensei que eu poderia dar-lhe a dignidade que lhe foi ultrajada pela crise de valores. Nunca imaginei que Geni fosse feliz. Assisto - diariamente - a rotina das pessoas que fazem o comércio do corpo.

    Amei-a, amei-a de forma linda, límpida e piedosa...Nunca encostei de um dedo nela. Dei-lhe e essência da dignidade humana. 

    Hoje estou aqui. Escrevendo. 

    Ganhei uma resposta devassadora da dignidade, precisei entrar na podridão dos esgotos, transitar entre as charnecas, sentir o asco que brota da podridão humana. Respirei fundo. Orei a Deus. Içei leme e apontei num futuro distante.

    Não joguei pedra em Geni. Não fiz como todos fizeram.

    Fiz como Deus faria. 

    Punhais fictos me cortaram.

    Mas tive a segunda maior lição de minha vida. Junto os cacos de fragmentos de minha alma , olho assustado ao breu distante, vejo apenas uma silhueta diabólica e fico a imaginar.

    O caos.

    Restou uma taça quebrada, a taça quebrada? 

    Quebrei tua taça e a mantive congelada. 


    A água pura, a fim de manter-se pura é servida em taça vazia. A treva da meia noite é a ocasião em que o tempo dá sinal de partida para novo alvorecer .Por maior que seja a dificuldade, jamais desanime. O nosso pior momento na vida é sempre o momento de melhorar.
    Chico Xavier

    O meu momento é de dor. Sejamos Chico Xavier, agora, do caos, só espero a estrela cintilante, mas nunca mais cruzar com sagazes criaturas. Foi uma experiência de vida, mas também que foi um pouco de morte. Eu sei, eu morri um pouco ao produzir este breve conto o qual prefiro que seja um tanto de realismo fantástico e menos de surrealismo. 
    Vou-me pelos caminhos. A noite é alta. Preciso vagar incerto. As noites são nebulosas. O temporal é iminente, preciso de uma toca, uma caverna ... e eis que ali me defronto com os monstros da noite que assolam nossos sonhos. 
    Meu peito está vago. 









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    De repente, um dia, Aurora, que era amiga de Prócris, começa a ver as belezas de Céfalo, seu corpo, seu modo de falar, o amor dele com a filhinha e descobre-se apaixonada por ele; sem nunca revelar nada, começou a assediar o deus, que nunca correspondeu aos assédios de Aurora.


    Inconformada de ver aquele casal lindo e sua filhinha, Aurora decide amaldiçoar o destino da família. Elaborou um plano.


    Passou a seguir Céfalo em suas andanças pela floresta.   Certo dia, ouviu ele pronunciar “VENHA BRISA SUAVE, LEVE O CALOR QUE ME QUEIMA”.


    Aurora ouviu tudo e levou a história para Prócris. Contou que Céfalo tinha uma amante, jovem e linda, tinha os olhos verdes e chamava-se Brisa. Ademais, deu detalhes de como eles se encontravam nas florestas.


    O relato teve um efeito devastador na vida da Prócris, que passou seriamente a desconfiar do marido. A desconfiança tornou-se obsessiva e passou a seguir os passos do marido pela floresta.


    Dias e dias sucedem-se.


    Sem nada desconfiar, o deus Céfalo seguia suas caçadas. Até que numa tarde ensolarada, cansado, abriu os braços, fitou os céus, fechou os olhos pruridos e exclamou “ venha minha BRISA”.



    Entre os arbustos e sem ver o marido, Prócris, possuída de ciúmes, ensaia uma corrida em direção ao marido e sua suposta amante.


    O deus caçador, ouvindo os ruídos de galhos quebrando-se, reage, pensando ser um animal da floresta que vinha em sua direção.


    A reação virulenta do deus é o arremesso de sua lança contra quem ele imaginou ser um animal. E o que acontece? Acaba acertando sua própria amada esposa, que morre por suas mãos. 


    A lenda enseja uma reflexão, especialmente sobre as Auroras, “amigas” das famílias, que freqüentam nossas casas. O boato e as mentiras, movidos pelos ciúmes, têm o condão de destruir os lares, reputações, justificam obtusidades e escondem limitações.


    A propósito, conclui a lenda, que, em agonia, antes de espirar fatalmente, a deusa Prócris pede ao seu amado esposo Céfalo que não se case e nem leve Brisa morar com a filhinha do casal.


