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Telefones: 99901.0414 / 98123.5945E-mail: oab.rs.advogadoprates@gmail.comBarão do Ladário 1836 - Santiago -RS

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    Da minha janela vejo a bela Praça da Matriz coberta de lonas e barracas. É
    um local público, ninguém o pode ocupar com exclusividade. É de todos, e não
    é apropriável por ninguém.

    Mas estamos numa guerra civil, vale tudo e nem nossas vidas valem alguma
    coisa.

    Voltando.Centenas de pessoas, com colchões e  mochilas tomam conta.
    Estão aí por uma causa. São contra o impedimento da senhora Presidente.

    Claro, isso de ocupar praças e vias é coisa ou de guerra ou de desobediência
    civil. Vale para quem é a favor e quem é contra o impedimento.

    Fico matutando: esse pessoal do MST e de outros grupos, não tem que tratar
    as vaquinhas ao final da tarde? Não tem que tirar leite de madrugada? Não
    estamos  em plena colheita da soja? Se forem empregados, não têm que cumprir
    o horário?

    Pelo seu estado corporal bem fornido, calculo que se alimentem  bem. Quem os
    sustenta?

    Mas enfim, não tenho mais estômago para ver e ouvir tanta idiotice.

    Amanhã, cinco da manhã, vou embora para Unistalda. ACHO QUE TEM ALGUÉM QUE
    NÃO QUER MINHA PRESENÇA POR LÁ.Não existe mais a estrada municipal que me
    liga a BR 287, é uma cratera só. Solução: vou por dentro dos campos mesmo,
    com minha caminhonete tracionada.

    De lá só sairei para a inauguração das novas instalações do Hospital de
    Santiago, em grande parte fruto do talento de um forasteiro que chegou de
    outro Estado para melhorar nossa vida, Ruderson Mesquita ( e ainda tem um
    político da região que  clama contra quem  " não é daqui").


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    A entrevista, hoje divulgada, do Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, anunciando um possível golpe militar é uma dessas saídas horrorosas. Uma autoridade precisa ser mais séria, ainda mais um Ministro do STF.

    O golpe militar de 1964 e o histórico de golpes militares, seja em nosso país, seja nos demais países, precisam ser contextualizados e para tudo existem as necessidades especiais de condições objetivas e subjetivas.

    A conjuntura política em 1964 era uma. Havia o claro contexto de guerra fria e a polarização ideológica entre os EEUU e a URSS que se estabeleceu após o término da segunda guerra mundial. A doutrina da Escola Superior de Guerra era centrada no combate ao inimigo externo e contra o comunismo. Assim, a tradição golpista e inconstitucional que sempre reinou entre os militares brasileiros, que vem da proclamação da república, foi vivamente fomentada pela potência imperialista da época, os EEUU. Golpes militares em republiquetas latino-americanas estavam na ordem do dia do expediente político-ideológico. Não se configuravam surpresa, nem em países maiores como a Argentina e o Brasil.

    A conjuntura mundial, hoje, é outra bem diferente. O Brasil não é uma ilha, depende das relações internacionais e qualquer tentativa de intervenção militar seria imediatamente rechaçada pela ONU e pelas potências do G8 ao G20. Assim, nem os EEUU, nem o Reino Unido, Alemanha, França ... apoiariam um golpe militar.

    Ademais, se o contexto mundial é diferenciado, também há que se reconhecer que as pessoas vivem outra realidade a partir das redes sociais, da telemática. O isolamento, que foi possível, em 1964, é inviável nos dias atuais.

    O PSDB é um partido formado por quadros sérios, homens que foram forjados no combate a ditadura. Jamais um FHC apoiaria um golpe militar. Nem Temer. Ambos se fresqueiam com um golpezinho branco, de tapetão, em Dilma. Mas um golpe militar para valer, com sangue e armas, enfrentamento e mortes entre irmãos, uma guerra fratricida, nem o PT, nem o PSDB, nem o PMDB e nem o PDT apoiariam.

    O momento que a sociedade brasileira vive é rico. Isso é democracia. Imprensa funcionando a pleno vapor, tudo vindo a tona, não só aqui, o Panamá Papers é outro exemplo. É claro que a podridão é grande. Ninguém discute isso. Mas a depuração também vai ser grande.