    Só aí, então Céfalo entendeu tudo e desesperado exclamou que apenas conversava com o vento e que adorava curtir a brisa da floresta.


    Foi a vitória da intriga e do efeito do boato. Aurora, pois, viu sua maldição realizada.


    Reflitamos. 


    As Auroras estão em todos os lugares, inclusive dentro de nossas casas. 


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    Nina Mello Prates e Marcos Peixoto. Ambos, 5 anos. Decidem cantar um hino em nossa igreja.

    Envergonhados, como se vê na foto, o hino na saia. 

    Esta moça, é a arquiteta Bruna Brum, que, aliás, canta muito bem. Ajudou as crianças, desinibiu-as e fez acontecer o primeiro hino da duplinha. 

    Cena inesquecível.

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    Oportuna lembrança, no momento em que assinei ficha de filiação partidária no REDE.

    Esta senhora foi primeira-dama de Porto Alegre, esposa do valoroso Prefeito Fortunatti, sendo ela deputado estadual, mulher de conduta honrada, vida ilibada e que enche o Rio Grande do Sul de orgulho por sua postura ética, reservada  e conservadora.

    Pessoa altamente fina, educação clássica, Deputada Regina é minha nova companheira de Partido, SOMOS TODOS REDE. 

    Ligada ao meio ambiente, protetora dos animais, evangélica, Regina é um baluarte do nosso Partido.

    Na ocasião, recebemos-a no Restaurante do Batista para uma confraternização entre amigos e amigas.

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  • 10/23/17--06:06: BOM DIA
  • Contaram-me que a Polícia Civil está por se manifestar sobre o assalto ao diretório do PP, aquele em pleno período eleitoral. 

    Fiquei muito feliz e sempre confiei que a resposta viria. 





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  • 10/25/17--11:57: SOCIEDADE EM REDE
  • Ontem a noite, tomei a decisão de fechar minha página no facebook. Pretendo abrir uma outra, bem limitada, somente familiares e amigos mais próximos.

    O facebook virou um território de agressões políticas, despautérios verbais e a ação de fakes é abominável. 

    Acho a rede válida para comunicação entre amigos e troca de idéias. Por isso, vou abrir uma nova e repito: será muito restrita. Confesso que dei uma boa observada, domingo a noite, e não sei quem são, nem de longe, em torno de 2 mil pessoas que tenho como amigo(a)s. 

    Assim, explico-me a todos os meus amigos que desde ontem a noite, madrugada, retirei-a da internet e peço que não estranhem. Não é nada em particular com ninguém, mas é tudo a ver comigo e minhas amizades, as quais quero manter e preservar. 

    Tinha um amigo que brincava e ria dizendo que só ele tinha 32 perfis falsos. Na verdade, a gente vai aceitando pessoas e a nunca sabemos bem quem são, o exemplo sintetiza bem. 

    Meus contatos pelo whatts permanecem intocáveis. 

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  • 10/25/17--14:01: Que venha o futuro
  • É muito debatido na filosofia a postura que assumimos diante das doenças. Geralmente, existe uma busca pela fé. E parece que boa parte das pessoas têm medo da morte e poucos sabem lidar com a doença, como parte da vida. 

    Fico feliz comigo mesmo. Estranhamente, pois o diagnóstico da doença não se assombrou, pelo contrário, fez-me mergulhar nela com serenidade, com paz e com tranquilidade. 

    A morte não me assombra, não me assusta. Tenho consciência que, mais dias menos dias, meu destino inexorável é dividir o túmulo onde estão meus pais.

    Por outro lado, não senti mais vontade de buscar apoio nas religiões, especialmente onde fui batizado, evangélico, aos 12 anos de idade. Honestamente, estou em paz.

    É claro, saber da Nina é um pesadelo, assim como o destino que foi imposto a ela. É a pessoa que eu mais amo e tudo o que eu queria, era tê-la orientada para a vida e para o mundo. Infelizmente, minha condição paterna terminou com o hecatombe familiar que me atingiu. 

    Não sei o que será dela. É tudo imprevisível. Aliás, o que não é imprevisível?

    Que venha o futuro. 