    É certo que surgirá uma nova política, novos comportamentos, as empresas pensarão dez vezes antes de fraudarem uma licitação, os políticos amadurecerão ... a sociedade ficará mais esclarecida. Até aqui, nos processos eleitorais, predominou sempre a força do poder econômico, e os ladrões são os que têm mais dinheiro para bancarem uma campanha. As pessoas decentes, que fazem uma campanha limpa e honesta, perdem totalmente a competitividade.

    Por fim, quando afirmei que não acreditava no impeachment aprovado pela câmara federal, a conjuntura era uma, em 48 horas mudou, com a saída do PR e do PP. Agora, não mantenho mais o que disse em postagem de dois atrás. O jogo agora está no escuro.

    Devemos ter tranquilidade diante de tudo. Apostar na normalidade democrática, entender o que está acontecendo dentro das regras salutares de uma democracia, refutar os golpezinhos brancos e apostar forte na convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, exclusiva, soberana e autônoma, que é a única forma de passarmos o país e suas instituições a limpo.

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  • 04/14/16--11:35: PP cada vez mais a esquerda
  • Vanderlei Almeida
    Achei fantástica a nomeação do Prefeito Ruivo indicando o nome do ex-petista e ex-verde, Vanderlei Almeida, para Diretor de Museu Municipal, CC5. 

    Vanderlei é um nome de grande credibilidade, pai exemplar, ser humano da maior seriedade, inteligente e tem raízes no marxismo. Isso é louvável.

    O PP já tem em seus quadros o talentoso Márcio Brasil, ex-chefe de gabinete de Diniz Cogo e ex-presidente do PMDB. Márcio coordena o departamento de imprensa. Tem raízes libertárias e é um homem de formação à esquerda. Eu gosto muito do Márcio que já disse para o Guilherme que devemos mantê-lo no mesmo cargo. Por esse eu assino embaixo.

    O Tiago levou aquela simpatia da AES SUL, todos sabem que nunca foi PP. Esse sai junto com o Tiago e devem voltar para a AES SUL.

    O amigo da guarda, também veio do PMDB.

    A talentosa secretaria Ana Souto era PT.

    Teria inúmeros casos ... 

    Isso só demonstra que o PP não tem quadros, e, por outro lado, não quer saber desses jovens de direita ligados ao Sindicato Rural ... o Fernando Oliveira, que é PP, sério, inteligente e dedicado, não tem a mínima chance no governo Ruivo, pois as credenciais é ter sido da esquerda. E quanto mais a esquerda, melhor.

    No fundo, isso tudo é bem bom. Os coronéis não mandam mais, as famílias pepistas não tem mais espaço, enquanto isso a esquerda toma conta do governo Ruivo. Isso é fantástico. 

    Agora, precisavam arrumar um cargo para o estimado Girelli e seu Getúlio. 


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    Reconstrução de pontilhão no interior
    O clima de otimismo, garra, perseverança e sabor de Vitória, vitória com sabor de mel, tomou conta de Jaguari.

    Castigada, assolada por fatores climáticos e incidentes, o povo jaguariense, bravo, combativo, valente, reergue-se com a fênix, das cinzas. 

    A notícia da reconstrução da ponte jogou ânimo na população. No interior, tudo se reconstrói, ninguém fica se lamentando. Todos apostam no futuro. O pior, já passou. Agora, é olhar no horizonte. 

    Prefeito João Mário
    O Prefeito João Mário, um homem decente, honrado e ético, está com outro semblante, depois de catalizar a dor de todos os jaguarienses como suas. É um raro exemplo de político que chorou as lágrimas do seu povo. 

    Ao meu ver, como observador social, um outro grande vencedor foi o Procurador Eduardo Diefembach, um ser humano raro, que, na crise, soube agigantar-se, injetar ânimo na tropa, nunca deixou a crista cair, sempre foi um forte, perseverou, lutou e deu um exemplo ímpar de civismo e cidadania. Foi o monstro sagrado desse gestão. 

    Procurador Doutor Eduardo Diefembach
    Por tudo, Jaguari, hoje, respira novos ares. Há um clima de satisfação no ar mesclado com o sentimento de superação. 

    Jaguari, a festa está nas casas, nos lares, nas famílias, em cada boca, em cada sorriso, em cada olhar, Jaguari da superação, Jaguari que hoje navega em céu de brigadeiro. 


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  • 04/15/16--10:58: Esta foto não é selfie
  • Deputado Bianchini, Tiago Gorski, candidato a Prefeito pelo PP e esse Advogado. Tiago me disse que a coligação com o PPL, do Bianchini, tá fechada. Eles adoram o Bianchini. E o Prefeito Ruivo, a quem também encontrei na inauguração das novas aquisições do HCS ( reportagem logo a seguir) me disse que o governo dele sempre foi de esquerda, preocupado com os que mais precisam do poder público. Sorridente, feliz da vida, nem parece que tá sem dinheiro em caixa.


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    O Hospital de Caridade de Santiago inaugurou, hoje, o Centro de Diagnóstico por imagem e nova tomografia computadorizada 80 canais, tecnologia de ponta adquirida do Japão. 


    Ruderson Mesquita, Grande Arquiteto da Saúde
    Com mais esse salto, essas máquinas, altamente sofisticadas tecnologicamente, existem em Porto Alegre, nem Santa Maria as têm, o Hospital de Caridade de Santiago se torna o mais sofisticado, mais bem equipado e mais potente de todos.


    Autoridades presentes

    Dra.Sônia Nicola, linda demais,
    talentosa e competente.
    Esse show de qualidade, esses avanços fantásticos, essa maravilha de primeiro-mundo, deve ser creditado ao Administrador Ruderson Mesquita, Dra, Sônia Nicola, Provedor Sagrillo e equipe.

    A cerimônia foi altamente prestigiada, muitos políticos, muitas lideranças, imprensa, jornais, rádios...Enfim, sucesso total.

    Estamos todos nós, santiaguenses, altamente orgulhosos.




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  • 04/16/16--06:25: BOM DIA
  • Também aqui em Santiago o clima político é de expectativa. 

    Todos esperam pelos acontecimentos de amanhã. 

    Li, agora pela manhã, na capa do CORREIO BRAZILIENZE, que o Planalto assegura já ter os 172 votos contados, marcados e carimbados.

    Não sei.

    Amanhã, é meu dia com a Nina. Será um dia feliz, pique-nique, alegria, almoços, pracinha, pena que é tão pouco tempo. Mas será um bom tempo e um bom dia.

    Haverão manifestações dos dois lados. Pelo menos, sei que os petistas preparam uma grande carreata, caso atinjam os 172 votos. Também o outro lado, promete uma grande concentração. A Brigada Militar é quem deve ficar alerta, pode haver conflito se nada for programado. Não é o ideal, afinal somos todos filhos da mesma sociedade, somos todos irmão e amigos e uma guerra fratricidade, nesse momento, é tudo que não desejamos.

    A crise financeira atingiu forte nossa cidade. Bares e restaurantes, pizzarias, quase tudo vazio. Não existe dinheiro. Patética a situação que estamos enfrentando.

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    O vizinho município de Unistalda foi altamente bombardeado por milhares de panfletos contendo nome de pessoas beneficiadas pela política do atual prefeito Ribeiro e, em meio, a graves acusações. Graves mesmo.

    O impacto, devido a forma didática como o texto foi apresentado, é grande, pois é tudo muito bem explicadinho. 

    Não sei as providências tomadas pela administração no sentido de desmentir ou de editar o contraponto. Só fui informado que um grupo independente vai pedir averiguação das acusações no Ministério Público eleitoral.

    Ainda é cedo, muito cedo, mas a guerra em Unistalda pegou fogo e o incêndio é grande, enorme.

    O panfleto corre de mãos em mãos. É só que lê nas casas. 

    É um estilo de fazer política ... alguém largou, alguém pode pedir providências, alguém pode pedir a identificação ... existem acusações mútuas e trocas de ofensas. O certo mesmo é que Unistalda vive um incêndio político sem precedentes. 

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    Minha posição nesse caso do impeachment da Presidenta Dilma sempre foi contrária. Não escondo e nunca escondi isso.

    Não é agora, que houve a derrota, que eu vou seguir o efeito manada. 

    Continuo com a mesma posição. Revi minha posição de sustentar que o impeachment não passaria, quando as bancadas do PR e PP decidiram romper com o governo. Aí vi tudo perdido. 