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    Na mais contundente crítica ao PP depois da eleição, o Deputado Bianchini disse a Verdade sobre Santiago, usou a Rádio Santiago e meteu o pau na falta de política econômica do PP/Tiago e Ruivo. 

    Seu diagnóstico está correto. Brilhante. Agora o povo tá com ele. Quando ninguém na oposição tem mais coragem de botar o dedo na ferida, Bianchini surge com o herói que o povo espera. 

    O Dr. Mauro Burmann deve ter ficado eufórico. 

    VEJAMOS O QUE DISSE BIANCHINI

    Em nosso município falta política voltada ao desenvolvimento econômico, geração de oportunidades, empregos e rendas, a nossa cidade tá linda, mas nossos filhos têm que sair, ir embora trabalhar longe ... 

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  • 10/26/17--20:16: LIVROS
  • Eu não tenho vontade de publicar mais livros, embora esteja com dois prontos. 

    Contudo, meu ímpeto maior, algo inesperado em minha vida, surgiu quando iniciei um projeto de abordagem da alienação parental. Depois, com todo o material que tinha em mãos, decidi analisar a alienação parental por dentro das estruturas do Estado. A fartura de material, até me dificultou a sistematização. 

    ADEMAIS, estou com tudo pronto. Foi fácil. O papel de psicólogas, assistentes sociais e até das defensorias públicas. Foram meses e anos. A alienação é mais assustador que se pensa, tem uma implicação-reflexo direto no psique da criança e este se revela, sempre, na adolescência. E as implicações são traumatizantes, deformam o caráter da criança, deforma até a constituição da personalidade, na medida em que a criança é obrigada a mentir a um dos genitores e a aceitar um ou uma terceira pessoa como pai ou como mãe. É uma guerra silenciosa, dramática, contra indefesas crianças que não podem expressar seus verdadeiros sentimentos. 

    Felizmente, graças a Confraria dos Luminares, onde estão reunidos ilustres Desembargadores, intelectuais de grande envergadura, pude promover uma troca de ideias. Descobri a questão dos laudos, meu Deus, descobri o papel das defensorias, meu Deus, e as psicólogas então, meu Deus. Sei o estrago que promoverei e a enxurrada de ações contra mim. Mas isso é de menos, estou na vida para deixar uma marca e isso não é nada perto do que a história que nos julgará.

    A livro está pronto há dias e está sendo lido por diversas pessoas, antes de tudo, como sempre faço. 

    Um processo ou cem processos contra mim, têm o mesmo efeito. Não será por medo de processos que deixarei de lado a liberdade de expressão, a liberdade de opinião e criação. Meus livros já foram objeto de julgamento por vários tribunais, mas tenho certeza que nenhum terá um impacto como este.

    Esperem, estou sempre pensando. 

    Nunca paro, não durmo. Meu cérebro é uma oficina. 







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    Deputados gaúchos que votaram contra Temer


    Afonso Hamm (PP)

    Afonso Motta (PDT)

    Bohn Gass (PT)

    Danrlei de Deus (PSD)

    Heitor Schuch (PSB)

    Henrique Fontana (PT)

    Jerônimo Goergen (PP)

    João Derly (Rede)

    Jose Stédile (PSB)

    Luis Carlos Heinze (PP)

    Marco Maia (PT)

    Marcon (PT)

    Maria do Rosário (PT)

    Onyx Lorenzoni (DEM)

    Paulo Pimenta (PT)

    Pepe Vargas (PT)

    Pompeo de Mattos (PDT)


    Deputados gaúhos que votaram a favor de Temer


    Alceu Moreira (PMDB) 

    Cajar Nardes (PR)

    Carlos Gomes (PRB)

    Covatti Filho (PP)

    Darcísio Perondi (PMDB) 

    Giovani Cherini (PR)

    Valmir Martins (PMDB)

    José Fogaça (PMDB)

    José Otávio Germano (PP)

    Mauro Pereira (PMDB)

    Renato Molling (PP)

    Ronaldo Nogueira (PTB)

    Sérgio Moraes (PTB)

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    TITO GUARNIERE


    INTERNET É BOM MAS É RUIM


    Que a internet é o fenômeno essencial do nosso tempo, ninguém discute. Mas nem tudo reluz nos blogs, sites, redes sociais. A internet é um espaço privilegiado, de fácil e pronto acesso a informações preciosas e necessárias, opiniões abalizadas e de textos lúcidos que facilitam e melhoram a nossa vida. Mas ao mesmo tempo é espaço das "fake-news", dos militantes de causas exóticas, de cretinos operosos, das teorias conspiratórias mais improváveis, e onde hordas de ignorantes deitam e rolam com suas diatribes, bobagens e xingamentos.