    Seremos governados, doravante, por Temer e Cunha. Cada povo tem o governo que merece. Conosco, não é diferente. 

    "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão..."

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    Minha filha passou um dia maravilhoso ao meu lado, Na foto, curtindo o notebook que ganhou. 




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  • 04/18/16--08:56: Um dia cinzento
  • O dia amanheceu cinzento. Paira uma atmosfera de incerteza no ar; alguns setores, vibrantes. Outros, nem tanto. A economia vai de mal a pior, os negócios no âmbito regional estão em caos, existe pouquíssimo dinheiro circulando na economia. 

    A aprovação do juízo de admissibilidade do impeachment pela câmara federal sinalizou algumas mudanças. Depende do enfoque de cada um e cada um sabe como se posicionar nesse imbróglio. Pelo visto, a aprovação passa pelo Senado, é o que indicam as primeiras leituras de tendências. Serão 180 dias de torturas e amarguras. Tudo poderia ser abreviado, pelo bem do país, pela economia, pelo corte necessário e abrupto com a incerteza.

    De qualquer forma, as instituições estão fortalecidas, espera-se o curso da normalidade democrática seguindo em seu rumo normal. 

    Pessoalmente, sempre vi grandes avanços no governo do PT e daí deriva-se minha simpatia. Vi fantásticos avanços no campo educacional, uma verdadeira revolução. Para mim, que sou pobre e filho de pobre, para mim que passei enormes dificuldades em meus estudos, numa época que o acesso aos estudos era muito complicado, o que assisti, em minha maturidade, com todos esses espetaculares avanços, é o máximo que eu esperava de um governo. O mesmo raciocínio vale para a saúde e habitação, terra e agricultura familiar.

    Por tudo, não sei se o país vai seguir o mesmo rumo. Tenho a séria impressão que vamos adentrar numa onda neoliberal, onde o Estado de bem estar social que estava avançando a passos largos, coabitando a adoção de leis que garantem o funcionamento das instituições, do MP ao Judiciário sem tutela, da liberdade plena da imprensa, de informação e de opinião, sofrerá um duro revés. 

    Tenho minhas mãos limpas. Cada centavo de ingresso em minha renda pessoal tem uma origem muito clara e bem definida. 

    Torço muito pelos companheiros do PMDB, sei que quase todos são gente muito boa, solidária e fraterna, e falo do PMDB que eu conheço, aqui da região, do nosso Estado. Temer e Cunha serão julgados pelas Instituições democráticas e seus trâmites.

    Espero que o espírito cívico tome conta de todos nós, que o Patriotismo não seja um chavão, um epíteto.

    Espero que as amizades não sejam afetadas pelas rixas políticas, que o amor fale mais alto, que a solidariedade esteja presente em todos os corações. E que a dor do outrem, seja a nossa dor. A política pode ser nobre, dependendo da nobreza de quem a faz, do coração e da bondade. 

     

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  • 04/19/16--14:05: Sou um guardador de rebanhos
  • Sou um guardador de rebanhos.
    O rebanho é os meus pensamentos
    E os meus pensamentos são todos sensações.
    Penso com os olhos e com os ouvidos
    E com as mãos e os pés
    E com o nariz e a boca.
    Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
    E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
    Por isso quando num dia de calor
    Me sinto triste de gozá-lo tanto,
    E me deito ao comprido na erva,
    E fecho os olhos quentes,
    Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
    Sei da verdade e sou feliz.

                                                  

                       Alberto Caeiro, Heterónimo de Fernando Pessoa


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  • 04/19/16--14:10: PARCERIA LOCALIZA e OAB

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    A Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho alertou, por meio de nota pública, a comunidade internacional sobre o golpe parlamentar em andamento no Brasil contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo a instituição, que reúne juízes do Trabalho de todos os países da América Latina e do Caribe, sessão de domingo (7) na qual a Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment foi um "julgamento estritamente político, que representou a quebra da ordem constitucional, no afã de promover o afastamento ilegítimo da Presidente da República, eleita com mais de 54 milhões de votos".