    A internet é um refúgio de pessoas (nem todas, graças a Deus!) que se julgam injustiçadas, preteridas, enganadas, de pessoas complexadas ou que simplesmente não têm nada para fazer. A rede é o território onde elas reinam e governam, quase sozinhas, e no qual o teclado cumpre todas suas vontades e ordens, e onde elas podem distribuir palpites no que entendem, e mais ainda no que não entendem.


    Em cima, está exposto o artigo do jornalista, do comentarista, do autor especializado, em geral respeitando o vernáculo, a gramática, os acentos gráficos, com (alguma) base e fundamento, ainda que não se concorde com ele. Cá embaixo, em número assustador, no espaço do leitor, os comentários vulgares, os clichês surrados, as rotulagens fáceis, a desqualificação do autor. Dá para notar que o texto comentado não foi lido inteiro, ou se lido, não foi entendido. O internauta típico, um sujeito comumente de maus bofes, critica até autores e textos com os quais ele está de acordo.


    Atenção, aqueles que queiram se aventurar a escrever na internet: evite a ironia. A massa dos internautas não sabe o que é ironia e toma o texto ao pé da letra. Quando usarem, anotem explicitamente que é ironia, mesmo sabendo que, então, não será mais ironia.


    É rara uma observação pertinente sobre o texto, os argumentos do autor. Os comentários variam de simples a simplórios, descosturados, descontextualizados, aleatórios, às vezes. Quando respondem a um texto, são respostas simples e erradas. Querem ter direito à opinião e também aos fatos. Nas suas argumentações ignoram e distorcem as mais solares evidências.


    É o tempo sombrio das "narrativas". Não importa o que está rolando, será sempre preciso enquadrar o fato na narrativa. A narrativa não é mais construída pelos fatos, suas causas e efeitos: os fatos é que devem ser construídos segundo a narrativa pré-existente.



    O filósofo e matemático inglês Bertrand Russel já dizia na década de 50 que "o problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as idiotas estão cheias de certeza". O número de idiotas é hoje muito maior e eles ainda podem ecoar as suas mensagens no mundo, através da internet. Pessoas que mal leram um livro, um artigo de fundo, um rodapé, deitam falação sobre temas que exigem um semestre inteiro de estudo.



    Cuidado com as redes sociais: elas afetam a nossa sanidade. Winston Churchill, que sabia das coisas, disse uma vez que "o melhor argumento contra a democracia é a conversa de cinco minutos com um eleitor comum". Atenção: isto é uma ironia do primeiro-ministro britânico na II Guerra.



    Postado por Ruy Gessinger



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  • 10/29/17--17:33: Abusos
  • Com um e-mail eu mobilizo a imprensa de São Paulo e Rio. 

    Com um relato, eu boto a Anistia Internacional em Santiago. 

    Fui claro, ou querem que eu repita. 

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    Tarso Genro


    Sem entrar no mérito das vaidades ofendidas e das características psicológicas dos dois ministros do Supremo Tribunal Federal – Gilmar e Barroso –, o forte e explosivo diálogo que eles travaram no STF, na semana que findou, revelou à sociedade brasileira e mundial a profundidade da nossa crise institucional e os efeitos de decadência do golpe sobre o nosso contrato político, processo ao qual o STF acedeu com indiferença dogmática, como se fosse o Tribunal de uma república de papel. Para que possamos refletir sobre o futuro da República, não importa que o espetáculo tenha sido degradante, mas sim que ele é simbólico (e real), para ressignificar a luta política no país e nos ajudar a buscar novos rumos.


    Ambos os ministros são juristas de primeira linha no cenário nacional, têm obras importantes publicadas, são respeitados no estrangeiro e compartilham – na academia e nas instituições de inteligência jurídica aqui no país e fora dele – dos grandes debates que as elites de todas as tintas, promovem sobre a questão democrática, sobre o futuro do Direito e sobre os efeitos da globalização sobre o Estados Nacionais. Mas, no diálogo entre eles, os verdadeiros argumentos do confronto ficaram escondidos nas entrelinhas dos xingamentos pessoais explícitos e nas alusões agressivas passíveis de interpretação.


    O que devemos nos perguntar, os que não temos influência direta na solução da nossa crise por dentro do Supremo, todavia, não é quem “ganhou” o debate ou quem nós gostaríamos que saísse mais, ou menos, enfraquecido da pugna. Mas, sim, qual a importância que ela teve para superarmos nossa dramática situação política, que se assemelha mais aos dias da crise da República de Weimar e menos à situação do pré-golpe de 64. Na primeira, disputava-se a possibilidade, ou não, do crescimento do nazi-fascismo; na segunda, a inclusão plena do Estado brasileiro no sistema da Guerra Fria, com o fechamento do sistema democrático-representativo, enquanto os americanos defendiam os “valores” do ocidentalismo na Guerra do Vietnã.


    Enquanto dois ministros do Supremo travam aquele tipo de discussão, bandos de delinquentes organizados atacam “perfomances” artísticas, impedem conferências de professores renomados e invadem salas de aula onde se debatem grandes acontecimentos históricos. Semeiam intolerância, chamam à violência, agridem defensores de direitos humanos e desrespeitam, de todas as formas, pessoas de condição ou orientação sexual que dizem desprezar. O debate no Supremo não tem uma relação direta com isso, mas demonstra que a possibilidade da retomada da Política, como mediação, para a normalização da nossa vida democrática, está passando longe das nossas instituições formais, elas mesmas empobrecidas pela indiferença dos seus protagonistas principais.


    Menos que festejar este dissenso, embrutecido pelo não reconhecimento respeitoso das diferenças de opinião, entre os próprios contendores, creio que devemos alertá-los que a movimentação fascista, que emerge  dos porões da crise econômica e moral do país, pode ser letal para o nosso futuro democrático. E que, mesmo com todas as mazelas, dissensos, limites e impropriedades do Supremo, nos últimos tempos, mesmo que alguns partidos recuperem, ou melhorem – segundo alguns – seus padrões de autenticidade na representação política, se o Supremo – que é composto por  mulheres e homens do Direito – não repactuar um clima de respeito e tolerância, entre os seus integrantes, ao invés dele ser o homologador de uma saída democrática, ele poderá tornar-se o coveiro da democracia, no curto espaço que nos separa das eleições presidenciais de 2018.


    Na apresentação que faz do excelente “Fuga do Direito” (Ed. Saraiva – Direito FGV – José Rodrigo Rodriguez – 2009), Marcos Nobre ressalta a importância de interpor o debate sobre o Direito (na sua dimensão de “teoria crítica”) para abordar os graves dilemas políticos contemporâneos, mencionando a centralidade “da natureza peculiar da tensão entre direito e sociedade, que caracteriza a forma social brasileira”. E adverte que a caminhada “pela República de Weimar, rumo ao desastre da década de 1930, não é nem de longe um desvio”. 

    Lembra, a partir daí, a elaboração do autor do livro,  “que os movimentos de emancipação de hoje têm de refazer a sua relação com o Direito.”(pg.XVII).



    Refazer as relações dos movimentos emancipatórios com o Direito é colocar, na centralidade do período pré-Weimar, que vivemos, a questão democrática, pervertida pela perda da força normativa da Constituição, face às exigências do golpismo e do reformismo neoliberal em curso. Mas, este “refazer”, só será possível se for precedido de uma reconstrução da respeitabilidade do Supremo perante si mesmo e perante a sociedade. E esta reconstrução poderia começar com uma nova relação do Supremo com os fundamentos jurídico-políticos das suas decisões, bem longe da disputa entre personalidades com brilho, em cuja consciência sem autocrítica o Direito fenece.

    Ou desaparece.


    ***


    Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil




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  • 10/30/17--14:17: Rede de Sustentabilidade
  • Lucas, Marina Silva e Eila
    Lucas Figueira (Porta-voz da Rede Sustentabilidade em Santiago) e sua esposa Eila Lima Figueira, participaram neste sábado do Encontro Estadual da REDE em Porto Alegre, que contou com a presença de Marina Silva (Porta-voz Nacional da REDE), Parlamentares, membros do Executivo.