    O documento destaca que a tentativa afastamento da presidente Dilma possui um "figurino golpista" onde o "partido derrotado na eleição presidencial não reconheceu a derrota e requereu ao Tribunal Superior Eleitoral a recontagem dos votos. Depois, o mesmo partido propôs ação no TSE, postulando a perda do mandato da Presidente, sob a alegação de abuso de poder político, econômico e fraude na campanha do PT de 2014. A mídia oligopolista sustenta a pauta do impeachment há um ano e meio".

    Associação alerta ainda que "perigosos precedentes revelam que a tomada do poder por grupos políticos derrotados nas urnas vem se revelando uma tendência na América Latina, como aconteceu nos golpes perpetrados contra os então presidentes de Honduras, José Manuel Zelaya, em 2009, e do Paraguai, Fernando Lugo, em 2012".

    Leia ìntegra da nota divulgada pela Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho:
    "A Associação Latino-americana de Juízes do Trabalho, entidade que congrega magistrados de todos os países da América Latina e do Caribe, por decisão unânime da Diretoria Executiva, vem a público alertar a comunidade brasileira e internacional para o golpe parlamentar em curso no Brasil.

    Com efeito, no processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff o figurino golpista se revela claramente, desde a proclamação dos eleitos no pleito de 2014. O partido derrotado na eleição presidencial não reconheceu a derrota e requereu ao Tribunal Superior Eleitoral a recontagem dos votos. Depois, o mesmo partido propôs ação no TSE, postulando a perda do mandato da Presidente, sob a alegação de abuso de poder político, econômico e fraude na campanha do PT de 2014. A mídia oligopolista sustenta a pauta do impeachment há um ano e meio.

    O presidente da Câmara recebeu a denúncia contra a Presidente no momento em que já estava ameaçado de cassação e processado criminalmente, em uma manifestação evidente de chantagem e, depois, de vindita política, sem que estivesse configurado crime de responsabilidade por ela cometido. Causa perplexidade o fato de o processo de impedimento da Senhora Presidente da República, que não é alvo de qualquer investigação criminal, ter sido articulado e conduzido, no âmbito da Câmara dos Deputados, por parlamentar denunciado pelo Ministério Público Federal no STF, na qualidade de autor de inúmeros crimes contra o patrimônio público, incluindo o de corrupção passiva.

    Ainda que o direito de cumprir integralmente o mandato, nas democracias, não seja reconhecido de forma absoluta, também é certo que somente em casos excepcionalíssimos haverá a possibilidade de afastamento dos ocupantes de cargos, inclusive do Presidente da República, nos estados presidencialistas.

    O exame do art. 85 da Constituição da República Federativa do Brasil revela que a Presidente da República Dilma Rousseff não incorreu em nenhuma conduta correspondente a crime de responsabilidade, de modo que o requisito jurídico para a autorização do processamento do impedimento não se configurou. Não há, portanto, condição jurídica para a admissão de acusação contra a Chefe do Poder Executivo, como feito em 17 de abril de 2016, pela Câmara dos Deputados.

    Tratou-se de julgamento estritamente político, que representou a quebra da ordem constitucional, no afã de promover o afastamento ilegítimo da Presidente da República, eleita com mais de 54 milhões de votos.
    O afastamento promovido fora dos ditames constitucionais e dos limites de atuação das instituições democráticas representará o desaparecimento de requisitos mínimos de configuração da democracia, que é o reconhecimento pelos vencidos do resultado das urnas e a garantia do cumprimento dos mandatos dos eleitos. Em uma palavra, a ruptura do Estado Democrático de Direito.

    O caso brasileiro, ainda pendente de desfecho, não terá sido fato isolado. A rigor, perigosos precedentes revelam que a tomada do poder por grupos políticos derrotados nas urnas vem se revelando uma tendência na América Latina, como aconteceu nos golpes perpetrados contra os então presidentes de Honduras, José Manuel Zelaya, em 2009, e do Paraguai, Fernando Lugo, em 2012.

    Tendo em mente tais precedentes e preocupados com a evolução dos acontecimentos no Brasil, aqui estiveram o Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos, o Secretário Geral da UNASUL e o Presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, para expressar a inquietude da comunidade internacional com a insistência dos vencidos no pleito de 2014 em afastar a Chefe de Estado e de Governo, sem que haja base jurídica para a medida, num flagrante atentado às instituições democráticas.

    A transmissão da sessão da Câmara dos Deputados de 17 de abril permitiu que o Brasil e o mundo constatassem, com segurança, a fragilidade dos fundamentos apresentados pelos parlamentares, que, em sua grande maioria, se limitaram a render homenagens a parentes e amigos, passando pela exaltação dos golpistas de 1964 e de notórios torturadores, tudo sob a cínica complacência do Presidente da Casa, num inacreditável espetáculo de rancoroso revanchismo, que envergonha o Brasil perante a comunidade internacional.

    A ALJT não tem dúvida do retrocesso político e social que ocorrerá no eventual impedimento da Presidente da República, cujo processo é conduzido pelas forças mais conservadoras e reacionárias da sociedade, com o patrocínio de poderosas entidades empresariais, obcecadas pelo esgarçamento da legislação trabalhista, com especial destaque para a autorização, sem limites, da terceirização, da prevalência do negociado sobre o legislado e pelo fim de tantas outras conquistas dos trabalhadores previstas na Constituição da República e na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

    Confia a Associação Latino-americana de Juízes do Trabalho que a resistência coletiva, pública e pacífica da sociedade brasileira, aliada à pressão internacional pela conservação da democracia no Brasil, serão determinantes para a interrupção do processo golpista. Também confia a ALJT que as instituições públicas e os poderes constituídos da República que ainda examinarão o tema exercerão as suas funções com independência e destemor, isenção e equilíbrio, e rejeitarão o julgamento meramente político da Presidente da República, que seria, assim, inconstitucional e ilegítimo e reduziria o Brasil à condição de Estado não democrático, num retrocesso histórico de consequências imprevisíveis.

    Em 19 de abril de 2016.

    Hugo Cavalcanti Melo Filho
    Presidente / Juiz do Trabalho no Recife, Brasil

    Julio Arrieta Escobar
    Vice-presidente / Juiz da Corte Provincial – Sala Laboral – Sede Judicial de Quito, Equador

    Maria Madalena Telesca
    Secretária-Geral / Desembargadora do Trabalho no Rio Grande do Sul, Brasil

    Silvia Escobar
    D. Prerrogativas / Juíza de Câmara de Trabalho em Mendoza, Argentina

    Rosina Rossi
    D. Cultural / Ministro do Tribunal de Apelações do Trabalho, Uruguai

    Roberto Carlos Pompa
    D. Assuntos Internacionais / Juiz na Sala IX da Câmara Nacional de Apelações do Trabalho, Argentina"

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    Redação Pragmatismo

    Veja vende Marcela Temer como a 'primeira dama perfeita'

    A Veja perdeu mais uma oportunidade de ficar calada. Em tentativa retrógrada, machista e quase desconcertante, tamanha a vergonha alheia, a revista tenta vender Marcela Temer como a primeira-dama perfeita

    veja marcela temer esposa do lar perfeita primeira dama
    Marcela e Michel Teme
    Nathali Macedo, DCM
    A revista Veja perdeu mais uma oportunidade de ficar calada.

    Numa tentativa óbvia – quase desconcertante, tamanha a vergonha alheia – de colocar Marcela Temer, esposa de Michel Temer, como a primeira-dama perfeita, a revista deu mais um show de machismo e atraso.
    Na matéria, Marcela é colocada como “bela, recatada e do lar” – nada mais conveniente para a sociedade patriarcal. Afinal, uma mulher bela, recatada e do lar – tal qual a mulher idealizada da literatura romântica do século XIX – não pisa no calo do machismo.

    Ela se contenta com o lugar de inferioridade que lhe foi imposto com uma consciência de subalternidade preocupante.

    Como Marcela, ela se satisfaz em ser “o braço direito do seu homem” – porque os seus braços, os seu corpo e a sua mente estão, de fato, unicamente direcionados aos interesses do homem que “a assumiu”. Eis o papel que o patriarcado lhe conferiu.

    O tom de admiração e satisfação diante de uma mulher subalterna empregado na matéria é repugnante. Marcela, a mulher linda, elegante, discreta e subserviente é o sonho de consumo da Veja e dos golpistas conservadores.

    É a mulher que encontra conforto num casamento tradicional, que precisa de um homem que a proteja e dê significado à sua vida pública – e quando falo em vida pública, refiro-me a tudo aquilo que extrapola os limites do papel de “mulher do lar”.