    Porta-vozes e militantes da REDE no Estado, dentre eles: João Derly (Deputado Federal), Regina Becker Fortunati (Deputada Estadual), Gisele Uequede (Vice-prefeita de Canoas) os Vereadores eleitos da REDE das cidades de Santa Maria, Santana do Livramento, Quaraí, Bagé, São Francisco de Paula, Farroupilha, Tio Hugo, Triunfo, Sarandi, Torres, Torres, Novo Hamburgo, Charqueadas, Capão do Leão e Porto Alegre.
    Marina, que participou de outras duas agendas no Rio Grande do Sul, um encontro com lideranças evangélicas e palestra na Unisinos (São Leopoldo), com o tema "Os desafios da Sustentabilidade", no Encontro Estadual, fez sua análise sobre a atual conjuntura Política no País, afirmando ainda, que está fazendo seu "Discernimento" para encontrar a melhor maneira de contribuir com a democracia, e que em breve estará apresentando sua decisão sobre ser ou não candidata à Presidência da República em 2018.

    Com relação as candidaturas regionais, o que ficou definido é que Santiago terá candidaturas em 2018, estando em processo de levantamento dos potenciais pré-candidatos. Em julho deste ano, a REDE oficializou o convite ao Deputado Miguel Bianchini para compor os quadros na região, e aguardará a decisão do Deputado que deverá ocorrer até março de 2018, para definir a configuração para o próximo pleito.

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  • 10/31/17--16:43: OPOSIÇÃO
  • Estou com a íntegra de um diálogo - no whatsapp - de Guilherme Bonotto com o vereador Rafael Nemitz. Vou publicar porque é um grande exemplo de como existe harmonia na oposição, como as escolhas são bem feitas e quão exitoso é o futuro oposicionista em Santiago. 

    Quem ler, verá. 

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  • 10/31/17--20:35: A Razão de ser da lei
  • As leis são temporais e são corruptíveis ante o fluxo perpétuo da história. A rigor, as leis escritas tem por escopo, numa certa temporalidade, a superação das contradições sociais, intendendo a corporificação do Estado. 

    É desse modo, corporificando-se, que a superestrutura vai engendrar os mecanismos de repressão do instinto, formando um abismo intransponível entre a pessoa e o Estado. Exemplo de lei que veio, ontologicamente, com o propósito e tornou-se um descalabro, é a lei Maria da Penha. Inconstitucional, se presta para vinganças e revanches pessoais entre homem e mulher. Se por “A” ou “B”     motivo a mulher decide se vingar do marido, até por ciúmes da professora da filha, vai numa delegacia, registra uma ocorrência, ganha medidas protetivas e o marido sequer tem chances de se defender. Se o propósito, a rigor, era proteger a mulher de violência doméstica, o propósito era absolutamente justo, mas hoje descambou para propósitos escusos, pois na medida em que os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório não são obedecidos, a Constituição rasgada, não mais podemos falar em Estado democrático e de Direito, portanto, anarquia e anomia tomaram conta.

    O ser humano, mais precisamente o homem, vai nadificando-se na medida que o complexo da estrutura se constitui na totalidade do Estado. Os conceitos são denominados, em maior ou menor grau, conforme a 

    influência da ideologia na formação do magistrado.

    Nesse complexo estrutural, as entidades esmeram-se para garantir seus direitos civis. Por um lado, a pessoa física tem suas prerrogativas asseguradas ante a mesma lei que, contraditoriamente, a nadifica. Assim, a pessoa flutua na condição do nada, anulado, pela coerção estatal. 


    A categoria de pessoa devia ser juridicamente garantida, afetivando-se a dialética entre o indivíduo e o Estado. 


    O sociólogo  Max Weber,um dos paradigmas da sociologia contemporânea, assegura que participamos da totalidade povoada de pequenas engrenagens e não existe realidade mais assustadora que a anulação da pessoa, no caso do gênero masculino, na sua gênese pelas pequenas engrenagens. 


    Numa sociedade, de forma concorrencial, como é o nosso caso, a verdadeira lei é aquela emergida de nossas entranhas, que submeta-se aos princípios constitucionais e que trate homens e mulheres de forma igualitária. A lei escrita se torna num instrumento poderoso e eficaz de repressão jurídica, e é um modo coercitivo mais eficaz de repressão. Apesar de toda a acriticidade do mundo jurídico. 



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