    A Veja quer mulheres que não sustentem, sozinhas, suas próprias vidas, suas próprias lutas, sua própria existência. Que estejam – e se contentem em estar – à sombra de seus homens. Que dependem deles para existirem socialmente e que mantenham a fragilidade que só eles podem alimentar: as princesas perfeitas a espera de um homem forte e corajoso que, finalmente, legitime a sua existência (talvez os editores da Veja estejam lendo muitas histórias da Disney).

    Essa mulher – agora representada pela aspirante a primeira-dama do Brasil – é justamente a figura idealizada do Brasil do século XIX (ao ler a matéria, sinto-me em 1850): a mulher pudica, que sempre pede “luzes finíssimas”, que não se atreve a ascender intelectualmente (segundo a matéria, Marcela é bacharél em direito, mas trabalhou pouco e tem um currículo lattes sucinto), que se casa com o primeiro namorado e jamais expressa uma postura libertária.

    Marcela Temeré a figura do retrocesso feminista e a Veja parece ter orgasmos com sua mera existência.
    A matéria serve para que tenhamos uma noção clara – embora já o saibamos há algum tempo – do que, de fato, tanto incomoda a direita ao ver uma mulher como Dilma Roussef na presidência.

    Ao contrário de Marcela, Dilmaé tudo que o patriarcado não quer: não obedece aos padrões de beleza estabelecidos, não se curva diante da exigência de subserviência feminina que ainda persiste, não cultiva a delicadeza tradicionalmente feminina (afinal, não somos obrigadas!), luta com as próprias mãos, derrama o próprio suor, e o que é pior: é a mulher mais poderosa do país.

    Leia também:
    Mulheres ainda precisam enfrentar problemas históricos
    Dilma divulga nota de repúdio contra texto da Istoé: “covarde, escandaloso e sexista”

    No bom e velho nordestinês: uma mulher de grelo duro.

    A Veja, a direita e os golpistas (agora sendo redundante, já que se resumem à mesma coisa) não querem as mulheres poderosas.

    Eles querem mais Marcelas e menos Dilmas. Mas continuarão só querendo.

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  • 04/20/16--09:36: Sabedoria
  • A sabedoria é uma linha tênue que se achega em nossa existência com o passar dos anos. Alguns corpos, porém, definham sem descobrir a graça de não magoar as pessoas. De guardar sua língua das ofensas. Cada vez mais me certifico que é preciso rezar menos e amar mais. A oração é vazia quando você é uma pessoa que costuma enviar presentes recheados de malefícios eternos, pois a mágoa é uma semente forte e próxima da eternidade. Infeliz daquele que precisa humilhar, ofender ou magoar para sentir-se forte. 


    Jota Scherer,
    Cachoeira do Sul-RS

     

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    No PP, o vice está definido, será o Pastor Cláudio Cardoso. É o nome que melhor potencializa, segundo intenções empíricas e pesquisa que eu próprio realizei. Sem surpresas.

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    Surpresa mesmo são os pedidos de desfiliações que estão chegando ao PP. O maior peso-pesado de Santiago, homem de maior credibilidade e honradez da região, admirado e aclamado como exemplo de vida exitosa, pediu desfiliação do Partido Progressista. O exemplo, foi seguido por outros.

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    Por outro lado, um outro peso pesado me garantiu que vai encaminhar o mesmo processo. Vem bomba.

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    Em entrevista a Rádio Santiago, o Prefeito Ruivo garantiu que paga a folha em dia. Se ele explicou isso, há fumaça e se há fumaça, há fogo. Pessoalmente, acho que ele fará tudo para manter a folha em dia até setembro, pois o impacto negativo na candidatura Tiago-Cláudio seria muito grande. Mas os fornecedores estão em pânico. Esses é certo que não mais receberão, provavelmente com o desfecho da crise a partir da julho, em plena campanha eleitoral.

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    A reação com investimentos e recapagens de asfaltos foi alta demais e comprometeu as receitas. Por outro lado, o site transparência, do Executivo Municipal, está super-ultra-híper incompleto, faltam muitas informações e ninguém da comunidade está conseguindo os acessos. Nem o Promotor Diego Frux.

     

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